Teto
Rico de verdade é quem tem saúde, família, amigos, um emprego para viver, um teto para morar e um Deus para orar.
" Não encontrei a saída; porque o labirinto é enorme e tudo está escuro, há um teto de aço sobre minha cabeça e as paredes são concretas. Ninguém ouve minha voz lá fora, e aqueles que querem me salvar não podem falar em meus ouvidos, então minha mente não será capaz de guiar meus pés e todo o meu corpo pode parecer muito pesado aos meus ossos ; e o meu sofrimento é inevitável neste labirinto da vida."
Wagne Calixto ✍️📖
A ironia da disputa é que o campeão bate no teto e cai, enquanto o derrotado de derrota em derrota sobe os degraus da escada do sucesso.
Poema: "Teto"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
cruzei todas as linhas vermelhas,
não há mais como voltar atrás,
todos os planos foram exaustos,
toda a esperança,
que esperança?
apenas ilusão.
e me restou dizer que já basta,
dizer não ao sofrimento,
do meu jeito,
o único jeito,
e nos lembrar que em Lugar Nenhum há algum lar para descansar,
sem doer.
A criança teme um monstro em baixo da cama, assim como o adulto teme um Deus sobre seu teto. Ensina-se às crianças o suposto e o catequético. Logo na idade jovem elas descobrem a verdade, que permeia o surreal e acabam desenvolvendo cinismo e cretinice. Se fosse ensinado às crianças à verdade desde a mais tenra idade, teria formado pessoas com mais capacidade de resolver problemas.
Carência
Se fico sem afeição
O amor fica sem teto
As trilhas sem emoção
E a carência sem afeto
Os dias ficam nebulosos
A ilusão sem traço reto
Os pensamentos tortuosos
E o oco coração inquieto
Certo! Versos escabrosos
Chão de vidro! Chão que me feria os pés, mesmo sem estar estilhaçado...Teto de vidro! Teto que me fazia nua, nua de verdades, nua de mentiras... Amor de vidro! Amor que se quebrou ao estilhaçar-se o vidro...
Todas as nossas escolhas, em algum momento da vida, poderão nos parecer equivocadas! E somente uma resposta é capaz de aquietar-nos o coração: a certeza de que faríamos exatamente tudo igual outra vez...
Palavras escritas, mal escritas. Mal ditas...
Eu não quero ser prisioneira da eterna lembrança de que estarei para sempre em sua memória...
Eu só queria voltar para casa. Voltar para meu velho edredom que a ninguém mais aqueceu. Voltar para as brincadeiras de pique - esconde, pula-pula, fantasias e sentir outra vez o desejo de ser adulto somente para assistir na TV aquele beijo que insistiam em me ocultar... Qual era o pecado daquele beijo? Mas o meu edredom não existe mais, não consigo me esconder nos mesmos lugares, o pula-pula agora é uma questão de sobrevivência, e o beijo, ah... O beijo eu entendi porque me ocultavam... Era simplesmente para não morrerem minhas fantasias... Como eu queria voltar para a casa...
São corredores da morte. São condenados que carregam a sentença cravada no próprio corpo, na própria carne. Na face, nos pulmões, no fígado, no pâncreas, na próstata, nas pernas, nos braços, enfim, onde o veredicto imposto pela cruel e desumana caneta da vida consegue alcançar. São olhos marejados que se perdem no espaço e, em silêncio, fazem perguntas, a maioria delas, sem respostas. Será culpa minha? Será um castigo? Será que sobrevivo? Será...Será...Será...E dor...Dor que faz questionar a própria essência, caráter...Os anjos? Os anjos são aqueles que acompanham os condenados por entre os corredores da morte...São aqueles que já conseguiram remissão se foram mesmo expulsos do céu pelo Criador...São aqueles para os quais não existe mais pecado, simplesmente por serem anjos...Anjos em momento de dor...Para estes e para os condenados, a vida não é somente vida, é presente, é perdão, é amor...E o Criador, por amor, desenha e redesenha o destino dos condenados...Somente por amor...
Eu escrevo para que o mundo perceba minha dor. Apenas perceba, porque me ajudar, só cabe a mim mesma fazê-lo...
Sim. Nós sempre existimos. Eu e você. Entretanto, eu de um lado, e você de outro. Não existimos eu por você, tampouco, você por mim. Não existimos um pelo outro. Existimos por nós mesmos. E por orgulho, perdemos a única chance de sermos felizes, um com o outro...
Sensação de pensar conhecer, mas não conhecer, entende?
Sensação de descobrir o que se tem medo, entende?
Por hoje, sensação de tempo perdido por pura confiabilidade ingênua, romântica...
Sensação de mentiras...Tudo mentira...
E no final quero somente dizer que inúmeras vezes eu chorei, mas também sorri. Errei, mas acertei. Perdi, mas ganhei. Gritei, perdoei, briguei com o mundo, parti, voltei, fugi, mas também amei. Uma única vez eu amei! Se não tivesse amado, ainda que uma única vez, nada teria vivido...
O amor desintoxica a alma...
Eu sou a melhor das mulheres, mas sou a pior delas também...
Mais difícil que moldar um homem, é esquecer o desgaste dos tempos de treinamento...
Quando eu encontrar um lugar no meu mundo, quem sabe eu volte para o seu...
Não sei se meus sonhos ultrapassam as fronteiras do mundo, ou se meu mundo não suporta a imensidão dos meus sonhos. O fato é que eu preciso das palavras para sobreviver! Ah, se eu me contentasse tão somente com minhas palavras...
Eu sou um infinito de personagens inventados desde o momento em que pude compreender a grande farsa que é ser apenas mais um ser humano normal...
O amor supera a distância e não se curva ao tempo. No entanto, a ausência da pessoa amada pode transformar em pedaços sonhos de amor que jamais serão reconstruídos...
E se eu escrevo o que sinto, é que a palavra tem o condão de me retirar do abismo em que por vezes me encontro...
Durante todo o tempo eu quis extrair verdades que eu julgava existir, talvez por ter aprendido ser a mentira a grande mola propulsora das relações...
Sem teto
Vai poesia valente
Leve o amor que anda ausente
Corte o céu feito cometa
E sopre sonhos no coração dessa gente
Sem teto ganhe as estrelas
Mergulhe no abismo mais profundo
Dê esperança aos sofridos
E loucura aos que sonham
A noite é dos embriagados
Dos amantes e dos mal-intencionados
Mas, também é dos poetas
Que são eternos apaixonados
Não sei se continuo escrevendo
Se durmo cedo ou se costuro o tempo
Se decoro o caminho das estrelas ou se invento...
A poesia adormeceu tranquila
Quando acordou, já não mais me pertencia
De um filhote ao fim da linha, sentiu-se adulta
Decidiu voar o mundo
De coração em coração
Seria chamas enquanto houvesse sonhos
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 27/05/2021 às 18:00 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
...não tinha teto, não tinha nada (do que estamos acostumados...)
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...
Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.
Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.
Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.
Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.
Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.
Pressa
Flor em jarro, edredom e fé
Música em carro, som que faz maré
Cor da lua, teto que faz pensar
Tudo quando diz que estás por "perder tempo". Será?
Esperas elevador, bates pés em chão
Esses dois minutos poderiam ser até a decisão De um olhar que está ao lado, esperando ou a calar
Um futuro que tu, não estando, acabas de desperdiçar
Ganhaste uma carta, não mais a leste
Tocaste em rosa, nem sentes aroma
Só sentes espinhos, porque são desses
O presente que vislumbra o coma
Sem nada para fazer, foi o homem redigir
E descobriu mais um dom, que a pressa veio a retrair
E aquele a reclamar das horas que ainda faltariam
Perdeu a chance de cantar e descobrir que aplaudiriam
Ó, pois! Foi em um desses tempos sem tempo
Que me peguei decalcando tua mão
Sentindo teu cheiro destempo
Vendo teu olhar em adjeção
Quando reparar a importância deste momento
Ou apenas, e até, a leveza do que pressuposto estava
Este, será então arquivo: Vento
Que passa, e apenas quando cessa mostra o que arrastava
Quando reconhecer o que quis dizer-me
Tu já terás ido
E só entenderei em uma destas perdas de tempo
O que terá partido
Pois colocar-me-ei a relembrar
Já que estarei ignorando horas ao recostar
A cabeça na cama, até ver que a luz queimou E aprenderei a religar isto e aquilo que intimou
Só compreenderei disto, a intensidade
Quando estiver por esperar o elevador
E olhar ansiosa para o lado, e em verdade
Não enxergar a parede, e sim, o amor
E em uma manhã engarrafada
Tu lerás a carta esquecida
E perceberás que esta jornada
É das horas exprimidas
Então, não anseies no sinal vermelho
Que até que verde fique, tudo pode acontecer Não fiques sentindo as dores de um joelho Que nem ralou, e pode inda fortalecer
(Vanessa Brunt)
Ainda que o vento leve o teto e faça tombar as paredes, que fará contra teu alicerce, quando ele é Cristo?
Eu queria
Tanta coisa
Mas, percebi que pouco bastaria.
Ter um teto pra se abrigar
E se esconder das tempestades.
Ter o pão que representa as refeições
E poder ORAR e DORMIR em paz.
Isto em mim é tudo que me apraz,
junto com a boa companhia
da pOeSiA...
E se possível um ser
aquele bem querer
que todos sonham ter,
pra rimar e amar em vErSoS...
O contraste de ter o suficiente ou ter o excedente.
O lençol feito da rede da vó.
O teto com goteiras.
- Chama o rapaz, pra consertar.
Mas, olha aquele menino, não tem goteiras, pois também teto não têm.
Eu encontro o amor no seu abraço quando meu cansaço me deixa sem teto, sem paredes e sem chão.
Eu encontro o amor no seu sorriso que cheio de luz me faz crer, me faz acreditar que a gente pode e deve renascer.
Eu encontro paz no seu cheiro, na sua pele cor do céu estrelado, eu encontro abrigo ao seu lado.
Nildinha Freitas
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