Tag livro
A vida é um livro em branco, cada dia escrevemos uma nova página. Se quiseres ler um bom livro no final de sua vida, releia o que escreveu ontem e se certifique de estar escrevendo uma boa história.
Não precisar provar nada para ninguém não apenas traz paz, mas também plenitude aos nossos dias... Que tal experimentar?
Parei perto, quase como se fosse magneticamente puxada. Cabelos castanhos escuros, bagunçados pro lado. Barba quase que rala emoldurando seu rosto rígido. Sobretudo preto aumentando o ar de mistério de sua feição. Branco, quase pálido e com um olhar capaz de fazer você morrer de amor pelo menos trinta e nove vezes em apenas uma hora. Aquele tipinho de vampirinho de ficção romântica que encanta qualquer menina de dezesseis anos, e mesmo que já não tenha mais tal idade, aquele olhar te fará voltar a ter. Mas o que mais me chamou a atenção foi que ele tinha um livro nas mãos.
— Você não é tão chata.
— Sou, sim, Dex. Juro por Deus, eu mesma me acho chata.
— Bom, eu não acho você chata. — Pegou a mão dela. — Você nunca vai ser chata pra mim. Você é uma em um milhão, Em.
Em mil vidas eu seria grata por você ter me tornado poeta. Mas até hoje eu não entendi porque meu coração precisou ser quebrado.
Ela tem um sorriso tão grande
Que cabe em um livro que fala de amor
Que cabe em um poema de amor
Que com poucas palavras, descreve seu sorriso.
Mas são apenas palavras, que fala de amor...
Há coisas que não da para explicar. Não da nem para tentar. Impossível saber por onde começar. Se eu tentasse abrir a boca, todas as frases se embolariam em um nó gigante. Quaisquer palavras soariam erradas.
Acontece com todos os livros. Mais valioso do que o poder que existe neles, é o jeito como você os lê.
(...) existem sobre a terra duas raças humanas e realmente apenas essas duas: a "raça" das pessoas direitas e a das pessoas torpes. Ambas as "raças" estão amplamente difundidas. Insinuam-se e infiltram-se em todos os grupos; não há grupo constituído exclusivamente de pessoas direitas nem unicamente de pessoas torpes. Neste sentido não existe grupo de "raça pura" (...).
Você deve ser louco o suficiente para encarar as coisas. Louco o suficiente para fugir de algumas... Mas você deve ser necessariamente inteligente para ser o suficiente de todas elas.
Escrever um livro é um ato de "extremo egoísmo", pois nos dispomos à registrar somente aquilo que nos é pertinente.
Não escrevo a lápis para não poder apagar o que foi escrito. Nada deve ser omitido.
Parábola da mentira sobre a verdade. – José Meireles
Em suas várias caminhadas pelo mundo, eis que Ela chega a um lugar estranho, onde avista uma caverna. Curiosa e atrevida Ela adentra aquela caverna escura e triste. Com seu esplendor emana luz e se depara com uma surpresa.
- Quem é você? E o que faz aqui solitária nesta caverna escura e triste?
- Eu!? – Se não sabe é porque me ignora. Mas olhe bem para minha face e saberá que sou sua irmã gêmea. Porém, os opostos nos distanciaram desde a criação e como pode ver, não tenho nem roupas para sair daqui, pois se assim o fizer, serei humilhada e envergonhada.
- Desculpe, mas eu nunca soube que tinha uma irmã gêmea, nem mesmo sabia que você existia.
- Não sabe e nem pode saber, pois seu brilho me esconde e me afasta das pessoas. Sua roupa esta não só em seu corpo, mas todos que a ti tem em si próprio. Empreste-me suas roupas e me deixe sair daqui por um instante, deixe-me por um momento sair sem você e fazer com que me vejam. Arrumarei umas roupas e volto para devolver as suas.
Inocente e pura, Ela se despi e entrega suas roupas para aquela que ao olhar, reflete a sua própria imagem e semelhança.
- Se és o que deseja, tome, vista-se, veja o mundo lá fora e venha me buscar. Mas não demore, pois tenho muito a fazer.
Vestindo as roupas da irmã, ela sai da caverna toda alegre, sorridente e feliz. Porém, se esquece de retornar e buscar sua irmã. Sem ter como sair da caverna, pois estava nua. Cansada, com frio e fome, Ela pega no sono profundo.
Tempos depois, já sem saber quanto havia dormido, Ela desperta e resolve sair da caverna, mesmo sem roupa. Mas algo de horrível acontece ao olhar tudo ao seu redor. Seus olhos não acreditam no que veem. Então se põe a chorar, quando começa a escutar vozes ao seu redor.
- O que pensa que está fazendo longe de sua morada, sua megera? – Diz a Raiva.
- Acaso ficou louca, aqui não há lugar para você. Volte para sua caverna e nunca ouse a sair dela. – Grita a Loucura.
- Sua egoísta, não vê que seu lugar não é neste mundo, suma já daqui. – Fala o Egoísmo.
- Vê-la ao chão assim, me faz rir de alegria. – Solta risos a Alegria.
- Se achas que pode vir aqui roubar tudo, está enganada. – Se irrita a Riqueza.
- Eu choro só de saber quem é você. – Fala em lágrimas a Tristeza.
- Vejo que és linda com sua irmã, mas não pode viver entre nós, causara desavenças ao dividir a beleza de ambas. – Contesta a vaidade.