Tag lobo

151 - 175 do total de 529 com a tag lobo

AMO LER-TE

Quero ler-te como tu me lês
Nestas páginas que escrevo

Deleita-me no teu belo corpo
Leio-te nos sonhos que tens

Leio-te no caminho que faço em ti
Leio-te nos teus vazios segredos

Leio-te nas tuas profundas dores
Leio-te nas tuas lágrimas contidas

Leio-te na desilusão do teu coração
Leio-te nas asas do meu corpo em ti

Leio-te sedento de paixão por mim
Como gosto de ler-te, como tu me lês

Ler-te é amar-te mais, mais sem fim.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

POR MIL

O céu deve saber
Eu acho que sabe
Sabe que eu te amo
Por mil, mil noites
De tanto tremor
De morrer entre a lua
Tenho-te meu amor
És todo meu eu sei
É por tua causa que
Os anjos me cantam
O teu doce suspiro
Eu morro de doçura
No teu forte abraço
Como eu te amo
Na absoluta serenidade
No céu dourado
Os anjos em segredo
Dançam sobre
Os nossos corpos
De tão glorioso amor
Por mil meu amor.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ANJO

Onde estás tu, meu anjo?
Procuro-te sem cessar
A minha alma angustiada só pensa em ti
O meu pensamento circula de dor
Sei que Deus te levou, mas porquê?
É só silêncio meu anjo, meu filho. ❤

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O SABOR DA VIDA

O sabor da sua dor nega-lhe o sabor do seu sangue
Mágoa das suas lágrimas, do seu sentido suspirar
A morte chamou no encontro com o céu e o inferno
No despertar de um sonho infernal incapaz de sentir
A dor que o atormenta pobre infeliz ou não, quem sabe
O que o espera, no dia que se encontrar com a morte
Tenta levantar-se com a dor que sente, a sua boca está
Seca como o pó do deserto, em poucos minutos sente
O peito a dilacerar jorrando sangue de todos os pecados
Cometidos mal se põe de pé, não sabe onde está ou onde
Se encontra perdeu o norte, o rumo sente calor é incapaz
De superar a dor, sentida na sua alma, alma que há muito
Tempo alguém a cobiça, quer falar mas não consegue
A garganta está seca, sabe a fel, tenta gritar, gritar mas
Não consegue sente agonia, dor na sua débil mente
Recorda com muita saudade todos os momentos vividos
Lembranças boas e más de tantas pessoas que passaram na
Sua longa vida, pessoas que lhe deixaram alguma saudade
As outras ele amou não como gostaria de ter amado pensa
Ele se fosse hoje seria diferente, pensa com a sua débil mente
Os beijos que ficaram por dar a quem ele tanto amou e ama
Os abraços que ficaram perdidos e tantas vezes esquecidos
Grita por dentro de amor com a vontade de amar, amar
De voltar a sarar as feridas no corpo mas sente que a morte
Não o quer deixar voltar à vida, pede perdão pelos suas falhas
Que são muitas ele sabe tem consciência disso, ele sabe que a
Morte está presente, que lhe nega o sabor do sangue e da vida.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

JÁ MEU

Esqueci-me de respirar
Nas setas, nos espinhos

Dardo sangrento de morte
Assassino da minha alma

Dos meus pensamentos
Feridas que eu não nego

Das nossas conversas sutis
Vejo a carne morta da vida

Como ignorar a dor que sinto
Quando só os meus braços

Te pedem amor, carinho

Cego véu que rasga de preto
Os fios de sedas entrelaçados

Come os meus delírios
Como saborosas carícias

No meu corpo, cantam as almas
Para conquistar, apaixonar-me

Tornar a vida num doce passeio
Doce inocente homem que já é meu.

Só meu...Já meu.
❤ (▾◡▾)

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

HÁ VENENO - I

Os meus silêncios
Eles olham para mim
Das janelas do quarto
Vejo refletido a dor
Da angústia sentida
Bebo do copo a água
Envenenada de amor
Lá fora a erva cresce
Lentamente na terra
Amarga chora na folha
Das árvores do vento
Imploram misericórdia
Enquanto as paisagens
Serenas da espinhosa
Morte ficam à espreita
Do sol, da lua, da vida

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

INVERNO MEU

O sol de inverno
Num salto infinito
Sobre a dorsal dor
Mistério que sopra
Para o desconhecido
Com sede de amar
Chove-me na alma
Talha-me o orgulho
Rendo-me à tristeza
Navego com o vento
Neste meu sol de inverno.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

MISCELÂNEA

No meu próprio delírio
Labirinto da minha mente
Numa miscelânea perfeita
Desfruto de tudo que vejo

Mas a agonia que a habita
Neste coração em desalento
Sem rumo afasto-me da vida
É um remoinho em silêncio

Extermina engole o meu sol
Pedra fria num grito silencioso
Ausência sem presença, saída
Calo-me no silêncio que só meu

Longo inverno desencantado
De amarga chuva de sentidos
Uma lágrima persiste na face
Fixo-me numa oração e rezo.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ENCONTRO

Invólucro veloz
Insaciável solidão
Insondável rastro
Carente perfumado
Segredado momento
Distancia-se tardio
Ornamento noturno
Esquecida noitada
Perdida escuridão
Calçada Portuguesa
Esperançosa saudade
Apaixonado sentimento
Ecoado pensamento
Intimista paixão
Amor tão desejado.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TALVEZ

Hoje, estranhamente
Não sei o que escrever
Talvez escreva algo
De dor, talvez de amor
Ou de nada em concreto
Talvez algo já conhecido
Como os versos em cor
Das muitas letras sem dor
Nas palavras de amor
De um sono já acordado
Que repousa num poema
Num verso, numa prosa
Numa saudade ou não.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

MATARAM A COTOVIA

Já mataram a cotovia
Porquê? Pergunto eu
Queria ter voado com ela
Livremente pelo céu azul
Sobre o meu amado mar
Sobre as altas montanhas
Poisar nas fragas geladas
Das nossas serras, dos montes
Que saudades me deixaste?
Ó minha querida cotovia
Em que solidão me deixas-te
Fiquei com os dias tristes
Como as fragas frias das serras
Nevoeiro da imagem que eclode
Na mente, quando de noite cobre o sol
Num véu espesso, que cobre a dor
Ela torna-se cada vez mais intensa?
Persigo os sulcos da saudade
Ó minha doce pequena cotovia.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TU ÉS MEU

Tu és o homem que eu quero
Não temos não existe segredos
Acredita nunca me senti assim
Dás-me alegria, amor e paixão
Entre o céu, a lua, as estrelas
Gosto sentir o teu forte corpo
Nos carinhosos abraços que tu
Me dás, sinto todo o teu amor
Amo beijar-te deixando-te louco
Gosto de saborear-te lentamente
De loucuras que assolam a mente
Nos teus gemidos de tanto prazer
E por segundos sinto-te a escorregar
Pelo meu corpo de ternas sensações
Posso saborear-te a qualquer hora
Sem hora marcada de dia, de noite
Tu és só meu, eu sei tenho a certeza
Dás-me amor quando me sinto só
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, tardes de primavera
Não vivo sem ti, tu és o meu homem.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Amor
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, nas tardes de primavera
Sem ti não vivo, mas isso tu já sabes.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Meu lado leste vazio e transbordando,
Guardarei o tempo que gastaria tentando te explicar o que estou sentindo,
Eu não posso ser apenas um grupo de palavras,
Me sinto tão complexa,
Cheias de experiências,
Sou um lobo fugindo da matilha.

Inserida por maleese

CALÇADA

Aqui estou, aqui me vejo
Num túnel mal iluminado
Esquecida ou encontrada
No meio de tudo, de nada

O corpo flutua e já dorme
Numa vida tão mal contada
Balançando no inexpressivo
Num velho, perdido combate

Sou a bússola na imensidão
Do meu próprio pensamento
Onde os ponteiros do relógio
Não encontram já o caminho

Ao longe o olhar não avista
Num passado num presente
Onde a mente pisa os seixos
Calça já as pedras da calçada.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SIM EU SEI

Morro de ti
Por ti, amor
Do insuportável
Que sou sem ti
Morro de amor de ti
Com a urgência
Da minha pele
Que sente de ti
Morro de ti
Por ti, amor
Com a urgência
Do sabor da tua pele
Que sinto em mim.
Morro em mim de ti.
༻❀༺༻❀༺༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

AMAR SIMPLESMENTE

Amar é respeito é confiança
Amar não é só usufruir do corpo
Não é só dominar como se fosse
Dono do corpo, da alma ou da mente
Amar é respeitar o outro sendo respeitado
Amar é tratar com carinho a pessoa amada
É fazer amor selvagemente dando prazer
A quem amamos, não é saciar só os nossos desejos
Amar é proteger conquistando todos os dias
A pessoa amada, aquela que nos faz palpitar
Amar é fazer a pessoa que tanto amamos
Ser levada às nuvens todas as noites ou dias
Nos gemidos de prazer entre os corpos
É despertar na pessoa amada tudo de bom
Amar é conduzir e deixar ser conduzida
É fazer a pessoa amada sentir-se única
Amar é amar simplesmente deixar-se amar.

- ༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -- ༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Só há uma razão possível para atacar o lobo: ele nega domesticar a sociedade em forma de cão. Os lobos não nascem podres de corpo e alma. São puros como neve. Os cães suprimiram todo o ódio da humanidade. Suprimiram a necessidade do crime, a leve inclinação para à loucura insana, o desespero, o cretinismo congênito, os olhos amendoados derivando instintos.
Se o cão pratica uma virtude, virtude nenhuma será. A virtude como prática é de um tempo morto, tão morto como coisa que pouco importa. Virtude só é virtude quando é impensada, irrefletida, maquinal: instintiva. O lobo é virtuoso pela seu modo de ver as coisas. É espontâneo. É natural. É um espasmo súbito, involuntário. Lobos se sentem mal em formaturas e reuniões semanais nas quais as pessoas narram como a incapacidade de controlar sua raiva lhes causou problemas de sociabilidade.

Inserida por Gazineu

TINTAS E PINCÉIS

Carrega-me nos teus braços
Nesta estrada de fraga vazia
Leva-me a ver o meu amado
Mar, banha-me o corpo com
A tua faminta fome de desejo
Como as ondas do meu mar
Abraçam as pedrinhas, a areia
Deita-me meu amor nos lençóis
Da tua cama, já perfumados de ti
Encaixa o teu forte corpo no meu
Amei-te com as tintas e os pincéis
Amei-te por caminhos sem rumo
Amei-te numa bela poesia colorida
Senti-me tão amada e tão desejada.
༻❀༺༻❀༺༻❀༺ -༻❀༺༻❀༺༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ORIGINAL PINTURA

Escrevo um poema no teu corpo
Sem que fosse uma original pintura
Mas não sou pintor, nem muito menos
Um desenhador, sou alguém que amas
Que tenta escrever um verso no teu corpo
Sem que fosse tatuado, afinal não sou tatuador
Falta-me as tintas de cores ou as agulhas
Mas se eu soubesse ler, tentava ler
O teu corpo na tua bela nudez
Esse dialeto falado dos teus abraços
Ou ainda o alfabeto do calor que exalas
Nas letras soltas escondidas na tua pele
Escritas numa folha qualquer ou não
Dos beijos molhados como cada página
Onde folheio o teu corpo como um livro teu
Com letras minhas agarradas à minha pele
Como é bom ler-te alto nos gemidos do nosso quarto
Ser a mãe de todos os teus filhos pintados no meu peito.
ღ¸.•*¨*•ღ

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

BEIJO

Beijo-te a pele
Apagando-te o fogo
Tatuando o grito
Que no lume explode
No meu peito
Embalo os teus olhos
Onde me debruço no espelho
E as tuas mãos fazem
A minha vontade
De tantos beijos dados
Descansa meu amor
Neste meu verso
Que por ti nasceu
E em ti será eterno.
ღ¸.•*¨*•ღ

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

CAMINHOS NA SERRA

Abro os caminhos por pedras,fragas
Marcadas pelos passos que dei
Para onde vou, eu já não sei
Talvez na verticalidade permaneça
Entre a perdição passo os muros
Que me cercam a alma, o corpo
As fragas choram por mim
Do que sou no amparo da punidade
Subo a serra elevo-me na vertical
Foge-me o coração para os olhos
Vejo a serenidade da serra, do monte branco
Cheio de neve de quieta existência
Deixo o meu sofrimento num sorriso
Senhorial casa esquecida de enroscados
Murmúrios de ruínas em cinzas
Voltei a pisar as fragas de volta a casa
É a serra que me possuí a alma
Onde deixei todos os perdidos caminhos.
༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ALGUÉM

Sem saber que a erva crescia
Sem ver a sua vida a passar
Sem rima com a voz rouca
Senta-se alguém a quem o nome
Me foge, escultura em sentimento
De edificante olhar lá longe
Porque a mensagem não chegava
Nos ritmos cegos de fonemas
Perde o caminho nas consoantes
Novo no vendaval em silêncio
De métricas no seu caminho
Sílabas na linguagem corporal
Criando emoções sem nome
Quando descobre um curto
Regresso ao corpo desejado
Língua simples no escuro
No beijo dado com a elegância
Vê os seus olhos limpos novamente
Das lágrimas, saudades já sentidas
Fiel a si mesmo ao amor que sente
Esconde-o com a passagem de uma nuvem.
༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

EXPLORADOR

Percorres as formas
Do meu corpo
Como um explorador
Cheio de desejo
E na minha boca
Fica o sabor dos
Teus lábios
Na ponta da língua
Numa sublime leitura
Da tua pele nos
Meus sentidos
Cegando-me pelo quente
Suspiro profundo
Na alma com o mel puro
Num abraço em silêncio
Com os olhos
Do coração
Nudez entre as raízes
Ondas quentes da paixão
Já sentida por nós.
༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O VÉU

Trago comigo o véu negro
Do grito da águia já solitária
Ou de uma loba louca em ti
Solto escorro todas as ironias
Do meu corpo brado, selvagem
Onde quero amar-te com loucura
Fazendo-te feliz nesta lava quente
De desejo, onde deixei dormir as palavras
Eco pelo deserto de uma tal labareda
De todas as miragens, dunas da poeira
Que consome tudo ao seu redor
Na memória, cinzas das minhas mágoas
Lembranças dos meus loucos desejos
Que sinto quando te tenho perto
Trago comigo o véu negro da águia
Ou de uma loba que ama em liberdade
Queima a alma ou o corpo em ti.
༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -

Inserida por IsabelRibeiroFonseca