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Canção
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Um navio é seguro no porto. Mas não é para isso que os navios foram construídos.
O amor e a perda são como um navio e o mar. Eles se erguem juntos. Quanto mais amamos, mais temos a perder. Mas a única forma de evitar a perda é evitando o amor. E que mundo triste esse seria.
Meus Sonhos
Coloquei meus sonhos num porto
Para quando o navio atracasse
Ele embarcasse e fosse para onde
O destino o levasse...
O sonho ficou ali por anos e anos
E o navio nunca atracou
Quanto tempo perdido!
O sonho emudeceu...
Agora o tempo o sacudiu
O sonho acordou e resolveu partir
E junto com ele a esperança
De dias muito melhores.
O otimismo criou um navio para navegar ousadamente pelos céus – e talvez cair às vezes. Portanto, o pessimismo criou o paraquedas.
Para o marinheiro, há algo mais perigoso do que o canto da sereia. O silêncio é pior para aquele que conhece demasiadamente bem o caminho, já que seu rumo se torna previsível e ele pode dormir, fazendo o navio encalhar.
BOM JARDIM TERRA QUERIDA DE BELEZA SEM IGUAL
Profª Lourdes Duarte
Bom jardim terra querida
De clima ameno e de lindas manhãs
Por sua beleza singela e exuberante
Com seus campos verdejante
Outrora cobertos pelas flores dos Ipês.
Graças as esplêndidas matas floridas,
Dos paus-d’arco de várias cores,
Amarelo, branco, roxo ou lilás
Bom jardim é o seu nome
O Capelão, outrora, encantado, o batizou.
Meu bom jardim terra querida,
Com paisagens tão belas que ostentas,
Teus encantos, embora singelos,
Fascinam a todos os visitantes,
Que aqui se aconchegam,
Em período de festas ou não.
Bom jardim terra da música
E do granito imperial,
Do rio Tracunhaém da Pedra do Navio,
Da Gruta De Lourdes e do Caboclo
Terra de Santa Ana e São Sebastião.
Bom jardim, berço de filhos brilhantes,
Com seus feitos, na poesia, na política,
Na arte, na labuta e na educação,
Construíram passo a passo sua história
Sementes plantaram com honradez
E até hoje, seus frutos perpetuam.
Em cada recanto do município
Encontram-se belezas sem igual,
Ladeiras cobertas de verdes pastagens
O céu azul, com sol brilhante,
Ou nuvens douradas ao entardecer
A noite! A lua no alto e o brilho das estrelas
Não tem beleza igual!
Tape as brechas do teu coração e não deixa a maledicência fazer parte de sua vida; como diz um ditado chinês ,um pequeno vazamento eventualmente afunda um grande navio.
A sua vontade te embarca no navio, mas a Soberania Divina poderá te impedir a navegar, Jonas que o diga!
A sua vontade te embarca no navio, mas a Soberania Divina poderá te impedir a navegar, Jonas que o diga!
O Guri e o (a)Mar
Do latim nauta, marinheiro
Da juventude, homem faceiro
Das duas rodas ao leme
Do desconhecido, nada teme
Do mar, seu alento
Do mar, seu alimento
Das ondas, vai e volta
Da imensidão, se renova
De Aquário, liberdade
Do Oceano, saudade
Na dinâmica da vida
Não há âncora que o prenda
De transbordar em (a) Mar
Livre sempre estará!
Quando acordei, com amarras de ferro virei refém. Preso num loop infinito de caos e tormento, naquele lugar dantes com aparencia pacífica, mas que se converteu num mar de incertezas.
Suas ondas violentas me lançavam brutalmente para longe, enquanto eu desesperado tentava me agarrar ao meu barco de papel.
Busquei acalmar tais ondas, tentando mudar sua essência e torná-las calmas e habitáveis, porém a medida que lutava contra a maré, mais ela revidava, me causando danos ainda mais irreparáveis. Cansado, com dor, desesperado, ferido e desanimado... Fui bruscamente lançado fora daquele universo nocivo. Um universo que atraía cansados marinheiros com suas belas canções e naufragava seus navios...
O desejo pelo enriquecimento fácil não é o que desperta o interesse das pessoas pelos piratas. Afinal, a maior riqueza de um corsário não é o ouro e nem a prata, mas sim a liberdade dos caminhos que ele pode seguir. Por isso, tenho mais interesse em possuir o mapa do tesouro, do que o tesouro em si.
O que o diretor de uma escola e o capitão de um navio têm em comum?
Não é o que você imagina.
Eles praticam autocontrole diante das adversidades.
Mudar de timoneiro do navio e não mudar a restante tripulação, pressupõe má execução das manobras náuticas.
O novo comandante pode apontar à estibordo e os velhos marinheiros da embarcação virarem à bombordo.
IMENSIDÃO AZUL
Sofrer é inevitável,
Todavia você é o
comandante da
Embarcação.
Escolha a maneira de
Lidar com o maré.
Siga fluindo a
Corrente marítima
Da vida. As nuances
Da tempestade e da
Calmaria moldam o navio.
O qual é guerreiro e enfrenta
Rotineiramente as intempéries,
E ainda assim, continua
Navegando, contemplando
A sublime imensidão azul.
A flor meio aberta é mais bonita, com meia vela seguem bem os navios e à meia-rédea trotam os cavalos.
Naveguei em fortes correntezas e perdi a direção, icebergs me danificaram, estava prestes a afundar. Tapei os buracos superficialmente, seguindo meu caminho, sendo vagarosamente tomada pela água.
O sofrimento não foi desnecessário, mas poderia ter sido evitado, havia um bote ali o tempo todo. Eu amava aquele navio, a ideia de deixa-lo me aterrorizava.
O amor me tornou vulnerável, talvez até otimista, mas existem buracos que não podem ser restaurados e dessa vez o impacto foi muito grande, é hora de me salvar.
V.T
É notório que todos estão no mesmo barco, mas apenas alguns olham para o horizonte. A maioria anda pelo convés a esmo e a reclamar da instabilidade do navio.
"(...)O vento vem vindo de longe,/a noite se curva de frio;/debaixo da água vai morrendo/meu sonho, dentro de um navio... (...)".
(do poema "canção", do livro 'Obra poética' - Pág 18, - J. Aguilar, 1958.)
"Sumir-me-ei entra a névoa, como um estrangeiro a tudo, ilha humana desprendida do sonho do mar e navio com ser supérfluo à tona de tudo”.
(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa (PDF))
"Eu não admito, simples assim, eu não admito passar por situações como as que eu vivencio no momento, não, eu não estou no inferno astral, portanto hora de deixar o navio afundar, e ficar olhando do cais"