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Carrego nos pés o frevo que de vez em quando samba.

Inserida por DaniLeao

Hoje seria o dia de programação carnavalesca, mesmo sem gostar de aglomerar. É sabado de Zé Pereira, dia de subir ladeira sem hora para acabar. Porque amo essa magia ⁠que contagia e paira no ar. Carnaval é festa de gente grande, para quem sabe brincar. Amo a fantasia que musicaliza todos os ritmos e crenças no mesmo lugar. É tanta alegria que irradia e faz a gente dançar. São quatro dias e noites de frevo que ajuda a gente aguentar. Olinda faz minha alma vibrar. É tempo de sentir a folia que sacode tudo por dentro, mas a vida é para quem sabe esperar. Passatempo que ao lembrar é sorriso no rosto e brilho no olhar⁠

Inserida por DaniLeao

Olinda é rima no meu verso em prosa 

⁠Carnaval das cores, brilho e magia. É pura a alegria da liberdade que fantasia os dias de folia. É lindo o festival do povo no passo do frevo, um convite para o mundo inteiro dançar e tirar os pés do chão. O ritmo que leva a multidão a cantar em cada ladeira de Olinda num cortejo repleto de glitter e emoção. 

É bloco de rua, é agremiação, é troça que une cada personagem na mesma canção. É o desfile popular da felicidade que invade como um arrastão o íntimo de todo folião. Olinda é tradição. Do alto da Sé a Pitombeira, do Bonfim a Guadalupe, dos Quatro Cantos ao Mercado da Ribeira, é para quem sabe brincar de dia e a noite inteira. Além das prévias, seis dias de alegoria. 

Abertura na sexta, sábado de Zé Pereira, domingo de momo, segunda e terça gorda até quarta-feira de cinzas. O patrimônio vivo do misto lírico carnavalesco rural e urbano. É o canto da felicidade a entoar a beleza da vida como se não houvesse amanhã. É para quem tem a manha e o molho, subir e descer, pular e se arrepiar com os shows, apresentações até os blocos de samba. 

É a mulher do dia, o menino da tarde, o homem da meia-noite. A troça mais antiga do mascate Cariri, o ato político do dragão vermelho e amarelo do Eu Acho é Pouco (é bom demais), o folguedo do mítico e brincante Boi da Macuca, o samba verde e rosa da Mangueira Entra, o Elefante exaltando sua tradição, o encontro dos bois, maracatus, do coco, dos caboclinhos e dos passinhos. 

É o maior evento multicultural, irreverente, político e social. É a raiz de todos os estandartes e baluartes da manifestação cultural popular pernambucana. Oxe, é massa demais essa festança. 

Inserida por DaniLeao

⁠Minha Luta é Meu Legado

Saí de casa muito cedo, com os trapos na minha sacola, como na música de Zé Geraldo. A vida me levou para longe de Olinda aos 14 anos. Fui para o Rio de Janeiro para conhecer minha mãe e, depois, segui para São Paulo, onde conheci meu pai e meus irmãos. Mas não nos adaptamos, porque éramos apenas conhecidos sanguíneos, sem laços familiares.

Peguei meus trapos, joguei na sacola e fui rodar o Brasil inteiro, vivendo da minha arte, fazendo teatro e apresentações públicas. Era disso que vivíamos. Éramos felizes, éramos livres.

Foi nessa época que ouvimos falar de um homem em São Bernardo do Campo que reunia multidões com suas palavras. Juntamos uma galera e fomos conhecê-lo: era o Lula, o então "sapo barbudo" Como dizia o imortal Leonel Brizola. Suas palavras eram de uma força fenomenal, que nos transformou em guerreiros e seguidores. E assim, nos tornamos de esquerda, sem nem mesmo saber o que isso significava.

O contato com o governo de Luiza Erundina em São Paulo, nos anos 90 mudou minha vida. Fiz diversos cursos oferecidos pelo Estado, conheci pessoas que me levaram para o jornalismo, onde trabalhei como colaborador e desenvolvi amor pela área de comunicação. Ainda durante os anos 90, rodei boa parte do Brasil, sempre Sul e Sudeste, como correspondente colaborador de jornal, e há época era de papel, vivendo de meu próprio esforço e dedicação, conheci vários PT's pelo Brasil afora.

Sempre fui uma vírgula no processo político partidário do Partido dos Trabalhadores. Nunca busquei cargos nem privilégios. A minha luta é por ideais e causas, pela construção de uma consciência livre e por um sonho socialista. Meu respeito por lideranças como Leonel Brizola, Dilma Rousseff, Luiza Erundina, Lula e Tereza Leitão é quase celestial. Essas pessoas transformaram minha vida e moldaram meu entendimento político e social.

Tereza Leitão já acompanho sua trajetória desde os anos em que morei em São Paulo, ainda no governo de Luiza Erundina. Tenho uma admiração profunda por mulheres na política como ela, Luiza Erundina E tantas outras, que politicamente fazem parte da minha vida. Claro, que nesse contexto Marta Suplicy é um caso à parte, que tanto nos decepcionou. Em minha chegada de volta a Olinda, nossos caminhos se cruzaram novamente através da companheira Donana 🫶🏻, por quem tenho grande admiração. E assim seguimos caminhando até hoje.

Nunca quis ser candidato a nada. Sempre apoiei aqueles e principalmente aquelas, que me representam ou representam no campo político partidário dos grupos que convivo. Talvez por isso eu me sinta fora do eixo do PT em muitos aspectos. Mas a minha luta é clara e transparente: lutar pelo coletivo, construir um mundo mais justo e digno.

Respondendo ao companheiro Roberto Mardônio que, de certa forma, estimulou-me a produzir esse conteúdo:

Sinceramente, ao longo da minha vida, nunca me preocupei com o que pensam de mim. Eu me preocupo, sim, com o que eu sou e com a forma como eu atuo no campo político. Minha defesa das lideranças que admiro é quase idolátrico, assim como a dedicação às causas pelas quais milito. Esse é o meu legado. Militantes que se entregam à luta de corpo e alma muitas vezes são vistos como "cri-cri" ou "chatos". Mas eu prefiro carregar esses rótulos do que me afastar daquilo em que acredito.

Fernando Kabral - 02/04/2025 às 12:04

E obrigado TED, por me ajudar brilhantemente a compor esse texto.

Inserida por fernando_kabral