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Que o calor do verão aqueça nossos corações e os raios do sol iluminem nossos dias.
21 de dezembro
Início do Verão
Quatro pedaço de pau
Sob o céu azul
Levantei quatro pedaço de pau
Pus um teto azul do céu
E nela com a família eu entrei!
Fui caçar no mato o que comer
Num rio um peixe eu fisguei...
Lá fora uma fogueira acendi
Pra do frio nos aquecer,
E o peixe também assei
A família chamei ao ar:
- Venham comer!
E todos felizes vieram ceiar
A cabana chamei de casa
Ainda de olho na brasa
Uma canção eu cantei
Levantei as mãos pro céu
E ao meu Deus feliz, agradeci
Para muitos, tudo isso é muito pouco
Mas, um dia já fui ambicioso e louco,
Estressado e na soberba me perdi
A família o dia inteiro
Viviam brigando por bens e dinheiro
Foi então que decidi...
E de tudo me desfiz
Larguei tudo da cidade grande
Pra's minhas raízes eu regressei
No mesmo lugar onde nasci
Ganhei a liberdade
Redescobri a felicidade
Abracei a terra de tanto verde
E na natureza me refiz
De letra eu nem queria sentir o cheiro. O trabalho que Ponciano mais apreciava era o andar na poeira de um bom rabo de saia, serviço que ainda hoje é de minha especial inclinação.
Dicotomia da Sociedade
Bem vindo a sociedade líquida,
Que esta semana em Suzano
Fez mais do que 20 vítimas.
Enquanto muitos buscam por causas,
Se negam a enxergar a origem.
Jogar a culpa no vídeo game é fácil,
Difícil é admitir a loucura ,
Deste mundo onde a gente vive.
Lugar onde a morte é banalizada.
Acende-se o sinal de alerta.
Será que nós estamos criando
A sociedade da maneira certa?
Ou só procurando culpados,
Para de fato, aliviamos os nossos fardos.
Vemos o futuro, ou estamos satisfeitos
Mas vale o silêncio, do que lutar por direitos.
Não se pode esquecer do futuro...
Manchada de sangue a instituição,
Aquilo que move o mundo,
O que tem sido feito pela a educação?
As matérias são sempre chocantes,
Com declarações fortes e marcantes.
Incentivam a armar a população,
Igual os chamados meliantes.
Qual será a diferença se fizermos isso?
O medo não deve gerar vingança.
Porém obrigam surgir ideias novas,
Que possam trazer mudanças.
O pensamento necessita de horizonte,
Chega da sociedade navegar a esmo.
As decisões têm de construir pontes,
Para que não aconteça mais do mesmo.
Quantos sentimentos expressa uma letra
Uma imensidão.
Acredite.
Esse enredo de palavras.
Descreve.
Revela.
Alivia.
Transborda o coração.
Encontra se em cordéis.
Em prosas.
Rimas.
Sonetos.
Poemas .
Poesias.
Uma infinidade de arrumação.
Faz de cada letra uma peça.
Uma orquestra.
Uma aquarela.
Ali estão alegrias.
Tristezas.
Angústias.
Frenezi.
O gozo profundo.
O orgasmo do mundo.
As mazelas.
As desgraças.
O terremoto a avalanche.
O vulcão e a tempestade.
A Serena brisa do inverno.
O canto do pássaro rupestre.
Olha o grilo.
Literalmente no trilho.
O cântico perturbador.
Meu cachorro vizinho latindo.
É verdade.
A poesia também tem vaidade.
Tem seu pecado.
É um véu.
O rosto coberto das letras.
Que sempre diz.
Morrais. ...
A tristeza e destreza.
Fugaz.
A paz.
Muito e tudo.
Até o infinito que não sei mais.
Giovane Silva Santos
Desfecho de um trecho
“Se eu fosse você não se alegraria com esses escritos
Pois escritores sabem o que escreve
Mas também sabe o que precisa se apagar .”.
Sou a escola
Autor e compositor: Jorge Domingues
Música aqui: https://www.youtube.com/watch?v=cb_-LCyqw3U
FORMA: A B C D B C C
A
Nesta escola vou ficar, alguns anos a aprender
A crescer como pessoa, poder dar p’ra receber.
Construir o meu futuro, na minha segunda casa
Aprender e ensinar, saber ser e saber estar.
B
Nesta minha caminhada, no sentido do saber
Lado a lado com os amigos
Eu sei que poderei vencer!
C
Sou o futuro, sou a esperança
Sou o melhor que há no mundo
Sou uma criança
Sou a alegria, sou a paixão
Sou a história que muitos de vós recordarão!
D
Vou fazer novos amigos, reencontrar os conhecidos
Com eles em meu redor, terei um mundo melhor.
Da minha escola querida, ainda vou ter saudades
Dos recreios e das aulas, das muitas amizades.
Você vem, no vaivém da valsa,
Vagarosamente e vistosa,
Vênus vestida de vivente,
Vínculo de vibração vital,
Você vale valentia, vale vadiagem,
Vale vinho com vodca,
Vale viver sem vergonha,
Vale o vento que vira na viela,
Você vai, no vibrato do violino ,
Velozmente e vejo,
Vai sem vestígio,
Venusto veneno,
Você vale a vontade voraz,
Vale a vicissitude da vida,
Vale a violeta que voa,
Vale a volúpia vivaz de te venerar,
o cúmulo da minha ansiedade vem do produto inconsequente das ações que pratico ludicamente, estando lúcido que amanhã como uma navalha as consequências das minhas escolhas irão retalhar minha mente, tomando por inteiro o curso do meu juízo, perturbando minha alma e meu espírito, reiniciando assim esse sadistico e infindável ciclo de confusões em copo d’água.
Com Você
Quando estou contigo o tempo passa lento
Fico a espera assim de outro momento
Com você
Você na minha e eu na tua
Quero pôr o pé agora mesmo na rua
Pra te ver
Embarquei sem querer na tua viagem
Não sei porquê
Você ria e eu procurava as palavras
Pra te escrever, mas não encontrava
O que fazer?
O tempo todo a vida nos prega peças
Mas até hoje saímos bem delas
Por assim dizer
Me perdi sem querer na tua viagem
Não sei porquê
Encontrei em você um par
Eu me perdi e não quero mais voltar
Não Vá
Há tantos planos
Largados pelo chão
Há tantos passos
Buscando uma direção
Encontros e desencontros
Olhares e sorrisos
Que passam despercebidos
Em meio a multidão
E o cansaço vem
Em dias tão normais
As melodias se perdem
Em preocupações banais
Não vá se perder por aí
Mas também não fique sempre por aqui
O que passou não volta mais
Não adianta se desesperar
Com o que não aconteceu
Com o que ainda vai chegar
Sobre Você
A noite acaba
O sol vem socar a tua cara
Mais uma vez
Chorou escondida toda madrugada
Enquanto dançava
E ninguém percebeu
Se sente sozinha
Se sente uma ilha no meio do nada
Tão longe de casa
Tão longe de qualquer lugar
Mas não teme o destino
Como se fosse um rio
Que segue o seu curso
Pra nunca mais voltar
Você não precisa de ninguém
Pra te sentir viva
Pra te sentir bem
Você não deve nada a ninguém
Tua bebida tá paga
E os teus pecados também
Se o teu mundo perfeito
Não existe mais
Chegou a hora de enxugar as lagrimas
E reencontrar a tua paz
E a noite acaba
O sol vem socar a tua cara
Mais uma vez
Chorou escondida toda madrugada
Enquanto dançava
E ninguém percebeu
Se sente sozinha
Se sente uma ilha no meio do nada
Sentir Melhor
Você acorda pro mundo
Sentado em uma jaula
E não sabe como se libertar
Está cansado de fazer as engrenagens girar
Ofuscado pela modernidade
E toda caretice que o novo tem
É o velho ditado com uma nova cara
A diferença entre matar e morrer
Viver e sobreviver
Não vire as costas de novo
Não se vire contra ninguém
Nem todo mundo merece uma segunda chance
Dê o melhor de você o quanto antes
Machucar e depois pedir perdão
Exagerar pra esconder a solidão
Acreditar pra aceitar o que vier
Perder a fé pra voltar a ficar de pé
Se eu tivesse uma pista
Eu saberia exatamente o que fazer
Buscaria luz para um canto escuro em você
Mundo Girar
Sempre fui de nenhum lugar
Quem sabe amanhã não é
Um bom dia pra recomeçar
Sempre fica a sensação
De que uma hora, tarde ou cedo
Vem e morre a solução
O vento passa perdido na manhã
Ele me leva e eu vou
Vou longe quanto preciso for
Diz pra mim o que ficou
Mas deixa o sol voltar
Palavras ficam soltas no ar
Deixa o tempo passar
Deixa a luz acesa e vem o mundo girar
Pra trás não interessa olhar
Da janela do quarto
Vendo as estações passar
Não sou o único a não ter certeza
Em cada passa a uma nova luz acesa
O vento passa perdido na manhã
Ele me leva e eu vou
Perder um tempo e ganhar um dia lá fora
Ver a chuva levar tudo embora
Brilhar e não pensar no pior
Vai fazer você se sentir melhor
Natureza Morta
A natureza morta
Viva no teu olhar
As asas cortadas
O céu a se despedaçar
As vozes estão caladas
Não há porque lutar
Nós somos lembranças
De um passado
Que ninguém vai lembrar
E a velha canção de guerra
Não irá mais tocar
Você se apaga
Antes mesmo de queimar
O destino está traçado
Ninguém pode mudar
As cartas foram marcadas
No nosso jogo de azar
Esse deve ser o fim
Mas você disse que não acabaria assim
Esse deve ser o fim
Você continua o vazio dentro de mim
E a velha canção de guerra
Não irá mais tocar
A chuva lava
Mas não pode te salvar
E a natureza morta
Volta pra se vingar
De tudo o que fazemos
Ao invés de amar