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LÍNGUA VIVA
Tenho uma palavra na pontinha da caneta
Agarrada
Mergulhada na tinta
Não quer sair ainda
Se for um verbo
Tomara que não seja de estado
Permaneceria estática, atrofiada
Que seja um verbo de ação
Que me leve por aí
Mexa minha alma, mova meu corpo
Se for pronome
Que me situe no espaço
No tempo
Talvez seja adjetivo
Se for, que me modifique
Provoque uma metamorfose
Caso seja substantivo
Que seja composto
Traga-me boas companhias
Ela está aqui na pontinha da caneta
Teimosa
Acho que é uma nova palavra
Está nascendo agora...
Às vezes, nem sempre tenho em mim a palavra correta...
Às vezes, a palavra se sai
Como o carro da frente
Virando a esquina
Sem dar seta
Deixando-me atrás, num susto,
Calada quieta
A situação pondera
Certamente, obiviamente
A palavra não mente
Se tenho na mente
A resposta que espera
A ortografia coopera
Lógico! Sem dúvida!
Com certeza
A gramatica põe firmeza
À lingua que opera
É real
Na moral
Tá ligado?
O português é diversificado
A língua é enrolada
Na boca da galera
Obiviamente. Sim! Claro!
Errar não é raro
Erra no escuro
Quem tropeça no claro
Talvez, dessa vez
Eu não esteja enganada
Às vezes acontece
Da palavra ser abusada
Da palavra ser apressada
Da palavra ser engraçada
Da palavra sair engasgada
Da palavra não ser encontrada
Às vezes acontece
De não acontecer nada
Permaneço calada
Eu sei, parece piada.
Costumava me perguntar se havia felicidade maior do que a de encontrar um certo alguém... descobri, finalmente, que sim. Mudei um artigo indefinido (um) por um da mesma classe gramatical, todavia feminino e definido; Troquei um adjetivo definido masculino (certo) por um tão definido quanto mas feminino; também, oficioso que sou, transformei um pronome indefinido (alguém) por um substantivo próprio a não mais poder; para fechar este ímpeto, alterei a ordem canônica. Queres saber o que obtive? Eis aqui: A Helena certa!
Há aspirantes a escritores que se julgam tão superiores que não aceitam, de maneira nenhuma, ser corrigidos gramaticalmente.
“Àquele que não saciar sua fome com a gramática, com efeito, o fará com grama. Meu precípuo receio: esta, será suficiente para todos?”
Gramática do amor
Tirando da namorada
A palavra amor
O que sobra
É nada.
A gramática nunca desmente os poetas.
Saber que existem vocativo e aposto num texto narrativo com diálogos é tão essencial quanto saber da existência do parágrafo, do travessão...
Vocativo e aposto, quando necessários, são tão essenciais num diálogo de um texto narrativo quanto o parágrafo e o travessão.
Existem erros gramaticais nos meus pensamentos, não são propositais ou por falta de conhecimento, mas sim por impossibilidade de edição nesse site, e falta de motivo para reescrevê-los, entretanto, o que deve importar é a mensagem, da forma mais clara e pura.
Gratidão.
Nas classes gramaticais,
Todas as palavras são cruciais,
De todos os verbos, escolho amar,
Pena que ele é sinônimo de simplificar,
Gramática dramática de tanta classe,
Da escolha e da complexidade,
Pontos expressos!..
O ponto final vem para separar
Mas tem a exclamação que vem para expressar
Tenho tudo isso no meu ser
Caminho para não me perder
Mas às vezes falta uma reticência
No lugar de vários pontos
Que faz de mim experiências
Ao invés de contos
Tá aí
Algo que tem continuação
Não é um final ruim para a minha equação
Onde eu e você
somos amores
E as três bolinhas
Nos dizem que não devemos
Parar por aí
Às vezes
Só temos que esperar e ir
O ACENTO!
- A reforma tirou o acento da plateia!
- Pois é... Tem ideia?!
- Também não!
- Não tem ideia?
- Não! Também tiraram o acento dela.
- Ah! Só agora eu entendi... kkkkk
- kkkkkk
"A vida é como a gramática, você pode dar um ponto final, ou ,simplesmente, acrescentar uma vírgula e mudar o tema."
Quando estou escrevendo, primeiro vou ao mundo das ideias, depois volto e vou ao complexo mundo da gramática e das concordâncias. Isto se vale para não perder o pique da inspiração, que também tem a sua complexidade. Então, não sou escritor para dois mundos concomitantes, mas tenho que visita-los no meu tempo, na minha vez.