Textos de Teatro
Tristeza, melancolia, ódio..todos esses sentimentos e tantos outros mais, disputam um pequeno espaço na mente humana. Fazem com que o bípede humano se transforme num laboratório de emoções desencontradas que, se não forem bem administradas, o transformará num fantoche desarticulado neste teatro de ilusão.
O que seria de mim sem os meus sonhos? Podem me chamar de lunática, mas eu passaria o resto dos meus dias vivendo de fantasia, bem ao estilo Dom Quixote. E, estou certa, seria uma trajetória mais significativa do que a dessas pessoas que levam tudo a sério demais, até mesmo essa grande peça de teatro a que chamamos vida.
A vida oque dizer sobre ela? Só tenho a agradecer por tudo até mesmo aquilo que não deu certo e o que deu que a vida continue sendo esse grande palco de teatro, você escolhe o papel sim, mas o choro não pode ficar de fora nem mesmo o cair, até porque um "espetáculo" onde tudo da certo sempre não se torna um espetáculo você decidi oque quer fazer do seu palco brinque mais sorria mais expresse mais seus sentimentos seja feliz o resto vem.
Na dança meu corpo grita e minha alma e espirito calam se como silenciosos espectadores atentos do meu linguajar movimento. No teatro e na música não é diferente pois meus personagens encenam e meu canto emudece frente ao amargo congênito de meu coração.Tolos são os que veem e dão uma única sentença para todo universo que cabe entorno da região peitoral onde abriga a livre motivação, os devaneios e a insana emoção.
E quando o menino sobe no palco, se transforma em tudo aquilo que queremos ser: o homem, o divertido, o filho, o pai, o amante, o que promove lágrimas e sorrisos. E nas coxias descobrimos que por trás de tudo aquilo, atras da cena, nas coxias, há um poeta da arte de entreter e interpretar (Coxias - Victor Bhering Drummond)
Subam no palco com toda coragem que puderem vestir. Finjam que o que estiverem prestes a dizer nunca houvera sido dito; finjam que o que estiverem na iminência de fazer jamais tivera sido feito por quem que que seja. Prometo-lhes, ao ouvir o som de aplausos, esta absoluta certeza do quanto houveram sido extraordinários, tendo nos propiciado ouvir e ver o que, de fato, não tivera sido contemplado antes da tua existência.
Deveria ser Lei a obrigatoriedade de distribuição de cestas básicas mensais para os profissionais que fizeram parte da historia da programação, pelos grandes grupos de comunicação, televisão abertas e fechadas, das festas, do áudio-visual e do entretenimento no Brasil via os sindicatos correspondentes para atender a justa e digna demanda de abandono e esquecimento dos artistas velhos e portadores de doenças graves.
Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
E enquanto isso, os holofotes sinalizam um tempo nos ponteiros do relógio e a mente entra numa confusão de emoções, e o coração continua pulsando sem entender o que se passa dentro de uma alma divergente que assiste a vida passando como uma peça de teatro aguardando em silêncio o próximo ato...
Acho que vivemos em dois mundos completamente diferentes. Então deixa, deixa que eu sei caminhar sozinha. Eu sempre me virei sozinha, porque agora seria diferente? Sabe, ultimamente meus pensamentos são quase todos negativos. Nem pareço ser a mesma, de maneira nenhuma. É como se fossem duas pessoas diferentes, quem eu sou agora e quem eu já fui. Talvez sejam diferentes. Talvez eu sempre caminhe sozinha, talvez, talvez, talvez... Como posso achar que sou dona de minha vida, se o destino sempre mostra o contrário? Não, eu não sou. Eu sou, simplesmente, uma marionete insignificante nesse espetáculo da vida. Onde estou presa a cordões que estão ligados ao meu destino e por mais que eu acredite que sou dona de minha vida, sempre terá alguém que irá mexer os pauzinhos.
Agora nós eramos falantes, agora ficamos calados, agora fingimos concordar com tudo. Sossegando os ânimos contrários e enlouquecendo a alma e a consciência. Tomar lado, dizer e escolher são sempre a melhor escolha mesmo que nós tenhamos que manter uma aparência isenta por várias vezes. Você já brincou de teatro?
Procuro por ti no antigo castelo de paredes coloridas... No circo dos sonhos... Nos versos que componho... Na biblioteca fechada,esquecida... No teatro das ilusões... Entre terremotos, vulcões, furacões... Até mesmo em outros corações... Em montes nebulosos, escuros, vazios... Nas brumas à beira dos rios... Em dias cheios de solidão e medo... Em noites silenciosas cheias de segredos... Em cada solitária dança... No riso de uma criança... No frio vento... Em cada gota de chuva... Em cada flor de ilusão... Pelo caminho a fora... Em cada terrível lembrança... No perfume de tua luva caída ao chão... No passado e no agora... Por que? Por que fostes embora?...
Pessoas seguem mais roteiros de um personagem que o papel de si próprias. Sentem-se amedrontadas a contracenar em uma vida real sem máscaras e falas prontas, rendendo-se ao improviso da naturalidade de serem elas mesmas. Passam a encarnar meros papéis que acham viáveis, trajam um modelo que sirva para a ocasião, incorporam uma imagem que agrade, vivendo sob as sombras de protagonismos alheios afim de não correr o risco da reprovação do público de se machucarem, e sem perceber, vivem mais num teatro que em suas próprias histórias. Passam metade de suas vidas atuando e perdem parte dela sem saberem o que é real.
Elogiar o que está ruim prejudica quem faz. A pessoa não vai se corrigir. Não falo de pessoas, avalio trabalhos. Acho que o público precisa ser informado, não só para não ser apanhado de surpresa por coisas horríveis, como também para compreender melhor o teatro de forma geral. Essa é a minha forma de ajudar a formar uma plateia criteriosa, que peça bons repertórios.
No grande palco da existência, o passado permanece como um ato já representado, o presente se desdobra com a tinta fresca dos nossos papéis atuais, e o futuro, como uma trama em suspense, espera ser meticulosamente encenado pelas decisões que fazemos agora, delineando o enredo da nossa jornada teatral.
O filtro do Espírito Santo é minucioso, rigoroso e infalível, por isso muitas orações, louvores e ofertas a Deus não conseguem passar. Ele filtra hipocrisia, soberba, más intenções, impurezas, enganos, teatros e muito mais. Somente as ofertas genuinamente puras e feitas com intenções sinceras conseguem ultrapassar esse filtro.
Dependendo do artista, não ouço suas músicas nem assisto aos seus filmes, muito menos levo a sério sua opinião sobre política ou seu papel como intelectual ao apoiar um candidato. São bons em cantar e fazer drama nas duas ocasiões, falando mentiras e verdades, derrubando lágrimas e sorrisos, se vitimizando e sendo vitimizado, culpando e julgando, prometendo e se desculpando, recebendo e não cumprindo. E o pior: estão sempre atuando.
A grande maioria das instituições e organizações humanitárias mundiais de grupos internacionais criadas no século XX, perderam o seu valor e suas aplicabilidades. Hoje mais servem, como um palco teatral politico de meia dúzia de poderosos, que tem o poder de veto e de proposições absurdas, para legitimar entre os pequenos, que nunca haverá limites de seus interesses espúrios, suas forças amorais e suas econômicas superioridades.
O Palácio Maçônico do Lavradio, não foi construído exatamente para isto. Na verdade em 1838, a verdadeira história do casarão, remonta ao início do século XIX, quando o efeminado artista português Victor Porfirio de Borja começou a construir no local um teatro, que abriria as portas para competir com recém inaugurado em 1813, que se chamava Real Theatro de São João, localizado na Praça Tiradentes, que hoje é o Teatro João Caetano. Por falta de dinheiro, o artista português, não conseguiu concluir o projeto, e várias lojas maçônicas fluminenses se juntaram e resolveram formar a Companhia Glória do Lavradio para financiar a compra do imóvel, que resultou na compra. Logo o imóvel foi adaptado para uso da tradicional filosofia maçônica mas muita coisa do projeto original do Teatro, permaneceu.
Na verdade o que a cultura carioca, amazonense e brasileira não sabe é que veio de Lisboa a ideia de todo o calçamento feito com pedras portuguesas, as mesmas que vemos no Brasil, equivocadamente e não originalmente na praia de Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro e em Manaus. Mas para quem achou ate hoje que o desenho das ondas, foram feitas pelo contraste das pedras brancas e pretas que seriam exclusividade do calçadão de Copacabana, e que representam as ondas do mar da famosa praia e bairro carioca, ou mesmo na praça em frente ao Teatro Amazonas em Manaus, representando ponto alto turístico manauara que é o encontro das águas de duas cores ocorrido naturalmente entre do Rio Negro com o Rio Solimões, estão todos equivocados. O desenho original se encontra na Praça do Rossio, ao final da Rua Augusta, em Lisboa, Portugal, que é historicamente comprovadamente muito mais antiga que as localidades brasileiras. O que sei é que a calçada de Copacabana, foi realizada um pouco depois de 1922, pois o Hotel Copacabana Palace não ficou pronto a tempo para o aniversario do primeiro centenário da independência do Brasil, 1822 - 1922, como queriam os Guinle e tempos depois um engenheiro discípulo de Francisco Franco Pereira Passos que foi um engenheiro também e político brasileiro, prefeito do então Distrito Federal que era o RJ entre 1902 e 1906, que concebeu a ideia não original de fazer o mesmo desenho lisbonense em Copacabana já que tinha importado as pedras portuguesas. Diante disto fica registrado então para toda cultura brasileira que não conhece o Brasil, a minha humilde homenagem a quem teve a original criatividade da majestosa obra emblemática e por conseguinte ao original criador português, de fato e de direito. Falta me elementos fiáveis para pesquisa mas pelo que acho que sei o desenho original português é alusivo ao fato histórico do Grande Terremoto de Lisboa.