Tag negro
Pra mim, não basta só jogar... Tem que ter GARRA... Tem que dar o SANGUE... Tem que ter noção do que é FLAMENGO... E alguns ainda não tem... Tem que botar adrenalina Rubro-Negra no Coração... Assim é o meu sonho de um jogador do Flamengo, como antigamente...
@veraregina14
VIDA DURA
Antes de ser negro primeiro eu sou ser humano,
Antes de me condenar, me julgue primeiro.
Antes de me matar pelas costas, deixe primeiro eu me virar de frente para você, para que eu possa ver o rosto do ceifador que irá ceifar a vida que estár em mim.
Não sou covarde, pode até me chamar de canalha que sou, Mas não de covarde.
Sou terra preta mesmo, sou afro, sou favela, sou gueto e vielas, pois sou brasileiro, não me orgulho de todos os brasileiros, mas tenho orgulho dos brasileiros verdadeiros Brasil.
Antes de atirar em mim pelas costa, olhe primeiro para você, e ver se você não estár atirando em você mesmo.
Eu não defendo COR, eu não defendo RAÇA, eu defendo a VIDA.
Pois eu vivo e não sobrevivo, vida bela, vida dura, aprendi o seu valor antes da sepultura.
Adillsom R Rodrigues
Pele Preta
Sobre o racismo - o problema do ser humano racista, nunca foi a pele preta, mas a sua própria alma negra e sem luz que promove a escuridão no seu intelecto, bem como um breu profundo no seu coração, pois a carne que o sustenta é desvitaminada de humanidade.
O maior problema do racismo está nas pessoas sem potencial para reluzirem, espontaneamente, no espaço que as abriga quanto gente. São seres, escancaradamente, opostos às estrelas que, diferentemente dos animais ditos como racionais é, justamente no breu, neste palco que enfatizam a sua luz, a sua beleza, o seu encanto e a sua democrática mensagem de paz e harmonia entre si, porque sabem que há lugar para todos brilharem. Que todos têm os mesmos recursos individuais para contribuirem com a magia da união e do direito de acuparem o firmamento.
Eu não quero só um Dia de Consciência Negra, quero 365 dias vendo vidas obtendo paz e respeito.
No mundo com tantas etnias, religiões e opções, o povo insiste em perseguir o tom de pele.
Os animais dão uma aula de humanismo, não matam, não ferem, não abandonam seja qual for a cor da sua raça ou até mesmo a do seu "humano". Triste ver esta falta de consciência até entre os próprios!
A cor da pele nada significa
o sangue das veias não tem cor
somos todos iguais nesta vida
cada um de nós tem grande valor
PRECONCEITO
Esse tema é complicado,
Só falando se dá jeito,
Conceito desfavorável
Que se tem a seu respeito.
Quando alguém lhe desmerece,
Mas nem mesmo lhe conhece,
É o mal do preconceito.
Tem gente que acredita
Numa tal religião.
Catolicista, budista?
O que vale é a adoração!
Quem é certo? Cristianismo?
Ou seria o Islamismo?
Todos povos são irmãos!
Quem seria a melhor raça?
A que vem de tal cidade?
Qual Estado? Qual país?
Quem tem superioridade?
Negra cor? Ou branca pele?
Bem melhor que se nivelem
E se tratem na igualdade!
Haveria menos guerra
Se o homem pensasse mais.
Não é tão difícil assim,
Vamos ver o mundo em paz?
Basta você respeitar.
Diferenças? Aceitar.
Todo mundo é capaz!
INSURJA
Horrorizai-vos porque não queremos institucionalizar o desmatamento. Mas em nosso habitat foram institucionalizados os fatores climáticos que descortinam do incipiente manto negro até aperceber da aurora.
E daí se eu ainda escuto Legião Urbana, ou de uma hora pra eu vou para Matanza sem perder a pampa. E oque que tem se eu me embriago com cerveja e o meu primo com destilado? O que você tem a ver com minha pele morena e a do meu irmão branca? também vai implicar com o meu cabelo crespo e bajular o cabelo liso aos ventos da minha tia? Oque eu tenho a ver com os teus dentes tortos e esse nariz de tucano? Será que também devo criticar teu tamanho alto ou falar mal do teu chegado por ser tão baixinho?
As diferenças não nos menospreza, ou nos deixa inferior, elas nos torna oque somos, “diferentes". E o respeito nos aproxima dos outros, o amor nos une. Oque você pensa sobre mim não mudará oque sou.
Ensinamentos
ser invisível quando não se quer ser
é ser mágico nato
não se ensina, não se pratica, mas se aprende
no primeiro dia de aula aprende-se
que é uma ciência exata
o invisível exercita o ser “zero à esquerda”
o invisível não exercita cidadania
as aulas de emprego, casa e comida
são excluídas do currículo da vida
ser invisível quando não se quer ser
é ser um fantasma que não assusta ninguém
quando se é invisível sem querer
ninguém conta até dez
ninguém tapa ou fecha os olhos
a brincadeira agora é outra
os outros brincam de não nos ver
saiba que nos tornamos invisíveis
sem truques, sem mágicas,
ser invisível é uma ciência exata
mas o invisível é visto no mundo financeiro
é visto para apanhar da polícia
é visto na época das eleições
é visto para acertar as contas com o leão
para pagar prestações e mais prestações
é tanto zero à esquerda que o invisível
na levada da vida soma-se
a outros tantos zeros à esquerda
para assim construir-se humano.
Olhar Negro
Naufragam fragmentos
de mim
sob o poente
mas,
vou me recompondo
com o Sol
nascente,
Tem
Pe
Da
Ços
mas,
diante da vítrea lâmina
do espelho,
vou
refazendo em mim
o que é belo
Naufragam fragmentos
de mim
na coca
mas, junto os cacos, reinvento
sinto o perfume
de um novo tempo,
Fragmentos
de mim
dilui-se na cachaça
mas,
pouco a pouco,
me refaço e me afasto
do danoso líquido
venenoso
Tem
Pe
Da
Ços
tem
empilhados nas prisões,
mas
vou determinando
meus passos para sair
dos porões
tem
fragmentos
no feminismo procurando
meu próprio olhar,
mas vou seguindo
com a certeza de sempre ser
mulher
Tem
Pe
Da
Ços
Mas
não desisto
vou
atravessando o meu oceano
vou
navegando
vou
buscando meu
olhar negro
perdido no azul do tempo
vou
voo,
Não Vou Mais Lavar os Pratos
Não vou mais lavar os pratos.
Nem vou limpar a poeira dos móveis.
Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro
e uma semana depois decidi.
Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo
a bagunça das folhas que caem no quintal.
Sinto muito.
Depois de ler percebi
a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética,
A estática.
Olho minhas mãos quando mudam a página
dos livros, mãos bem mais macias que antes
e sinto que posso começar a ser a todo instante.
Sinto.
Qualquer coisa.
Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes
para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d’água.
Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender.
O porquê, por quê? e o porquê.
Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri.
E deixei o feijão queimar...
Olha que feijão sempre demora para ficar pronto.
Considere que os tempos são outros...
Ah,
esqueci de dizer. Não vou mais.
Resolvi ficar um tempo comigo.
Resolvi ler sobre o que se passa conosco.
Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou.
De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi,
você foi o que passou
Passou do limite, passou da medida,
passou do alfabeto.
Desalfabetizou.
Não vou mais lavar as coisas
e encobrir a verdadeira sujeira.
Nem limpar a poeira
e espalhar o pó daqui para lá e de lá pra cá.
Desinfetarei minhas mãos e não tocarei suas partes móveis.
Não tocarei no álcool.
Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler.
Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar
meu tênis do seu sapato,
minha gaveta das suas gravatas,
meu perfume do seu cheiro.
Minha tela da sua moldura.
Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira
no fundo do copo.
Sempre chega o momento
de sacudir,
de investir,
de traduzir.
Não lavo mais pratos.
Li a assinatura da minha lei áurea
escrita em negro maiúsculo,
em letras tamanho 18, espaço duplo.
Aboli.
Não lavo mais os pratos
Quero travessas de prata,
Cozinha de luxo,
e joias de ouro. Legítimas.
Está decretada a lei áurea.
No seu corpo ele sabia que nos Estados Unidos ser um homem negro era a pior coisa que você poderia ser. Pior do que morto, você era um morto que andava.
No Mapa
Pelo litoral
ficou
de norte a sul
nagô.
Ficou no Recife:
xangô.
Na Bahia ficou:
candomblé.
No Rio grande é o que?
– Batuque, tchê.
Filho de santo
de bombacha,
Ogum
comendo churrasco:
jeito
gaúcho
do negro
batuque.
Dançando Negro
Quando eu danço
atabaques excitados,
o meu corpo se esvaindo
em desejos de espaço,
a minha pele negra
dominando o cosmo,
envolvendo o infinito, o som
criando outros êxtases...
Não sou festa para os teus olhos
de branco diante de um show!
Quando eu danço há infusão dos elementos,
sou razão.
O meu corpo não é objeto,
sou revolução.
Íntimo Dado (A Senha)
Cada vez que gritam: pobre!
me assusto. Recuo ao canto
mais perto do rés do chão.
Negro, fico sem cor.
Fúria, fico sem fala.
Pois sei que as balas dos patrões,
que as balas dos políticos, da polícia
correm atrás de mim sem-terra,
correm atrás de mim sem-teto,
correm atrás das minhas razões
por esses labirintos finitos
enredados de justiça e democracia,
só para eu sair nos jornais,
morto na foto,
sangue vazando pelos ouvidos.
Toda vez que eles gritam: pobre!
é a tortura, é o estampido, é a vala.
É a nossa dor que tranquiliza os ricos.
Alô rapaziada... tem de antenar o dia:
o vento que venta lá, venta cá.
Você nunca vai se chocar com um preto apanhando por um policial.
Por que você aprendeu que na escola o patinho feio, é preto.
O negro que se empenha na conquista da ascensão social paga o preço do massacre mais ou menos dramático de sua identidade.
Afastado de seus valores originais, representados fundamentalmente por sua herança religiosa, o negro tomou o branco como modelo de identificação, como única possibilidade de “tornar-se gente”.