Tag nostalgia
Eu já vi pessoas confundirem-se no uso das palavras Melancolia e Nostalgia.
O melancólico sente uma tristeza sem motivos, profunda, porém vazia de porquês. O nostálgico entristece movido por lembranças, saudades e alegrias que morreram.
Os gatilhos de uma, moram no cérebro, com suas sinapses. Da outra, no coração, com razões que a razão desconhece.
A melancolia oferece um caminho de volta para a euforia, embora acabe dando o ar da graça novamente, nos momentos mais inoportunos. Já a nostalgia, agarra-se na periferia das nossas emoções, oferecendo-nos a felicidade das memórias passadas, mesmo que diluídas em fragmentos de adeus.
Pense nos idosos, talvez esqueçam o presente, com o intuito de matar a tristeza sem causa, e vivam com a satisfação de serem nostálgicos, viajando ao passado sem bilhete de retorno à realidade, pelo simples fato, de que nela, reside a solidão.
Já pensou que quando você era criança todo mundo gostava de você? Não? Nunca parou pra pensar? Então pare agora.
Mesmo que sua fralda esteja cheia, ou você esteja toda suada, os adultos sempre olham pra você com um olhar meigo, um olhar amoroso e carinhoso. Sim, todos te pegam no colo quando você chora e tenta te acalmar, todos falam delicadamente com você, quando criança. E qualquer coisa que uma criança faça, como até mesmo enfiar o dedo no nariz e depois na boca é motivo de risada.
Porque ? Porque não tratarmos a todos como se fossem crianças? E eu não digo no aspecto de tirar responsabilidades ou diminuir maturidade, mas sim de tratar com amor o próximo, com respeito, de amparar quando preciso, mesmo que por coisas bobas.
Que a infância possa nos invadir sempre, e que faça dos nossos corações a inocência brotar.
Ver-te.
Desculpa sonho meu, mas já nem posso ver-te,
já não posso toca-lo, senti-lo ou ama-lo. Ver-te
é como caminhar na praia e não poder mergulhar
em suas águas, é ouvir a voz do vento e não sentir
teu frescor. Ver-te é como tocar a rosa e sentir
seu espinho a sangrar meus dedos. A ferir a alma
no impace do desejo. Mas o que sangra é o meu
peito que em meio ao deserto de ilusões ao longe
ver-te no infinito do desejo alheio, ver-te partir
sem medo. Meus olhos já não o alcança, nem o faz
voltar com meu canto e assim percebo que não
mais encanto esse ser. Pra onde foi sonho meu?
Viajou longe pra nunca mais voltar ao conto de
meu desejo.
Queria ser como um pássaro, para nas asas do vento poder voar.
E queria ser como o vento, para no céu sem limites poder soprar.
Queria ser como um peixe, para no mais profundo dos mares mergulhar.
E queria ser como o imenso mar, para nas grandes fronteiras do mundo circular.
Eu queria um dia voltar a inocência, e correr pelas ruas sem medo de errar.
E como uma criancinha boba, sem saber dos desafios que poderiam me encontrar.
Eu queria voltar ao passado, e como quem hoje sou ir para me encontrar.
E para mim um alerta levar, "o mundo é perigoso mas não chores, pois em tudo vai suportar."
Me joguei do abismo para o encontro com a vida;
Re encontrei os amigos, de toda forma meu recanto;
Relembrando historias, nostalgia me veio logo;
De que momentos bons não duram por muito tempo;
Hoje guardo a lembrança, olho pra traz e sei de que fui/sou felizardo;
Na medida de que a vida me concede coisas boas ao mesmo tempo me tira;
Me vi no presente, momentos depois me vi recordando o antigo presente,
Repentino
Nostalgia (e saudade) da época que eu era inocente, que acreditava em tudo e em todos... o tempo me fez frio, calculista, inseguro. As pancadas do tempo formaram calos duros que nem doem mais quando agredidos, criei uma "autoproteção".
Me falam de coisas que não acredito até eu mesmo comprovar, busco por respostas e encontro, mas, no outro dia faço novas perguntas sobre minhas respostas, mudo de opinião quando encontro alguém com opiniões sábias, mantenho quando encontro os "donos da verdade"... sou a mudança que eu mesmo temia, sou a tal da mosca do Raul. Hoje estou certo, amanhã posso estar errado e vice-versa...
Creio em Deus e confio em minha família, sou o que sou desde o nascimento, mas em mutação de tempo em tempo.
Posso começar e recomeçar minha história quando bem Deus permitir, mas ainda me resta a fé, do tamanho do grão da tal mostarda.
Penso, logo enlouqueço ( Vai dormir que está tarde, seria o grito da minha mãe)
Nostalgia
Seu seio nu não me alimenta mais
Suas curvas não são mais os caminhos do meu
corpo no escuro
E sua boca molhada não me pede mais carinho
Suas lágrimas geladas não escorrem mais no
meu ombro
E as tardes não são mais a ansiedade juvenil de te
esperar
Tudo mudou aqui, e muito mudou aí
Já não precisamos um do outro quanto um dia
pensamos precisar
Tudo mudou aqui, e tudo voltou a ser azedo
Tudo mudou aí, e tudo voltou a ser comum de
mais
Eu só quero que saiba que eu ainda não cresci
Se um dia quiser voltar
Ainda sou aquele que você conheceu
E depois não quis mais
A presença da ausência é um sentimento estranho. Ainda mais quando a ausência é mais forte que a presença.
Entenda, não estou falando da palavra 'saudade'. É algo muito mais incompreensível do que sua própria definição.
Nostalgia? Não. Reflete saudade. É muito profundo. Bem mais.
Um sentimento que Nietzsche, quase consegue explicar quando diz que, "como fenômeno estético, a existência é sempre, para nós, suportável ainda."
É como um vazio de algo, um lugar, ou alguém que passou e simplesmente não pode mais preencher a presença com sua ausência, fazendo o verbo estar - e o advérbio ali - serem usados em sua mais nobre essência ao ter presença mais forte do que aquilo, onde ou quem, no exato momento que percebo a ausência da presença, um dia esteve.
Fecho os olhos e vejo o que não mais é visto, sinto o que, de forma inefável, jamais sentirei.
Incompletude. Verbo que me resta para tentar explicar essa presença ausente que jamais existirá novamente.
Muita das vezes comentemos erros e imediatamente nos desculpamos, mas foi algo tão automático que não nos sentimos culpados pelo que falamos ou fizemos, mas chega uma hora que é necessário pedir desculpas novamente por um novo erro ou um erro reincidente mas as palavras não tem mais efeito, pois foram tantas que agora são apenas palavras ao vento, as atitudes não condizem com o pedido de desculpa, o que devemos fazer quando o que sobrou foi as cicatrizes que sempre nos farão lembrar do que fizemos a quem machucamos, melhor pensa antes de fazer e se fizer assumir o erro, pensar antes de pedir desculpa para que não seja da boca para fora, pois uma hora será necessário um pedido de desculpas de verdade e não terá mais credibilidade para isso, vai doer e fazer com que queira voltar no tempo para consertar, mas não será possível.
A música têm o poder de falar a todos os corações; e cada coração por sua vez traduz a cada ser, segundo suas fantasias, sentimentos e nostalgia.
[...] Acordo de manhã,...sinto um cheiro de terra molhada...derrepente uma bela injeção de nostalgia.
Por algumas horas, me deparo que posso viajar e controlar o tempo com os pensamentos, estão sempre presentes com a realidade paralela. A verdade, com decorrer do tempo paro para ver lembranças sendo elas nostálgicas ou não. Por alguns minutos, lembro das pessoas que eu amei nesses últimos tempos e não poder falar para elas: adorei viver ao lado de vocês. O coração fica despedaçado aos poucos. E por alguns segundos, me apresento, essa realidade que temos, posso até ser um pouco clichê, é a mais pura verdade temos tão pouco tempo. Terminar tudo como eu comecei, falando que podemos controlar o tempo fora da realidade não são bobagens se pararmos para pensar com os pensamentos que
''a saudade é o que faz as coisas pararem no Tempo''.
"Tenho observado que a minha geração vive um grande saudosismo e nostalgia por falta de boa música, bons filmes, e coisas boas. Isso não está ocorrendo somente no Brasil, mas, em todo o mundo. Estaria a humanidade evoluindo de fato, ou sobrevivendo em um mundo falido e carente de qualidade artística que reflete na sociedade, que sufoca e oprime as pessoas que viram e viveram o auge da criatividade e do bom gosto?"
(Austri Junior)
O passado, a nostalgia e as roupas que não cabem mais.
Olhando pra trás, muitos momentos que registramos em nossas memórias. Bons ou ruins. Em face dos bons, o júbilo e a nostalgia traduzem a lembrança daqueles momentos; pedimos que se repitam todas aquelas maravilhas novamente, em futuros momentos que esperamos viver. Dessa forma, percebemos o quão valioso é esse ócio reflexivo sobre as situações preciosas, as quais muito almeja-se.
Os momentos ruins são a parte do passado que expressa ilusão. Não há necessidade alguma para retornarmos a essas situações. Nessa volta, surge o arrependimento, o medo, a angústia e a dor. A recorrência se faz, portanto, ilusória. Nos prendemos aos pensamentos e estagnamos o nosso processo consciente e produtivo da evolução. Experiencias dolorosas são roupas que não cabem mais. As armadilhas do ego nos ofuscam o caminho da luz.
É essa saudade que esmaga por dentro, que dá um nó na garganta gotejando lágrimas internas inundando o coração e dentro do peito simplesmente navega sem bússola e sem direção...
Eles
Cega em meus sentimentos, lamentos e tormentos
Eles estão sempre atentos
Se desapareço
Surge os questionamentos
Mesmo em noites de ventos, ao relento procurando qualquer boteco
Eles não se negam
Me perguntei, por que falar só da nostalgia
Se meus melhores momentos são com eles
Sempre em alegria
Escrevo sobre amor não correspondido
Mas é sem eles que não vivo
Esse verso é para vocês
Que ao meu coração sempre dão abrigo
E hoje lhes responde
Não existo sem vocês
Meus amigos.
Quando a conheci eu tinha 16 anos. Foi algo inesperado. Sabe, eu nunca gostei de ninguém, mas gostei dela. A conheci em uma festa, vi ela ali parada, Fui conversar com ela, logo começamos a conversar e acabamos se dando muito bem. Ela acabou indo embora e eu não tinha pego o telefone dela nem sabia onde ela morava. Pensei, já era... Nunca mais vou reencontrar essa pessoa incrível. Passou uns dias e o destino trouxe um surpresa, eu estudei com o tio dela (ele tinha minha idade 16) Na sala ele veio até mim e falou -Hey, você foi em uma festa de rock, tipo umas 2 semanas atrás? Eu falei que sim, que tinha ido. Então ele me fez outra pergunta, você conheceu uma guria chamada J..... ? Sim!!!! Confirmei, e foi incrível, ele me falou que ela era sua sobrinha! Comooo? Que inesperado, meu coração acelerou, fiquei muito feliz (algo raro) peguei o endereço dela, onde estudava, tudo para não perder mais seu rastro. Ela estava na mesma escola só que no período da manhã. Pois bem, acordei cedo e fui na porta da escola, esperei ela e a vi saindo. Na hora, meu coração acelerou e tive tudo que um tolo apaixonado poderia ter. Ela me viu e ficou muita surpresa, conversamos e levei ela até em casa. Então comecei a ter mais contato com ela. Aos finais de semana ficávamos na frente da casa dela conversando até que um dia eu falei sobre meus sentimentos, que não queria ficar com ela, queria que ela fosse minha namorada. Eu sentia algo que nunca tinha sentindo antes (e nunca sentiria depois dela) ela sorriu e falou que tinha que pensar, pois bem! Pense, eu falei. Quando eu estava indo embora ela falou, "EU ACEITO" foi o dia mais feliz da minha vida, achei o amor, algo raro não é mesmo ? Então, ali tinha começado uma linda história, namoramos 7 anos, crescemos juntos e passamos por muita coisas juntos. Éramos amigos, namorados e cúmplice. Mas, nem tudo é para sempre. O tempo, e a falta de diálogo acabou nos afastando aos poucos. Caímos na rotina, brigas que acabou desgastando mais e mais. Tenho uma boa parte dessa culpa, eu deixei ela ir, devia ter insistido! ela era a pessoa que amava, amei e sempre amarei, mas simplesmente deixei ela partir. As vezes ficava me achando insuficiente para ela. Ela merecia o mundo, eu não podia lhe oferecer nada. Perdi meu irmão e fiquei com depressão. Por finalizar acabei deixando que ela fosse embora de vez. Queria sumir, que todos sumissem e queria que ela fosse embora e me deixasse ali sofrendo com a minha dor, ela fez exatamente o que pedi. (não era o que eu realmente queria) mas hoje, com a cabeça no lugar, vou me erguendo, ela eu sei que tá bem e espero que seja muito feliz, que meu amor não pertence a mais ninguém além dela. No começo eu pensei que poderia substituir com um outro alguém. Tentei achar um jeito de tirar ela de mim, não sabia uma forma certa de esquecer e o tempo era muito doloroso comigo. Os dias e os anos passavam e suas marcas ainda estavam intactas em cada parte de mim, o seu cheiro, o seu toque, ainda estavam nas minhas lembranças e isso doía tanto. De todas os maneiras eu tentei fazer ela sumir aqui dentro. Encontros casuais, saídas, festas, qualquer coisa que por algum momento me fizesse não pensar nela. E por isso doía ainda mais, porque tudo não se passava de momento, enquanto todos os minutos do meu dia ela ainda estava aqui. Por fim eu desisti dessa ideia de tentar tirar ela de mim, e só assim consegui seguir em frente. Entendi que não importa o que eu faça para esquecer, no meu coração sempre vai ter um pouco dela; Eu, vou indo. Um dia de cada vez, uma hora por 60 minutos. Acabei aceitando que nós dois fomos feitos para nos conhecermos, nos apaixonarmos, mas não pra ficarmos juntos...
A rememoração, assim como as telas de Rembrandt, é sombria sem deixar de ser festiva. Os rememorados vestem suas melhores roupas para a ocasião e ficam sentados sem se mexer. A memória é um estúdio fotográfico de luxo numa infinita Quinta Avenida do Poder
Vamos reprisar a nostalgia. Trazer de volta o que se foi. Desenterrar o passado e deixar o presente com um gosto de futuro.
Talvez se tivesse me dito o que eu queria escutar,
eu já não esperasse mais por essas palavras.
Talvez se o amor fosse fácil de explicar,
quando as lembranças me procurassem, eu não fugiria.
Algumas músicas seriam apenas músicas,
não convites à nostalgia.
Nostalgia...
Mas não de saudade
Não de dor
Mas de ver o quanto a vida é cíclica e o quanto mudamos...
Mudamos os planos
Os sonhos
As aspirações
Mudamos de profissão
Mudamos os amores
Por fim mudamos nós!
O que mais nos interessa nesta
Vida é sermos felizes, mesmo que
As circunstâncias nos obrigam a ficar
sérios. Precisamos de alguém que nos
apoia, que nos faz sonhar. Alguém que
Nos ensina a ser felizes porque somos
Eternos aprendizes. Precisamos também
De uma mão amiga para nos socorrer,
E de um coração para nos confortar.
Apegar-se em nostalgia pelo que já foi, é mera ilusão; Pois aquilo que passou, jamais poderá voltar a ser com a mesma característica e intensidade.
É só no momento presente que se constrói para o futuro.