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Dia das Mães

existem várias mães,
as boas e as ruins,
mas com certeza foi
Deus que escolheu essa
para mim.

Consciência Negra

Consciência de raça
Consciência de cor
Consciência de seu papel
Consciência de seu valor

Consciência libertária
Consciência que faz acontecer
Consciência Igualitária
Consciência para se viver

Consciência das diversidades e crenças
Consciência de que o mundo tem várias cores
Consciência de que é preciso mais respeito
Consciência de alguns valores

Consciência de que não há diferença
Consciência de que somos todos iguais
Consciência de que preconceito é doença
Consciência de que o amor vale mais

"Em um mundo de lágrimas, remando apenas só, no mar da solidão, minha luz seria você nessa imensa escuridão. "

Estamos cansados de saber que nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles.

O discurso pedagógico internalizado por nossas crianças, afirmam que a história do nosso povo é um modelo de soluções pacíficas para todas as tensões e conflitos que nela tenham surgido. Por aí pode-se imaginar o tipo de estereótipos difundidos a respeito do negro: passividade, infantilidade, incapacidade intelectual, aceitação tranquila da escravidão etc. (...) Assim como a história do povo brasileiro foi outra, o mesmo acontece com o povo negro, especialmente. Ele sempre buscou formas de resistência contra a situação sub-humana em que foi lançado.

As pessoas têm de parar de ter vergonha da sua ancestralidade. Não caia no senso comum. Lembre-se sempre, ensine as crianças e diga também, você não é descendente de escravos.

Você é descendente de seres humanos livres, que foram escravizados.

Liberte-se!

Minhas lágrimas já caíram
Foram mares de desespero
Que afogaram meus inimigos
Agora tudo tranquilizou
Aquela nuvem negra passou
Aquele jovem negro vingou

⁠O buraco negro mais maciço do universo é o buraco negro de uma depressão. Nada escapa dele.

⁠Estou ciente da fraqueza humana e reflito sobre o poder da Fortuna e sei que tudo o que fazemos está exposto a milhares de chances.

⁠O branco inventou que o negro, quando não suja na entrada, vai sujar na saída. (...) Imagina só, que mentira danada!

Gilberto Gil

Nota: Trecho da música A mão da limpeza.

Todo sangue é vermelho mesmo que o espelho insista em nos mostrar outra cor

Não há mais um sistema legal, Jason. Estamos vivendo numa espécie de buraco negro.

Às vezes, ser despreocupado e negro é uma forma de revolução.

Todos os homens são criados iguais. A não ser que você seja barulhento e negro e possua uma opinião, aí tudo o que você recebe é uma bala.

<Sobre (os) viventes (daqui)>

Esquivava-se na curva dos olhos
das dores e da má vontade,
desviando-se dia a dia de bala perdida
e da morte certa nas esquinas de seu bairro.

Seguia firme sem se preocupar com seu karma,
mesmo em liberdade assistida (legado de seu passado escravo)
marca tatuada pra sempre em sua pele negra,
eternizada pra sempre em sua já tão maltratada carne.

Com a malícia da juventude e inacreditável habilidade,
seguia vencendo suas guerras pessoais, todos os dias
segurava as pontas sem se sentir um covarde
e caminhava pisando firme o chão de terra vermelha de sua comunidade.

Da janela de sua casa admirava o esgoto a céu aberto
que se misturava com o filete de água limpa da mina,
nascente que abundava sob a pedra onde coaxava o sapo
(única paisagem natural restante) depois que decidiram “urbanizar” o bairro.

Com o corpo esguio e nariz para o alto seguia em frente
sem se empoderar de arrogância ou outro sentimento similar,
com o corpo ereto e rijo rompia o vento, de peito aberto
e coragem latente e sangue gotejando dos olhos.

A essa altura de sua vida,
já nem se esquivava mais de coisa alguma,
batia de frente
e quase sempre sobrevivia.

Sou um anjo mas não sei ajudar
Tenho asas mas não sei voar
Sou algo negro
Que o amor quer encontrar.

Se você não fosse forte não teria tanta gente querendo fazer você pensar que é fraco.

Eu tô tão cansado que fiquei pensando:
Feliz é o Stephen Hawking que não move um dedo

Me desculpe meu senhor, mas não me olhe com desprezo não é porque eu sou negro que eu vou lhe assaltar, me desculpe minha senhora, não é porque me visto assim que uso droga toda hora. Negrinho, asfalto, pixe, carvão, azulão, isso é muita emoção, apelidar é fácil, mas suportar é difícil. Me desculpe minha senhora, mas será que da para parar por agora? Este rosto leva sofrimentos, que foram jogados ao vento, porque queira você ou não, será um médico então. Nelson Mandela, Joaquim Barbosa, Barack Obama, isso é só um pouquinho da fama que leva vários negros que já passaram pelo mesmo desprezo.

Os negros anos de sua vida considerados por você assim, são os mesmos que tornam límpidos os anos futuros.

Ciclo Preto

Quando vi, me representou
Quando representou, me vi e agora sou.
Quando sou, eu sei.
Quando sei, eu posso.
Quando posso, luto.
Quando luto, ocupo.

Espaço, cidadania.
Cidadania, bem-estar.
Bem-estar, saúde.
Saúde, vida.

Fora da cela.
Fora da mira.
Fora da margem.

Com escola, escolha.
Na diferença, igualdade.

Consciência, visibilidade.
Visibilidade, representatividade.
Representatividade, empoderamento.

Nos laços desatando os nós.

Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado – aqui-del-rei! - enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo … Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo.
(Bom-Crioulo)

Injustiças e preconceitos nesse mundo desigual
Negros e pobres excluídos, parece ser normal
Ah, se a humanidade adquirir consciência
Que Deus nos criou iguais e para mesma convivência

Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.

Fernando Pessoa, in Livro do desassossego

O preconceito está nos olhos de quem vê