Tag lavar
e disse: — Vá lavar o rosto no tanque de Siloé. (Este nome quer dizer “Aquele que Foi Enviado”.) O cego foi, lavou o rosto e voltou vendo.
Eu para ti seja
O Sol que rompe a escuridão,
A maré que invade a praia,
O vento que dissipa as nuvens,
O som que quebra o silêncio ,
O grito que espanta o sono,
A água tépida que te lava o rosto.
Não sou forte o tempo todo.
As vezes também choro.
Choro para lavar a minha alma com as minhas lágrimas, para que ela volte a ficar bonita e perfumada.
01/03/2018
Ensaiei esse discurso há algum tempo. Você e essa mania de me subjugar. Pensava realmente que eu nunca falaria a respeito? Por que sua vergonha? Não me recordo de momentos ruins entre nós, pelo contrário. Sua euforia pode ser passageira, mas lembro-me dela. Sempre.
Não adianta desviar o pensamento, fingir desentendimento. Conheço suas intenções. Nossa partilha íntima não será revelada a ninguém, despreocupe-se. Meu único anseio é percepção. Reconhecimento pode ser demais para você. Portanto notar-me é um grande avanço.
Cansei dos seus pronomes de presente. Nunca pedi qualquer um deles. Essa indiferença também me incomoda. Quanta presunção. Lavei todas as suas roupas. Expurguei as manchas da culpa, ensaboei as fibras do medo. Separei os tecidos por cor: pardos, brancos e escuros. Inundei minhas ondas na sua pilha têxtil. Ajustei o tempo, adequei-me às suas necessidades higiênicas.
Satisfiz sua rotação com meu movimento duplo. Alvejei seus desejos. Deixei nosso êxtase de molho, aguardei o momento certo. Repeti o processo. Seus fios de algodão arrepiaram. Seda, lã, poliéster. Viramos um só. Misturamos as texturas, permanecemos em timing. Enxaguamos nossas amarras. Expeli meu jato d’água.
Atendi sua vontade de centrifugação. Giramos no imaginário, perdemos os sentidos. Secamos nossos prazeres, retiramos o excesso de líquido. Minha fragrância amaciada perfumou seu suor. Programamos mais duas horas. Fizemos de novo. Você enfiou suas mãos em minhas entranhas, retirou meu conteúdo. Armazenou no seu balaio, dirigiu-se ao varal da vergonha. Fechou minha tampa, ignorou minha presença. Desligou-me. Descobri, então, ser apenas o alívio da sua atribulada rotina. Desculpe, precisava falar.
Com amor, sua Máquina de Lavar.
Está chovendo lá fora e aqui dentro também. Não é possível que ninguém perceba, mas não vejo rostos em pânicos, crianças sem nada entenderem, todos me parecem serenos como se nada estivesse acontecendo.
Está chovendo lá fora e aqui dentro também. Chove e molha qualquer um que saia sem capa de chuva, aberto e sem restrição.
Está chovendo lá fora e aqui dentro também. Talvez eu não veja confusão, porque o que está vindo do céu é fé. Tem uma chuva de fé lá fora, é torrencial, mas não é motivo de preocupação. Deus pede para avisar: Abram suas casas, abram as janelas e as portas também, mas abram principalmente os corações, pois é lá que a fé se abriga.
Essa chuva não te molha, te inunda e você precisa saber disso, não a deixe escapar.
Saia fora do seu guarda-chuva invisível, tire a capa que colocou sobre si mesmo, desencape-se, fique desnudo de tristezas e lave a depressão, deixe essa água levar e te trazer algo muito melhor.
Ora...Pois já lhe passou pela cabeça que quando criança ao tomar um banho de chuva é lavar a alma? Imagine então a deliciosa sensação de tomar um banho de fé? Lava-se a vida, leva-se a vida, vida leve, pois o que vale a vida?
Quando lavo a louça e vejo o teu sorrir,
É um fogo suave, que me faz sentir.
Ao tirar do varal, roupa ao vento a dançar,
Teu sorriso me aquece, me faz desejar.
Arrumamos a casa, em gestos gentis,
E o brilho nos teus lábios me deixa feliz.
Na cozinha, em harmonia, preparamos a refeição,
Mas é teu sorriso que acende a paixão.
Teu sorriso é chama, é o meu despertar,
É o combustível que me faz continuar.
O amor,
criou a chuva,
de tarde, lavou-me,
o amor,
criou as asas,
a noite, livrou-me,
o amor,
é almas, alvas, salvas
céu a céu,
o amor,
vestiu-se, de luzes
tornou-se, humano
Que as gotas de chuva que molham meu cabelo,
lave a alma e as tristezas que a vida me acometeu,
e renove as minhas forças para viver.
Transbordo para lavar sua alma e me recuo para para levar para alguma profundeza suas tristezas e mágoas.
Não Vou Mais Lavar os Pratos
Não vou mais lavar os pratos.
Nem vou limpar a poeira dos móveis.
Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro
e uma semana depois decidi.
Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo
a bagunça das folhas que caem no quintal.
Sinto muito.
Depois de ler percebi
a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética,
A estática.
Olho minhas mãos quando mudam a página
dos livros, mãos bem mais macias que antes
e sinto que posso começar a ser a todo instante.
Sinto.
Qualquer coisa.
Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes
para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d’água.
Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender.
O porquê, por quê? e o porquê.
Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri.
E deixei o feijão queimar...
Olha que feijão sempre demora para ficar pronto.
Considere que os tempos são outros...
Ah,
esqueci de dizer. Não vou mais.
Resolvi ficar um tempo comigo.
Resolvi ler sobre o que se passa conosco.
Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou.
De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi,
você foi o que passou
Passou do limite, passou da medida,
passou do alfabeto.
Desalfabetizou.
Não vou mais lavar as coisas
e encobrir a verdadeira sujeira.
Nem limpar a poeira
e espalhar o pó daqui para lá e de lá pra cá.
Desinfetarei minhas mãos e não tocarei suas partes móveis.
Não tocarei no álcool.
Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler.
Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar
meu tênis do seu sapato,
minha gaveta das suas gravatas,
meu perfume do seu cheiro.
Minha tela da sua moldura.
Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira
no fundo do copo.
Sempre chega o momento
de sacudir,
de investir,
de traduzir.
Não lavo mais pratos.
Li a assinatura da minha lei áurea
escrita em negro maiúsculo,
em letras tamanho 18, espaço duplo.
Aboli.
Não lavo mais os pratos
Quero travessas de prata,
Cozinha de luxo,
e joias de ouro. Legítimas.
Está decretada a lei áurea.
não LAVE AS MÃOS
Há pouco tempo, eu diria
Dei mais peso a uma palavra.
Me cutucava todo dia
Em toda parte a encontrava.
Fui obrigada assim
A refletir mais profundo,
Porque aprender não tem fim
Então passei a olhar pra mim
E não para todo mundo.
Que palavra é essa
Que hoje muito interessa
Àquele que não foge
De crescer, evoluir?
RESPONSABILIDADE!
Palavra grande e de peso
Dela não se sai ileso.
Todos têm o rabo preso.
Não adianta querer fugir.
Nem adianta lavar as mãos.
O tempo todo, todo tempo.
Somos todos vilãos
Tudo é muito nojento.
Então trago pra mim
O que é meu dever,
Onde está meu poder,
O que devo fazer
Com todo meu talento.
E assim vou Abraçando
Tudo aquilo que me cabe
Por onde eu for andando
Antes que tudo desabe:
Ser feliz por mim mesma,
Cuidar do meu coração,
Estar disponível a um irmão,
Andar, criando união
Antes que o mundo acabe.
Mirian Rebeca Lalli
(depois que cansei de lavar as mãos)
Sal grossoooo
Kkkkk
Preciso de vc
Pra lavar meu corpo, banhar minh'alma
Limpar minhas cicatrizes
Amaciar meu coração
Kbom kkkk
É amaciando que se consegue fazer, o fluxo fluir...
Colocar o motor em marcha lenta,
Para depois
Correr, com segurança, para conquistar a paz,
Felicidade e amor...
Obrigado meu Deus
Pela saúde, pela vida e por todas as superações...
Por tudo lhe sou grato
E que a cada dia possamos, juntos com os amigos, desbravar essa KKK MISSÃO que é levar luz, confiança e fé para todos que precisam caminhar... Que estão paralisados...
Vai amaciando para que nunca nos falte uma pedra para dissolver, dinamitar e por ela, nos apaixonar... Porque é pelos nossos caquinhos recolhidos e reagrupados, que ficamos mais fortes, resistentes e confiantes... E é essa fé na vida que desejo para todos vcs.
Amém 🙌 SALVE
A maior tempestade
Da minha vida
Apareceu inusitadamente
Num dia que eu precisava
Lavar meu pranto
Não veio de mansinho
Mas trouxe consigo o sol
Com que eu agora vejo outro caminho
Lavar as mãos
É tempo de lavarmos as mãos e limpar a consciência para poder abrir os olhos, e voltar a sentir, o poder de Deus em nossas vidas: o criador do universo e de todas as espécies existentes em nosso planeta👏👏👏
Não sei se lavo as mãos,
Ou esfrego o corpo.
Se me isolo então
E me entrego todo.
Talvez assim
cheio de mim
viva mais um pouco
Até voltar a saber
o que não fazer de novo.
André Luz
Para lavar-se a alma é preciso morrer primeiro e renascer logo após em uma fração de segundo.
rojanemary <3
Andanças
Pelo caminho a vida vai traçando passos. Os pés vão aprendendo a dançar na poeira do tempo. Tempo de sóis e ventania.
Mudanças nas andanças são rotineiras, certeiras e ferozes. Guarda teus pés da lama e procura os lírios que nela nascem. Vivencia as pegadas que estão à frente, mas finca teus pés no teu próprio traçado. Vale a pena, pequena, cuidar de ti. Lavar os pés em água de chuva, às vezes é necessário, muitas vezes imprescindível. Reconhece tua dança, teu canto, tua morada. Redescobre o caminho quando se perder. São eles, os teus pés, que lhe trarão de volta, e, também, a farão prosseguir. Lava tua alma na canção do rio. O rio que corta a tua estrada vai dar no mar do coração. E aí, escuta, criança, no barulho dos teus passos, os segredos da viagem, e transforma em laços todos os nós do caminho. E que teus pés te levem, te tragam, te conduzam, desenhem e contem sua história: história de mulher com detalhes de menina.
Se acovarda
Se esconde
Desrespeita
Não aceita
Repulsa
Retruca
Se cala,
Ou fala.
Ignora
Comemora
a dor dos teus irmãos
Egoísta
Imprudente
Segue firme
Inconsequente
Não obedece
E se esquece
Consciência
não se limpa
Apenas
lavando as mãos