Poemas sobre o vento
Soneto do cerrado no inverno
Chegaste, inverno no cerrado árido
Manhãs mais frias, ventos cortantes
As seriemas e seus cantos fascinantes
Noticiam o entardecer não mais cálido
Os pássaros engurujados e suplicantes
Pousam nos galhos tortos e desfolhado
O rubro céu pelo acinzentado é trocado
Do inverno no cerrado e seus instantes
A melancolia toma conta do dia gelado
Noites mais longas e mais pensantes
Oferece pinga pra aquecer o agrado
No fogão de lenha prosas fumegantes
Aquenta a alma e ao inverno versado
Propício aos sentimentos mais amantes
Luciano Spagnol
14 de junho, 2016
Cerrado goiano
Arvoredo
Ventos do Oeste
me trazem para
este torrão celeste,
Arvoredo é terra
de gentil segredo.
Pelas rotas da vida
os filhos da Itália
ali tropeiros em ti
encontraram acolhida.
Eles encontraram
o pouso da esperança
galopando ao redor
dos Rios Irani e Ariranha
para ser cidade erguida.
Seguem honrando
e dão tudo de si
com a força do Cedro,
a beleza do Angico,
a ternura da Cabriúva
e a poesia da Bracatinga.
Deste Alto Uruguai Catarinense
e Vale do Contestado,
tudo o quê a vida pede o teu
povo corajoso tem abraçado
do anoitecer a aurora
no ritmo constante do Leão e do Poca.
Khirbat Zalafa
Os ventos dobrando
as plantações de cereais,
na cesta tenho laranjas,
no coração tenho você
que chegou devagarinho
e com emoções criou
o nosso ninho que nem mesmo
o despojamento foi capaz
de ir contra a lembrança,
porque tudo aquilo na vida
que vai sempre volta,
A verdade está batendo na porta.
Se um dia inteiro
Se um dia, em um dia inteiro,
Se neste dia, acontecesse como eu quisesse,
Tudo seria do nosso jeito,
Tão cedo, mais que amanhecesse.
E tão poder, paupérrima, seria a tristeza,
Que não se faria jus à ela se intrometer
em incomodar este dia de eterna beleza,
E de constar a ver todo o nosso amor florescer.
Para que não se sofra a metamorfose da vida,
Tudo então pararia, o vento, os rios, o tempo,
Tocariam então incertos anjos da bela comitiva,
Os belos anjos dos mais simples sentimentos.
Cada sentimento meu não se alcança,
O que pode me demonstrar toda a felicidade,
Se de repente o seu olhar, você me lança,
Eu só lhe digo porque te amo de verdade...
A vida abriga a arte,
a arte está nitidamente viva,
uma riqueza de vitalidade
com detalhes vívidos
que artisticamente vivificam,
deixando olhares admirados
e corações aquecidos,
logo, de fato, lindos trabalhos que enriquecem o espírito.
Existe poesia em cada parte,
olhe com bastante atenção
os cenários harmoniosos, expressivos, preciosos
que possuem uma grandeza de sobriedade
que inspiram e alegram os olhos com tanta naturalidade.
Ouça as sonoridades marcantes como as geradas pelo canto dos pássaros, pela sinuosidade dos ventos, pelas lindas cachoeiras ou até mesmo uma risada de uma pessoa amada,
as palavras oportunas
num tom afinado com notas
de avivamento, sentimentos de brandura entre outras
para que assim desfrute de lindos concertos de sensações oportunas.
Imagem hipnotizante, um ar apaixonante de liberdade, sutileza atraente de lindos cabelos com alguns fios soltos, dançando com a força dos ventos, linhas suaves de uma poesia esplendorosa, um olhar astuto, o florescer de fortes sentimentos, atributos intensos e charmosos, um amor liberto que se renova a cada momento simples, que provoca um rico deslumbramento, natureza sublime que faz eu me perder no tempo.
O vento mexe comigo
e traz poesia sempre
nem adianta reclamar
no meu cabelo ele é um pente
Gosto da noite e do dia
aprecio qualquer estação
vivo rimando a alegria
e disfarço a preocupação
Sou apenas uma gaivota
voando acima dos mares
asas sincopando em rumos
distantes de todos os males
uma repentina vontade de escrever uma poesia
sinto a maresia
o vento soprava
a janela batia
e eu já sentia a euforia
pois em fevereiro terá carnaval
e meu desejo não é só carnal
o vento ainda soprava
e levava as roupas do varal
mas eu só assistia a TV e trocava de canal
estava eufórico
mas estava filosófico
hipocrisia
poesia
maresia
Á minha poesia
Poesia acabada, de nuvens fostes feita.
Um pouco do azul do céu tivestes.
Dos raios do sol ganhastes forma luz,
e as tuas rimas.
Minha poesia, que bom seria ter-te bem
junto nas folhas do pensamento, que
trazem pelo vento, as tuas rimas.
Rimas feitas de estrelas, que te cercam o
tempo todo.
Em tua nuvem bem branca, por entre elas
passeias, alheia a tudo que se passa.
Voa bem baixo poesia trazendo o teu encanto
à quem de ti longe está e te respira, tanto.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. ACLAC, Cabo Frio- RJ
Membro Honorário da A.L.B/ São José do Rio Preto- SP
Membro Honorário da A.L.B/ Votuporanga – SP
Membro da U.B.E
Vejo-me naquelas tuas palavras hoje esquecidas,
De verso prosa e poesia,
Jogadas ao vento, largadas no ar
Propositais, especiais infalíveis…
Reencontro aquele olhar,
Tua boca e fantasias,
Vejo aquele momento que em teus braços quentes
Refaziam-me…
Tento esquecer cada detalhe existente em mim,
Tão puro tão ingênuo tão decente assim,
Para no esquecimento ti deixar, no passado ti largar
E hoje poder lembrar que ainda existe vida em mim…
A poesia está fazendo vento na varanda da minha alma...
Rodopia "menina de saia rodada", faz gargalhar o corpo todo, faz morada na minha janela, aninha-se como um passarinho e me deixa passarinhar você!
Mary Scotland (Poesia Premiada pela Alacib)
Don...Don...Don
O sino anuncia
Já é hora
Outra cabeça fora
O reino espera
a doce donzela
de destino infeliz
Pobre flor-de-lis
Donde vêm
foi refém
Em muralhas
muito além
Para seu tapete
vermelho
o mais puro sangue
verdadeiro
Sua coroa reluz
Sob olhos acuados
Esperando todos dela
vingança aos desalmados
Desta coroação
Surgiu bela união
Enlace aclamado
Terá fim antecipado
Quando a guerra chegar ao fim
O rei sucumbirá
Sua amada rainha
o acompanhará
Don...Don...Don
Anuncia o sino novamente
Chegou o momento
a cabeça da rainha foi ao vento
POESIA DO AMOR
É tão bom ser teu que eu sou
E a teus pés derramado
Pouco importa o passado
Tudo a favor
É tão simples o amor
Eu ei de amar
Ei de morrer de amar
Esse amor sem mistério
No seu tempo ele é eterno
Me arrasta pro seu mar
E me ensina a te amar
E em meio à solidão
Me encontrei com Deus
O meu caminho se cruzou com o seu
Corri ao seu encontro
Sem amor não sou ninguém
Se amanhã
A saudade doer
Que o vento carregue
E o silêncio vá breve
Esqueço da razão
Deixo vir do coração
Sociedade dos poetas mortos...
Resenha do épico...
Tratamento da poesia e de poemas...
Relatos daqueles grandes nomes da literatura...
Seus pensamentos convergem aos nossos meros pensamentos.
Das palavras perfeitas para nossas vidas
Que tão de repente somos definidos frutos do vento...
Difundir as súplicas dos atos poético...
Por serem melhores momentos ditos
Mesmo na agonia se dá a luz do iluminismo.
Que prevalece ditos populares apresentados pela manipulação do consumismo.
Da balelas que governam os que são conduzidos...
Bravo poeta está vivo com seus moinhos de vento...
"Podem até parecer vã abraçar o vento, ora, pode ser uma linda poesia de entendimento do tempo".
Giovane Silva Santos