Traidor
Ajudar um traidor em sua traição, mesmo você não fazendo essa prática acaba tornando um enganador por ser cúmplice e perdendo a confiabilidade, pois quem ajuda um traiçoeiro também tem coragem de enganar.
Quando olhamos para Judas o traidor e muitos outros depois dele até Lutero no século XV, podemos notar que, na maioria das vezes o maior inimigo da Igreja pode está dentro dela mesma.
O crítico não é inimigo nem traidor, mas sim um cidadão consciente e esclarecido que pensa no bem comum, isto é, no bem-estar social e no progresso.
Na congregação dos justos o traidor é consideradoímpio, por isso não prevalece, mas, mas na congregação dos ímpios a semeadura é do joio;
Existe uma relação dicotômica entre traidor e traído; a primeira traição a culpa é do traidor; a segunda traição é culpa do traído que continuou acreditando nas dissimulações do traidor.
O traidor nunca se regenera; ele apenas joga para frente a peçonha do seu espírito traidor; na próxima oportunidade ele ataca novamente com o veneno do seu mau-caratismo.
Quem acredita num traidor é um inocente pecador mergulhado na perfídia que machuca o corpo profundamente e assola a alma.
O traidor é um dissimulado que possui cirurgicamente o dom artístico de convencer a vítima com seus engodos mirabolantes.
A traição, mesmo perdoada nunca será passado. Ela continuará presente no envelhecimento do traidor e no do traído.
Nem a morte supera a traição: quem traiu continuará traidor, quem foi traído e morreu, levará o chifre junto.
O traidor, em seu íntimo sentirá a mesma soma de prazeres em sua memória; o traído, em seu íntimo sentirá dobrada soma de angústias em sua memória.
Só o traidor encontra desculpa para a própria traição; o traído intimamente jamais perdoa quem o traiu.