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PREFÁCIO
Crônicas de Diane Leite
O Chamado para a Transformação
Há histórias que nascem no silêncio.
Como aquela tarde em que me sentei à beira do rio, observando as folhas caírem na água, e percebi que elas não lutavam contra a correnteza – apenas seguiam. Assim como eu, anos atrás, quando a vida me levou a lugares que jamais imaginei pisar.
Este livro não é sobre respostas.
É sobre perguntas que ecoam no escuro do seu quarto, quando o mundo dorme e só resta o bater do seu coração. Aquela dúvida que você não ousa compartilhar, a saudade que não tem nome, o vazio que insiste em sussurrar: "E se houver mais?"
Escrevi essas palavras não como autora, mas como alguém que já se perdeu no próprio labirinto.
Como a mulher que carregou 35 quilos de dor nas costas e descobriu que leveza não está no corpo, mas na forma como olhamos para o espelho da alma. Você sabe do que falo. Todos temos nossos 35 quilos.
Aqui, não há lições.
Há espelhos.
Frases que vão se infiltrar em você como a luz da manhã entra pela fresta da janela – sem pedir licença, sem fazer barulho. Até que, de repente, você percebe: está vendo partes de si que nem sabia existirem.
Não me importo se você acredita em destino, ciência ou magia.
Importa-me apenas que, ao virar estas páginas, você sinta.
Como sente o cheiro da chuva antes da tempestade.
Como reconhece o gosto amargo da despedida antes mesmo de ela chegar.
Isso é o que importa: o que habita nas entrelinhas da sua existência.
Se algo aqui tocar você, não fui eu quem escreveu.
Foi a parte sua que ainda lembra como é ouvir a própria voz em meio ao ruído do mundo.
Com fé e autenticidade,
Diane Leite
"O Chamado do Eu Interior
Há momentos na vida em que algo dentro de nós se agita de forma inexplicável. Não é apenas um pensamento insistente, nem um desejo passageiro. É um chamado. Uma força silenciosa, mas poderosa, que nos impulsiona para além do que conhecemos, desafiando certezas, ruindo alicerces e nos fazendo encarar o que antes parecia intocável."
Vivemos tempos acelerados, onde as distrações nos afastam de nós mesmos. Perdemos-nos em ruídos externos, em rotinas exaustivas, e nos esquecemos de ouvir a voz que ecoa dentro de nós. Este livro é um convite para uma pausa, um respiro profundo. É um chamado para que você retorne a si mesmo e perceba que as respostas que busca já estão dentro de você.
"Trecho Crônicas de Diane Leite"
Nossa mente é uma artesã de labirintos. Ela borda justificativas douradas para nos manter exatamente onde estamos, mesmo quando cada fibra do nosso ser sussurra: Isso aqui já não é morada. É disfarce.
Há uma angústia que veste a máscara da prudência. Aquela voz que diz "Espere o momento certo", enquanto sabota todas as oportunidades. Mas o desconforto carrega um segredo — ele aponta para o norte da alma.
A maior armadilha não é o medo de mudar. É o pavor sagrado de descobrir quem poderíamos nos tornar se ousássemos escutar aquilo que já sabemos, mas evitamos nomear.
Cada Passo Te Faz Mais Forte
Imagine uma montanha tão alta que parece tocar o céu. Seus picos cobertos de neve, seus penhascos desafiando a gravidade. Você olha para cima e sente um frio na espinha: ‘E se eu cair? E se não conseguir?’
Mas agora vem a verdade que ninguém te contou: essa montanha não está lá fora. Ela existe dentro de você.
O medo do fracasso é como uma tempestade que você mesmo alimenta. Cada pensamento de ‘e se’ é um relâmpago que ilumina sombras irreais. Você teme tropeçar, mas esquece que até as pedras no caminho são mestras.
Sêneca já dizia: "As dificuldades fortalecem a mente, assim como o trabalho pesado fortalece o corpo". E é exatamente isso: cada passo vacilante não é fraqueza, é treino para a resistência.
Vou te contar um segredo que os navegadores sabiam bem: ninguém descobre novos oceanos sem perder a costa de vista. O medo do desconhecido é real, mas a grandeza está em avançar mesmo assim. Os erros não são abismos, são estrelas que guiam sua travessia. A falha não é o fim da história, é a página em branco onde você reescreve sua estratégia.
Pratique isso hoje:
1. Troque ‘E se eu falhar?’ por ‘E se eu aprender?’
2. Celebre cada pequena queda como um mapa do que evitar.
3. Lembre-se de que até o sol, para nascer, precisa atravessar a escuridão.
Você não está aqui para ser perfeito. Está aqui para ser intrépido. A montanha não desaparece, mas a cada passo suas pernas ficam mais fortes. E um dia, ao olhar para trás, você verá que os penhascos que tanto assustavam eram apenas degraus disfarçados.
A vida não exige que você chegue ao topo. Só quer que você suba.
Porque o único erro real é ficar parado.
Respire fundo.
A próxima subida já é sua.
Autoria: Diane Leite
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Aos 18, ao me tornar mãe, imaginava como seria aos 40. Pensava se estaria velha, se teria conquistado meus sonhos. Hoje, percebo-me como uma fusão de dois mundos: uma parte serena e outra que renasceu das cinzas, sonhando e lutando.
Aprendi que a vida é feita de escolhas. Durante anos, priorizei os outros, mas descobri que o amor mais puro vem da reciprocidade. Sei dizer "não" sem culpa, pois respeito a energia que ofereço. Cada amor moldou minha alma, mas a mulher que sou hoje sabe o que merece.
Mereço o melhor, pois plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina. Deus testa, mas também honra. Fé é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba.
Hoje, meu jardim é minha maior obra. Nele, plantei sonhos, nutrição e amor-próprio. Com mãos sujas de terra e coração cheio de esperança, reguei cada semente. Agora, posso admirar as borboletas ou escolher uma para ficar.
O futuro é incerto, mas não me assusta. Enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. No fim, a maior beleza está na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Sigo plena, grata e em paz.
Texto pensador Diane Leite
Autoria: Diane Leite
O PODER DO SER SOBRE O TER – UMA RESPOSTA QUE TRANSFORMA
Quando me olho no espelho, não vejo apenas minha aparência ou os bens materiais que conquistei ao longo da vida. Eu vejo minha essência, aquilo que ninguém pode tirar de mim: minha inteligência, meu caráter, minha força, minha autenticidade.
Vivemos em um mundo onde muitos querem tudo, mas fazem pouco. Querem o prêmio sem a jornada, o sucesso sem o esforço, o respeito sem o mérito. Mas eu aprendi algo que mudou minha vida: o que eu sou sempre valerá mais do que o que eu tenho.
A beleza passa, o dinheiro oscila, as narrativas mudam, mas minha essência ninguém pode roubar. Podem tirar meus bens, meus títulos, minhas conquistas, mas jamais poderão apagar meu conhecimento, minha resiliência, minha coragem de recomeçar.
Penso no ouro. Ele pode ser derretido, moldado, transformado, mas continua sendo ouro. Assim sou eu. Quem tem valor brilha em qualquer circunstância. E aqui está a lição suprema: dinheiro é importante, sim, mas sem conteúdo, sem propósito, ele se torna apenas um peso vazio. A prova disso são pessoas ricas, mas miseráveis por dentro. Pessoas que têm tudo, mas não sabem ser.
Eu sou a maior prova de que tudo depende de mim. Quando emagreci 35 kg, precisei abrir mão da ansiedade, das preocupações que estavam além do meu controle, e focar no que realmente dependia de mim. Essa foi a chave para minha transformação. Eu entendi que a verdadeira força está em dominar o que posso mudar e aceitar o que não posso.
Muitos querem facilidade, mas não querem abrir mão de nada. Querem chegar ao topo, mas sem subir os degraus. E aí está o erro fatal: quem não constrói base sólida desaba na primeira tempestade. Penso em uma árvore. Suas raízes precisam ser profundas para suportar os ventos mais fortes. Assim é a vida. Sem fundamentos, qualquer conquista é passageira.
Então, me pergunto todos os dias: quem eu escolho ser?
Alguém que busca atalhos ou alguém que se fortalece a cada desafio?
Alguém que só quer ganhar ou alguém que merece o que ganha?
Alguém que depende das circunstâncias ou alguém que as cria?
O conhecimento é a única riqueza que ninguém pode tirar de mim. Meu caráter é minha maior joia. Minha capacidade de aprender, evoluir e me transformar é meu verdadeiro superpoder.
E a melhor parte? Tudo o que construo por dentro um dia se manifesta por fora.
Eu escolho ser alguém de valor. O resto virá naturalmente.
Autoria: Diane Leite
Quebrando Padrões: A Escolha de Ser Autêntico
✍️ Por Diane Leite
Todos os dias, quando você abre os olhos, recebe um presente: a oportunidade de reescrever sua história. Você pode continuar repetindo velhos padrões ou escolher algo novo. A pergunta é: o que você faz com essa chance?
Muitos dizem:
"Ah, mas ninguém acredita em mim..."
"Eu sou assim porque fui criada assim..."
"A vida me fez desse jeito..."
Mas será mesmo? Ou será que você está apenas perpetuando crenças que te limitam?
Se algo foi ruim para você, por que repetir?
Se sua criação te faz ver a vida de forma negativa, por que seguir esse molde?
Quebrar padrões não é um ato de rebeldia sem sentido, mas um caminho de crescimento. Grandes pessoas, aquelas que fazem história, não seguem a multidão – elas desafiam o que não faz sentido para elas.
A Escolha de Ser Diferente
Por que você não sai à noite, se "todo mundo sai"?
Porque você não é todo mundo. E porque você se ama o suficiente para não se forçar a fazer algo que não te preenche.
Por que você prefere ler livros a estar em festas lotadas?
Porque não há profundidade em conversas vazias. Porque seu tempo é valioso demais para ser gasto com distrações que não agregam.
Por que você não quer ter o telefone que "todo mundo tem"?
Porque você não precisa de símbolos de status para validar quem você é. Você já sabe do seu valor.
A verdade é simples:
Você não está aqui para atender expectativas alheias. Você está aqui para ser você, em sua essência mais pura e autêntica.
Quem Realmente Está ao Seu Lado?
Se você sente que, ao quebrar padrões, algumas pessoas se afastam, entenda: essas pessoas nunca estiveram realmente ao seu lado. Quem te ama de verdade não disputa, não sente inveja, não tenta te diminuir. Quem torce por você te impulsiona, te inspira, te apoia.
Se alguém se incomoda com sua evolução, não é sobre você – é sobre o ego dessa pessoa.
A Vida Que Você Escolhe Criar
A partir de hoje, faça um pacto consigo mesmo: pare de perder tempo com o que não te engrandece. Dedique-se apenas ao que eleva sua alma, expande sua mente e te faz crescer.
Porque, no final das contas, quem escolhe sua vida é você.
E quem escolhe ser livre, nunca mais aceita correntes.
✨ Autoria: Diane Leite ✨
Aí Se
Ai se a oliveira desse fruto!
Em casa haveria azeite.
Ai se erva, a ovelha comesse,
O cordeiro teria leite.
Se se podasse a vinha,
Uvas, o lagar em abundância tinha!
Se chovesse,
Talvez, o trigo espigas desse!
Mas porque não há azeite,
Nem uvas, nem chuva,
Nem leite?
Eis que Deus o sabe...
Porque tudo julga...
Em verdade!
HELDER DUARTE
"Não vou mais te ver"
Eu era farol,
mas você só queria a luz.
Quando clareei teu caminho,
pisou nos meus cacos —
e nem notou que eu sangrava.
Me dei inteira,
como quem acredita em alma.
E você?
Você só queria o que fosse útil,
o que brilhasse pra te elevar.
Usei meu próprio corpo como ponte,
e quando atravessou,
jogou no rio o que restava de mim.
Você riu enquanto eu afundava,
com o bolso cheio das moedas
que eu tirei da minha própria fome.
E ainda sussurrou meu nome com desdém,
quando alguém perguntava quem te ajudou.
As mãos que te ergueram,
foram as mesmas que você mordeu.
Os olhos que choraram tua dor,
você cegou com inveja.
E ainda quis me destruir
só porque eu disse "não".
Porque eu não quis ser tua próxima mentira,
nem teu passatempo egoísta.
Eu quis ser verdade.
E você?
Você quis palco.
Mas aprendi.
Aprendi que quem mais recebe,
é quem mais odeia quando a fonte seca.
Que quem a gente mais salva,
é quem mais deseja nosso naufrágio.
Hoje eu sou tempestade.
Não mais cais.
Hoje eu sou silêncio.
Não mais explicações.
Hoje,
não vou mais te ver.
Porque eu vejo, sim.
Vejo claro.
E quando a gente enxerga o que o outro é de verdade,
não tem mais volta.
Tem fim.
O chamado que nunca se cala"
Por Diane Leite
Quando eu era menina, falava demais. Tanta coisa borbulhava dentro de mim que eu dizia para a minha mãe, meu pai e meu irmão que, quando crescesse, seria freira. Eu não sabia ao certo o que significava, só sabia que queria curar o mundo com amor. Eu não conhecia a palavra "missionária", mas já sentia, no peito, o que era ser uma.
Com 16 anos, me inscrevi para ser missionária. Não me aceitaram — eu era “nova demais”. Me pediram para esperar.
Aos 18, me chamaram. Mas eu já estava grávida do meu primeiro filho.
Foi como se Deus dissesse: “Sua missão começa aqui.”
Hoje, aos 40 anos, tenho dois filhos. Um com 22. E outro com 7, que está dentro do espectro autista, grau 1 de suporte. E eu? Eu continuo missionária. Não porque recebi um título. Mas porque a vida me ungiu no silêncio das madrugadas sem dormir, nos choros calados no banheiro, nas reuniões escolares em que fui humilhada, e no amor que se recusa a desistir.
Eu nasci para acolher.
Para ser casa.
Para ser abrigo das mães que ninguém escuta.
Minha missão é com elas — com as mulheres que seguram o mundo nos braços, sozinhas, cansadas, invisíveis.
Ser mãe atípica é viver entre a cruz e a espada.
É amar alguém que o mundo não quer compreender.
É ser chamada na escola como se fosse cúmplice de um crime.
É ouvir de um professor: “que bom que ele foi embora mais cedo, agora teremos paz.”
É saber que, ali, naquela escola, naquele ambiente, seu filho não é bem-vindo.
E você também não.
É ter que pagar o aluguel, a luz, o remédio, o alimento — enquanto dá amor, atenção, limites, acolhimento, dignidade.
E muitas vezes, sozinha. Porque os pais vão embora.
No primeiro ano, aparecem. Querem mostrar serviço.
No segundo, somem.
E se você não entra na justiça, esqueça ajuda.
Mas eu nunca entrei. Nunca processei ninguém. Não por eles. Mas pelos meus filhos.
Porque eles não merecem carregar mais dor do que já carregam.
Enquanto muitas escapam da dor com distrações, festas ou amores temporários, eu mergulho no que é verdadeiro.
Eu escrevo. Eu cuido. Eu trabalho.
Minha vida é feita de metas, de entrega, de missão.
E mesmo sendo autista — sim, autista — eu sigo.
Nunca recebi diagnóstico formal, porque perdi meus documentos em um incêndio.
Mas eu sei quem sou.
Sei como funciono.
Sei como sinto.
E posso te dizer:
Não perceber a maldade das pessoas é uma bênção e uma maldição.
Você se doa por inteiro, até o dia em que percebe.
Percebe que está sendo usada, sugada, ignorada.
Percebe que ninguém te pergunta como você está.
Mas hoje, eu afirmo com todas as letras:
Eu não aceito menos do que mereço.
Nem em amor, nem em respeito, nem em entrega.
Se eu sentir que estou ali apenas como papel — social, decorativo ou financeiro — eu vou embora.
Sem escândalo. Sem vingança.
Mas vou.
E é isso que eu quero dizer a você, mulher:
Você é incrível. Você é necessária. E você não merece menos.
Não aceite menos.
Não se conforme com metades.
Choram? Choram.
Surtam? Surtam.
Mas as mães ficam.
São elas que aguentam o que ninguém vê.
São elas que viram piada por usarem fone de ouvido para suportar o barulho.
São elas que se anulam todos os dias por alguém que talvez jamais seja compreendido pelo mundo.
Mas elas seguem.
Porque elas sabem que o amor verdadeiro é resistência, é coragem, é missão.
Hoje, eu me reconstruo em cada linha que escrevo.
Me reconheço em cada mãe que lê e chora.
Me fortaleço em cada mulher que descobre que pode dizer “basta”.
Sou missionária.
De almas.
De feridas.
De mães.
E no fim de tudo, eu me basto.
Tudo que vier além — tem que me transbordar.
'AMOR DESMEDIDO'
sabes o quanto te quero,
Te amarei ao infinito,
Imensuravel, sincero
um amor desmedido !
És o meu amor sem fim
Que jamais esquecerei
Tens o cheiro de jasmim
Que no meu jardim plantei !
Ainda sinto te ao meu lado
Pela manha despertado
Como se fosse hoje
Mesmo de mim apartado
Me aquece no inverno como
Um cobertor rasgado.
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a
lei - 9.610/98
Pudim de Leite
Não consigo resistir
a ideia de resistir
ao que sinto por você
que me olha com
o olhar delicioso
de Pudim de Leite
convidando ao deleite.
Passar Doce de Leite
nos lábios para te beijar
e ser por ti beijada,
Não vou querer outra
coisa na vida que me distraia
de ser o tempo todo amada.
MANIFESTO – 2 DE ABRIL DE 2025
"Ser autista não é tragédia. A tragédia é o silêncio."
Por Diane Leite
Hoje é 2 de abril.
Dia da Conscientização do Autismo.
E se você quer realmente entender o que é isso, então sente. Leia. Sinta. Porque eu não estou aqui pra suavizar. Estou aqui pra mostrar o que é real.
Eu sou Diane.
Sou mãe.
Sou mulher.
Sou autista não diagnosticada.
Não porque não seja. Mas porque sou funcional demais, falante demais, inteligente demais…
Pra caber no seu laudo.
Tenho dois filhos autistas.
O mais velho, superdotado, escondeu o diagnóstico por medo do preconceito.
O mais novo, autista clássico, grau 1 de suporte, depende de um papel assinado pra ter acesso às terapias.
Recentemente, precisei tirar meu filho pequeno da escola.
As professoras diziam na cara dele que não gostavam dele.
Sim, em 2025.
Pra vocês verem o despreparo. A crueldade.
Foi um fato isolado?
Talvez.
Mas doeu. Doeu porque eu reconheci aquela dor.
Porque eu senti isso a vida inteira.
E a pergunta que fica é:
Até quando?
Até quando os típicos vão passar por cima dos atípicos como tratores,
destruindo a mente de uma criança de 7 anos, como destruíram a do meu filho mais velho aos 10?
Ele passou os 10 anos seguintes trancado dentro de um quarto.
Porque era o único lugar onde não existiam pessoas que machucam.
Porque lá dentro, pelo menos, ele era livre da dor social.
E eu?
Mesmo ferida mil vezes, fui criando casca.
Fui ficando forte.
Tão forte que o mundo já não conseguia mais me quebrar.
Mas ele ainda consegue quebrar os nossos filhos.
É por isso que eu estou aqui.
Pra usar minha voz — inteira, tremendo, mas firme —
pra dizer às mães de filhos autistas:
Não tentem mudar o mundo lá fora.
Mudem o mundo dentro da sua casa.
A inclusão começa no café da manhã.
No abraço.
No olhar.
Na aceitação diária de quem eles são — sem tentar "consertar" o que não está quebrado.
Foque no que seu filho tem de melhor.
Aprecie o amor que ele entrega.
Aprecie a visão de mundo única que ele oferece.
Eles não estão atrasados. Eles estão no tempo deles.
Quer avaliar Marcos do Desenvolvimento?
Faça, sim. Com responsabilidade.
Mas entenda:
cada criança tem o seu tempo.
E antes de dizer que é “preguiça”, “manha” ou “frescura”,
investigue.
Aceite o diagnóstico.
Estude.
Lute.
Use a neuroplasticidade a seu favor.
Pare de ter vergonha de ter um filho autista.
E comece a amá-lo como ele precisa ser amado.
Eles não são problema.
Não são castigo.
Não são atraso.
São presente.
Num mundo cheio de mentiras, jogos sociais e maldade,
eles são a pureza que a humanidade esqueceu.
Sim, nós temos limitações.
Luzes demais. Sons demais. Texturas demais.
Falta de organização mental, confusão com piadas, dificuldade de leitura facial.
Mas também temos foco.
Intensidade.
Fidelidade.
Talento.
Nós somos necessários.
E sabe o que mais dói?
Não é ser diferente.
É ser ignorado.
É ver seu filho ser excluído da festinha.
É ver ele ser o “bobo da corte” na escola.
É ver ele ser tratado como fardo — até mesmo por familiares.
O que é “só uma brincadeira” pra você…
pode custar a vida de um autista.
E eu sei do que estou falando.
Eu vi meu filho tentando sair desse mundo cinco vezes.
Cinco.
Porque não se sentia pertencente.
E enquanto isso, as mães atípicas como eu seguem invisíveis.
Sem laudo, sem escuta, sem apoio.
Ou somos “a forte demais”
Ou “a sensível demais”.
Mas nunca “a humana que só quer ser compreendida.”
Por isso hoje, neste 2 de abril,
não basta você vestir azul.
Não basta postar uma imagem de quebra-cabeça.
Você precisa mudar.
Você precisa olhar.
Você precisa incluir.
Porque autismo não é doença.
Doença é o preconceito.
Doença é a omissão.
Doença é a arrogância de quem acha que só existe um jeito certo de existir.
E se tem algo que eu aprendi com meus filhos é isso:
a diferença é um dom.
A pureza deles é um lembrete do que o mundo deveria ser.
E a sua aceitação pode ser o primeiro passo para transformar esse mundo.
Hoje, tudo o que eu peço é:
Nos veja.
Nos ouça.
Nos respeite.
Nos inclua.
Porque nós também somos o mundo.
— Diane Leite
O leite materno da mãe faz uma criança forte e aqueles que se alimentam da Palavra de Deus buscam alimento mais sólido.
O valor da maturidade e o poder das escolhas
por Diane Leite
É curioso, não é?
A maturidade chega de mansinho.
Às vezes como um sopro,
às vezes como um vendaval.
Mas quando chega, muda tudo.
Quando eu era mais nova e ouvia alguém dizer:
“Ah, se eu tivesse essa idade com a cabeça que tenho hoje...”
eu não entendia.
Achava graça. Soava como lamento.
Mas hoje… hoje eu compreendo.
Cada fase da vida tem sua beleza.
A infância é descoberta — e também o terreno onde, sem saber, plantamos traumas.
É nela que a identidade começa a ganhar contorno.
A adolescência é turbilhão.
Queremos caber no mundo.
Queremos agradar — ou rejeitar tudo.
Alguns se rebelam, outros se retraem.
Tudo depende da infância que os moldou.
E então vem a juventude.
Ah, a juventude…
Ela é o cruzamento entre sonho e responsabilidade.
Entre o querer tudo e o precisar escolher.
É fogo e fardo.
É paixão e propósito se esbarrando dentro do peito.
É aí que a vida começa a te testar:
Você constrói sua história… ou permite que ela seja escrita por outros?
Porque, veja bem, maturidade não se mede por aniversários.
Ela é escolha, não cronologia.
Há jovens de vinte com almas ancestrais.
E há adultos de sessenta presos em espelhos de infância.
Maturidade é quando você decide ser quem é.
É quando para de apontar culpados e assume o leme.
Quando para de deixar o barco à deriva e aprende a navegar —
mesmo com medo.
Se você deixa o barco correr solto, o mundo escolhe por você.
E o mundo nem sempre escolhe com carinho.
Então, se você ainda é jovem, viva essa juventude com toda a sede.
Mas lembre-se:
Plante agora o que deseja colher depois.
Escolha com consciência.
Ande com direção.
Sim, o dinheiro importa.
Ele move estruturas.
Ele constrói caminhos.
Mas ele não pode ser bússola.
Porque dinheiro sem alma é prisão.
Escolha o que você ama.
E aprenda a fazer disso algo possível.
Porque quando amor e propósito se encontram,
a prosperidade é consequência.
E quando você faz o que nasceu pra fazer,
nada — e nem ninguém — pode te parar.
Então respira.
Pensa.
E começa.
"Nessa guerra de valores, os gatos querem governar a fazenda para ficar com o leite e deixar os ratos sem queijo."
“O fazendeiro quer alimento livre para todos e não vai deixar isso acontecer.”
"Os pássaros podem voar e cantar livre sem ser presos em gaiolas."