Textos sobre Mar
Eu ainda sinto você... como a brisa acariciando meu rosto, num passeio solitário à beira mar, não a vejo, mas sei que ela está lá. O silêncio da minha solidão é interrompido pela saudade que susurra teu nome, contradizendo o que me obrigo a entender. Meu mundo tão pequeno ficou com um vazio enorme sem você.
Eu acreditei em cada palavra que dissertei, em cada promessa que eu fiz para mim, em cada sílaba que escrevi em razão de você.
Eu ainda fico namorando tuas fotografias, imaginando meus dedos entrelaçados nos teus.
Pra ser sincera, não sou tão forte quanto eu insisti em dizer, o medo de perder você sempre foi maior do que o de nunca te ver...
E eu senti você partindo, sem jamais ter vindo, eu senti você indo embora sem nunca ter chegado, eu sinto tanta falta de tudo que poderia ter sido e não foi foi.
Todos os gritos que explodem dentro de mim, me culpando por tudo que eu mesma criei, nos delírios que a ilusão nos permitem ter, são sufocados por uma voz machucada, que chora quase calada dizendo que ama tanto você!
Ouvi ela dizer: AL(MAR)!
Logo me lancei, essa voz que me chama, me deixa em chamas! E me puxa para junto de ti!
Tu dizias ALMA, sorte que, outrora, eu entendi errado, pois, hoje tenho o privilégio de estar ao teu lado, me ardes, me molhas e me amas, todas essas sensações eu sinto quando estou ao teu lado. Ei! deixa eu te olhar só mais uma vez, só assim eu me sinto rei.
Lady amor ❤️🌊
Vejo em teus olhos uma cabana aconchegante com vista para o mar, em teu abraço a sensação gostosa de uma rede a balançar.
Quando falo de teu sorriso é o mesmo que comparar o nascer da Lua com o Sol no poente findar.
A noite cai e em sua pele as constelações fico a observar, é infinita a dimensão que se possa avistar
em cada aglomerado com jeitinho vou a decifrar, nesse campo profundo nem mesmo o Hubble pode imaginar a imensidão que esse corpo tem a mostrar.
Não entendo de espaço e tempo mas eu posso afirmar, com palavras de Mario Quintana o que meus sentimentos estão a gritar.
"Quero todo o teu espaço
e todo o teu tempo.
Quero todas as tuas horas
e todos os teus beijos.
Quero toda a tua noite
e todo o teu silêncio."
"Primeiro Olhar"
Tudo começou no dia que o céu era azul
Que a água do mar era o reflexo do céu
No dia que as lágrimas eram sinônimo de dor
Confesso que no nosso primeiro olhar me apaixonei
Tantos obstáculos sobre como me encaixei
E até hoje as ideias são simplesmente hipóteses em minha mente
Primeiro Olhar
Nesse dia o meu céu tornou rosa
E flores é o que eu podia dar
As águas do mar ficaram vermelhas e o meu coração é o que eu podia compartilhar
Naquele dia não existia tristeza nem dor
Porque as lágrimas eram sinônimo de felicidade e emoção
Primeiro Olhar
De quem realmente se apaixonou
De quem realmente lutou bastante por amor
Hoje as estrelas no céu não fazem nenhum sentido
Porque você era uma galáxia que eu podia tocar na terra
#Últimopensador
Eu não sei o que esperas
O seu silêncio me tortura
A brisa do mar veio me acalmar
Ela disse pra eu não me magoar
Mas esse conselho foi se atardar
Sinto que existe um mar entre ambos
Isso afoga às minhas esperanças
Mais uma vez me encontro à deriva
Boiando num oceano de dúvidas e feridas
Deveria ser pecado amar-te
Não quero ter que renascer para entender
Que eu não fui feito pra você
Prometo consertar esse meu desencontro
Resolver os meus confrontos
Mas não agora
Vou embora
Na dúvida
Se vou
Sobre
viver
A poesia pela qual o filme está embrulhado, dentro da cena do velho navio encalhado no mar (que vai de encontro com a letra da música Vapor Barato). A simbologia desta imagem leva-nos a pensar que ela representa a impossibilidade de seguir ou retroceder, tal como os dois personagens que permanecem estáticos dentro do
contexto da clandestinidade, numa vida reticente, sendo corroída pelo tempo, como uma matéria bruta, como o velho navio enferrujado que não chegou ao destino final.
"A vida é como um naufrágio
E enquanto umas pessoas
são como os destroços ao mar..
Outras se agarram ao
primeiro destroço que conseguem ..
com medo .. desperadamente atrás
de se "salvar'.. outros simplesmente
decidem parar de nadar
e se entregam ao cansaço de tentar.
A realidade é que
estamos todos perdidos..
Todos à deriva.. em busca de uma salvação encontrar."
Era surreal estar na Grécia com o mar egeu ao meu redor, as pessoas falando “kalimera” nas ruas, as praias paradisíacas, as colunas do partenon, a mitologia e a história se espalhando no ar com o giro do vento. Se eu estivesse na França, na certa me sentiria parte de um quadro de Renoir, mas eu estava na Grécia e me sentia parte de um cartão postal, um daqueles com uma linda moça sorridente de vestido, e ao fundo, as construções brancas e azuis de Oiá. Eu sou a moça do cartão postal e ela é feliz, extremamente mais feliz a cada dia que passa, e ela ri, ela quebra pratos no chão enquanto dança
“ Sirtaki” , ela vira um copo de raki e admira a glória do Partenon. Ela sobe as escadas de Santorini, nada no mar Mediterrâneo, se ajoelha perante o templo de Zeus, ela tem a persistência de uma espartana , ela é abençoada por Apólo.
Espalhem aos quatros cantos do mar
Que eu encontrei a mulher
Aquela que me foi destinada
Joguem aos ventos as minhas poesias
Para que todos os amantes ouçam as minhas palavras
Os meus gritos de amor
Diga a noite para que não tarde em voltar
Diga a lua...
Diga a ela...
mas diga sem lágrimas nos olhos
Que ela foi embora
A mulher que me foi destinada
Diga ao sol que nasça
Mas nasça devagar
Para que não acorde eu e a minha tristeza
Ando fugindo das dores, lavando as cicatrizes da Alma ...
Me vestindo de mar, agarrando o vento com as forças do pensamento.
Cicatrizando o coração.
como unguento, uso a imensidão do mar, a grandeza da sua beleza.
Venho libertando lembranças, dando as asas a minha esperança...
Essa que me beija, me afaga, me mostra o tamanho do céu, a magnetude do universo, a leveza das flores, me apresenta a fé,
e me entrega inteiramente nas mãos de Deus.
Meu coração vem voando como pássaro livre, que voa lindamente, mas ama voltar e se aconchegar no seu ninho acolhedor.
----Lanna Borges.
Sonhei que uma casca de noz
cruzava o mar do abismo
carregada de estrelas nascentes.
Havia uma xícara,
de porcelana japonesa,
no oco da casa.
Com mãos de cerimônia
apanhei a xícara
e servi-me de chá de jasmim.
A bebida,
tirante a ouro e rica em taninos,
aspergiu estrelas
da concha de sol nascente.
Concha e casca
no mesmo pulso.
Eu sou
Sou a estrela -do -mar ou o mar das estrelas....
A moça da torre, na janela vendo o domingo passar.
E quem será ela?
E o domingo passa com as donzelas
nuas nas ruas e com as feias em trajes ultrajes.
Eu sou. E o que sou nunca vais saber.
Eu sou sua gota sorvida às margens,
as margens da vida, do seu próprio morrer.
Eu sou a estrela -do- mar ou o mar das estrelas.
POESIA SENSAÇÕES
Não é apenas este mar que reboa nas minhas vidraças,
Mas outro, que se parece com ele
Como se parecem os vultos dos sonhos dormidos.
E entre água e estrela estudo a solidão.
Não queira me chama para que siga por cima dele, nem por dentro de si, deixe-me apreciar, sentir e partir...viver...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
As vezes encontramos o que se é perdido no mar,
na leitura, no caminhar das ruas, nas gravuras.
Encontramos o perdido na canção,
no toque do piano, no suor que escorre da alma,
à medida que bate o coração.
As vezes encontramos o que se é perdido em alguém,
no encontro de dois corpos, num beijo incompetente,
no luar do olhar de quem tasse bem.
Encontramos o perdido num drama,
num romance vermelho, na personagem vulgar,
na ousadia de quem se ousa a mudar.
Encontramos o nosso perdido em tanto lugar...
No entanto, não nos damos conta nessa busca hostil entre âmago e dracma,
Que o que sempre está perdido, quase sempre está em casa.
Se a terra é esférica, explique:
1- Por que a água dos rios e do mar não estão todas misturadas em baixo?
2- Por que em cima todo mundo não morre de sede?
3- Por que em baixo todo mundo não morre afogado?
4- Por que pelas beradas da terra esférica não está todo mundo se divertindo descendo de tobogã?
🤔🤔🤔
Meu gostar da natureza
Sou das flores, assim como são os passaros. Sou do mar, assim como são os peixes, amar algo que da infinita mata dense e tropical se reveste, nada mais intristeçe se não a destruição.
Sou do campo de onde vem as culturas macondes, e da espiral e o ventre do mundo, venho do infinito que ninguem conheçe ondd nada pode ser tirado e nem perdido.
Sou uma sombra no meio da tantos arbustrus frondosos, que venha o gostar da s plantas.
Sou aquele que vive nas plantas que da planta da vida se alimenta.. Não seja incredulo a ponto de dar a natureza feito mercadoria aos comerciantes, e sim seja dele para se a sua beleza
Céus tão claros;
Mar tão raso
Estradas tão vazias
momentos tão vagos...
Caminhos curtos que não me levam a lugar nenhum;
Sentimentos disseminados de rancor;
A velha história de amor;
Amor que dói;
Amor que cura;
Amor, Ah, que amor!!!
Amor que não se mede;
Amor que transcende;
Amor que confunde;
Amor que mata;
Amor que vive;
Amor que não existe!!!
A dama da noite.
- Mar, você me ama? Perguntou a Lua, ao Mar salgado e irritado,
- Porque amaria alguém que está tão longe de mim? Tenho a areia que me completa. Respondeu o Mar.
- Sol, você me ama? Perguntou a Lua, ao orgulhoso Sol.
- Porque eu amaria alguém que ofusca meu brilho? Respondeu o Sol.
Então, a Lua se retirou e foi em busca de quem pudesse amá-la.
Não muito longe dali, um homem se questiona noite pós noite:
- Lua, por que não me ama?
- Como poderia eu, rainha da noite, amar alguém tão pequeno assim? Disse a Lua ao homem com um tom debochado.
O homem, pediu que a Lua testasse seu amor por ela.
- Vá até o Vale, onde os sonhos nascem e traga para mim uma semente.
A semente que a Lua se referia, era o sonho que o homem alimentou por todos os seus anos de vida, o amor.
- Pois bem, dê a mim o que nenhuma outra pessoa recebeu de você. Disse a Lua, e imaginando que o homem iria dar a ela ouro, prata, ou qualquer outro objeto humano, ela sorri de uma forma sarcástica.
- Eis que hoje, dou a rainha da noite meu coração, o qual não entreguei a ninguém, embora mesmo não entregando ele foi machucado, más é o bem mais precioso que tenho para lhe dar!
Tirou então um punhal e acertou em seu coração.
- Entrego a você o que ninguém jamais teve, cuide, assim como eu gostaria de cuidar de você, adimire-o assim como eu te adimirei, pois nem o salgado Mar nem o orgulhoso Sol podem ter o que você tem.
O homem morreu ali no pé daquela colina, a mesma colina onde a Lua se levantava todas as noites. Emocionada com o feito daquele pequeno ser, derramou lágrimas sobre o homem, a noite nunca tinha sido tão demorada como foi naquela.
E sobre aquela colina, uma pequena árvore nascia e todas as noites suas flores se abriram e um perfume doce saia delas. Todas as noites a Lua era lembrada de quem um dia a amou de verdade.
Maria e João
É uma história de amor
Uma história de emoção
É um espinho com flor
Uma vida, Maria e João.
O amor chegou aos poucos
E mudou-se ao coração
Apaixonados feito loucos
Apaixonaram-se, Maria e João.
As vidas misturaram
Tudo foi pela paixão
As bocas se beijaram
Se beijaram, Maria e João.
O levou adiante
Fez viver uma atração
Ela é a melhor amante
É o casal, Maria e João.
No fundo, ele temia
Não queria ouvir um não
Na verdade, ele sabia
Que seriam, Maria e João.
Mas chegou outra menina
Uma que veio de outro chão
Ela tem linda retina
E separou Maria e João.
Sigo caminhando por esse mar
De sabor fermentado
Bebendo diariamente de sua água
Me envenenando aos poucos
Para assim tentar matar
Essa parte de mim
Que tanto odeio
As vezes acho que estou indo longe de mais
Dando braçadas mais longas do que devia
Tem dias que vou tão longe
Que nem consigo ver a costa
Conforme caminho
Deixo amigos e familiares pra trás
Deixo sonhos e esperanças também
Mas tudo bem
Em vagarosas noites geladas
Sua água me esquenta
É, talvez eu tenha ido longe de mais
Não sinto mais o chão
Estou me afogando nesse mar