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Pensamentos Mais Recentes

O tempo resolve o que a pressa complica.

A ignorância mais perigosa é aquela que tem certeza de que está certa.

A mente fechada é o terreno fértil da ignorância.

Saber pouco e achar que sabe tudo é o começo da ignorância.

A ignorância alimenta o erro.

A ignorância não é não saber, é não querer aprender.

Antes de tudo tenha bom senso - saiba pensar e saiba ver o porquê das coisas.A sabedoria do raciocinio abre as portas da fé e acompanha de mão dada a gratidão . Uma fé cega não ajuda e só causa atrito. Seja grato, e ser grato é bonito, mas não seja subserviente !

Ter empatia e dar acolhimento da melhor forma por amor, a todos aqueles que sofrem por questões físicas, mentais, neuro divergências e espirituais, é exercer a plena liberdade de vida e sanidade, e com isto receber a personalíssima validade sem vaidade, de ida e vinda para qualquer lugar, no humanitário passaporte pessoal.

Todos somos escravos de algo, principalmente de nós mesmos. Se até Diógenes, o homem mais livre, era escravo de si mesmo, quem somos nós para debater a liberdade? Diógenes despojava-se das correntes da escravidão da sociedade, fazia o que dava na telha e espalhava sua sabedoria com seu lampião e seu corpo da forma que veio ao mundo, com seus cachorros. Porém, Diógenes não era totalmente livre, ele era escravo de si mesmo, escravo da sua vontade. A questão é: não existe a verdadeira liberdade. Todos somos escravos de algo; o ser humano tende a se escravizar pouco a pouco com o tempo, limitando sua própria liberdade e se prendendo na moralidade e em valores sociais. O ser humano é um escravo eterno do mundo e de si mesmo.

Uma planta molhada
na menina dos olhos
da manhã nublada.

Inserida por Jorge-Floriano

"espero um dia encontrar a zona de conforto de que tanto falam"

"que o leão de amanhã seja mais manso e compreensível que o de hoje"

"todos nós precisamos de alguém em quem confiar - até mesmo os animais"

⁠Talvez o simples fato de alguém abrir um debate, já militando, já negue a honesta vontade em debater qualquer pauta.


Há uma diferença sutil — e ao mesmo tempo bastante abissal — entre quem entra em uma conversa para compreender e quem entra apenas para vencer. 


O primeiro escuta com desconforto, com a humildade intelectual de quem admite não saber tudo; o segundo fala com a urgência de quem já decidiu tudo, antes mesmo da primeira palavra alheia ser dita.


Quando o debate já nasce contaminado pela certeza inabalável, ele deixa de ser encontro e se torna encenação. 


Argumentos passam a ser munição, não pontes. 


Perguntas deixam de buscar respostas e passam a servir como armadilhas retóricas. 


E, nesse cenário, o outro não é mais alguém a ser compreendido, mas alguém a ser derrotado — ou, no mínimo, deslegitimado, demonizado e até desumanizado.


Militar, no sentido mais rígido, é carregar uma causa com convicção. 


Mas quando essa convicção ocupa todo o espaço da escuta, ela se torna um filtro que distorce qualquer possibilidade de diálogo real. 


Tudo o que não confirma crenças pré-existentes é descartado, reinterpretado ou combatido. 


E assim, paradoxalmente, quanto mais se fala em debate, menos ele de fato acontece.


O problema não está em ter posicionamento — isso é inevitável e até necessário. 


O problema surge quando o posicionamento antecede a disposição de ouvir, quando a conclusão vem antes da reflexão, quando o compromisso é mais com a própria identidade do que com a verdade.


Talvez o verdadeiro debate comece apenas quando há risco. 


Risco de rever ideias, de ajustar certezas, de reconhecer pontos no outro. 


Sem esse risco, resta apenas o conforto das próprias convicções — e o eco previsível de quem nunca esteve, de fato, disposto a dialogar.

Meu amor pelos animais parte do princípio da lealdade e não precisa de palavras para ser o sentimento mais puro do mundo.
Reno Fioraso

A natureza nos ensina a contemplação; por vezes, tropeçar na pedra que está em seu caminho pode não ser apenas coincidência.
Reno Fioraso

⁠No Universo Polarizado, há sempre mais que meia verdade: a verdade da Esquerda, a da Direita — e a Verdade.


O problema é que, na pressa de pertencer, muitos já não buscam a Verdade — escolhem apenas o lado onde ela parece mais confortável. 


E assim, a verdade deixa de ser um ponto de encontro para se tornar uma arma de afirmação. 


Cada grupo a molda, a recorta, a edita, até que ela caiba perfeitamente em suas convicções — ainda que para isso precise amputar fatos, contextos e nuances.


A verdade da Esquerda, muitas vezes, carrega a urgência das causas sociais, o clamor por justiça e igualdade. 


Mas, quando absolutizada, pode cegar-se até para suas próprias contradições. 


A da Direita, por sua vez, frequentemente se ancora em valores de ordem, liberdade individual e tradição, mas também corre o risco de ignorar as complexidades humanas que não cabem em suas premissas.


E então há a Verdade — essa entidade incômoda, indomável, que não se curva a ideologias nem se adapta a narrativas convenientes. 


Ela exige desconforto. 


Exige dúvida. 


Exige a coragem de admitir que, às vezes, o outro lado pode ter razão em algo — e que nós também podemos estar errados.


Mas em tempos de certezas barulhentas, a dúvida virou fraqueza, e a escuta, quase uma traição. 


Assim, seguimos acumulando versões da verdade, enquanto nos afastamos cada vez mais dela.


Talvez o maior ato de coragem hoje não seja defender um lado, mas sustentar a inquietação de quem ainda está disposto a procurar a verdadeira verdade. 


Porque a Verdade — a de fato — não grita, não milita e nem se atreve a se impor. 


Ela se revela, lentamente, àqueles que ainda têm humildade intelectual suficiente para não possuí-la por completo.

Para refletir:


Nunca minimize a dor do outro.
Jamais romantize o sacrifício alheio.
Em hipótese alguma normalize o comportamento tóxico.


O ser humano sempre terá a oportunidade de escolher a atitude mais coerente.


01/04/26

⁠No Apogeu da Infodemia, talvez nada nos iluda mais do que a sede por Viés de Confirmação ser infinitamente maior que a de Informação.


Vivemos um tempo em que saber deixou de ser um exercício de abertura e passou a ser, muitas vezes, um ritual de reafirmação. 


Já não buscamos a verdade como quem atravessa um território desconhecido, mas como quem procura espelhos cuidadosamente posicionados para nos devolver apenas aquilo que nos conforta. 


A informação, vasta e abundante, tornou-se muito menos valiosa que a sensação de estar certo.


Nesse cenário, o Pensamento Crítico perde espaço para o Pensamento Conveniente. 


A Dúvida, que deveria ser uma Virtude Intelectual, é tratada como Fraqueza — e a Convicção, mesmo quando frágil, é exibida como Força. 


Não é a escassez de dados que nos limita, mas a recusa silenciosa em confrontar aquilo que ameaça nossas certezas mais queridas.


A Enxurrada de Informações não nos afoga apenas em conteúdos, mas em versões editadas da realidade, moldadas sob medida para nossas crenças. 


E quanto mais nos alimentamos delas, menos toleramos o desconforto do contraditório. 


Assim, criamos bolhas de eco onde o mundo parece simples, previsível e, sobretudo, alinhado conosco — ainda que isso custe a complexidade dos fatos.


Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja acessar a informação, mas reaprender a desejá-la de verdade. 


Isso exige coragem: a coragem de estar errado, de revisar ideias, de abandonar certezas que já não se sustentam. 


Porque, no fim, a busca honesta por compreensão nunca foi sobre vencer argumentos — mas sobre ampliar horizontes.


E isso, inevitavelmente, começa quando trocamos a pressa de confirmar pelo raro gesto de escutar.

A mulher aventureira tem em si mesma uma medida maior de sofrimento do que de alegria. Por isso eu sinto pena dela. Não pretendo ter nenhum tipo de contato com ela porque tenho medo de contrair uma DST.


Do Álbum: Mulher Rodada




Sim⁠
😌

Talvez não seja sobre chegar, mas sobre quem você se torna ao tentar.

“A dúvida não é o oposto da fé; é o caminho mais honesto até ela.”

A prisoner of one exit and a thousand ways to run (fugir).
Um prisioneiro de uma saída e mil maneiras de fugir.

Carlos Alberto Blanc

Se você parasse agora…
E ninguém pudesse te julgar,
o que, dentro de você,
ainda estaria esperando pra começar?

Não é negar de onde eu vim,
nem apagar o que ficou.
É só parar… olhar pra dentro,
e ver o que ainda não começou.