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Certos lugares que me davam prazer tornaram-se odiosos. Passo diante de uma livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho a impressão de que se acham ali pessoas, exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo-se. É uma espécie de prostituição.
"Tenho encarado a vida da seguinte maneira: Vou indo enquanto puder e se nada der certo, ao menos tenho histórias suficientes para escrever um livro. Meu único receio é a dúvida de não saber em que seção da livraria irei parar."
a VERDADE é das coisas
mais libertadoras que existem,
e a MENTIRA é como
viver numa prisão.
VIVAM LIVRES!
Não sou um conceito, sou apenas um garoto “ferrado” procurando por paz de espírito. Não sou perfeito.
Felicidade! É esse o cheiro dos livros! Felicidade. Por isso que eu sempre quis ter uma livraria. Existe vida melhor do que vender felicidade?
Livraria é o local onde se encontra o prazer, a paz e a alegria, transformando o livro, em mimos, beijos, abraços e carinhos.
Toda vez que a pessoa entra numa livraria, ela está buscando remédio pra se curar. Toda vez que uma livraria fecha, é como um lugar de cura fechando as portas para pessoas que estão doentes e necessitam que aquele lugar se mantenha aberto para que elas também se mantenham vivas.
É inadmissível uma livraria não conter uma estante de livros de ciência, mas é a demanda quem manda lembra?
O que é assustador, justo que é a ciência, a consciência que nos diferencia dos demais animais.
Oração do Leitor
Nossa Senhora da Livraria;
Dai-me forças para não comprar mais livros;
Livrai-me da tentação das ofertas;
Perdoa-me por manter uma pilha sem fim;
Concede-me tempo para eu ler,
e assim dar vida aos personagens em minha mente.
Amém.
Emigrou da Itália, novo ainda, acompanhado de duas irmãs. Ficou em Niterói. Filho de um oficial reformado da Marinha, tinha, certamente, forte inclinação para a carreira Naval. No Brasil, porém, circunstâncias adversas não lhe permitiam satisfazer esse desejo, ser oficial da Marinha. Optou, então, pelo magistério, matriculando-se na Escola Normal de Niterói, onde os três obtiveram o diploma de professor primário. Tão grande já era seu amor pelo Brasil que, ao preencher o formulário para matricular-se na Escola Normal, mentiu e declarou-se natural de Campos. Falava à brasileira. Por falar assim, muitos dos que com ele conviveram, ainda hoje, desconhecem sua origem.Depois de lecionar durante muitos anos dedicou-se, após a jubilação, ao comércio de livros usados, os sebos. Jornalista, iniciou suas atividades no periódico manuscrito e composto em papel almaço pelos próprios redatores, valia, por isso, como prova de caligrafia dos "responsáveis", contou. Deixando de circular O Normalista, passou a colaborar em alguns jornais, evidenciando profundos conhecimentos sobres problemas educacionais apontando falhas e soluções. Prevendo a pouca rentabilidade da profissão de jornalista e, quem sabe, desiludido pela inoperância dos artigos que escrevia, frente à pouca sensibilidade das autoridades da época, passou a escrever apostilas de aritmética e geografia para o curso primário chegando a editar uma Taboada Elementar adotada nas escolas de Niterói. Era também de sua autoria um abecedário na qual as letras eram memorizadas já compondo palavras como ave, banco, casa, dado, etc. Livreiro, instalou-se na Rua Marechal Deodoro quase chegando à Rua da Praia, pelo lado direito de quem desce a rua, em frente ao antigo Tesouro do Estado, junto a antiga loja Rosa de Ouro. Não tinha auxiliares, ele mesmo abria a loja e invariavelmente encerrava bem antes do horário normal, segundo dizia, para evitar despesa com a eletricidade. Mentia para sair mais cedo e encontrar os amigos no Clube de Literatura da cidade, onde recitavam concursos de trovas. Foi dele a autoria da primeira cartilha que li. Circulava lentamente entre rumas de livros, com um indefectível boné de seda preta na cabeça, marcando preços, separando livros por assuntos, colando folhas soltas ou rasgadas. Aos nossos olhos de criança, seu rosto parecia com os dos reis coloridos dos baralhos antigos. Após o almoço, dormia na cadeira, no fundo da livraria, por trás do balcão, com o abafado som de Nelson Gonçalves na vitrola. Não era raro, por isso, nessas ocasiões, o freguês bater palmas para acordá-lo. E, invariavelmente, restava a mim essa função. Bons tempos.
“Às vezes escrevo com seriedade em outras falo brincando, também uso de ironia e digo o que vou pensando. Tem dia que a gente se confunde, e neles a memória falha e aí enxerga um incêndio num simples fogo de palha. Misturo realidade com ilusão, ficção com emoção, juvenil com senil. Tem horas que a trova não sai; tento rimar porta com taramela quando seria tão fácil assimilar com janela. Abandonei a escrita dos livros e migrei para as frases e pensamentos breves com conteúdos nem sempre leves. Livro o leitor folheia, observa o título e a capa, mas a compra não entra na etapa. Na frase tudo é mais enxuto, quando bate o olho já consumiu o produto.”
É preciso aprender a conviver com opiniões diversas e adversas, e acho que o exemplo mais bacana disso é uma livraria ou biblioteca, onde opiniões diversas e antagônicas convivem lado a lado.
O que é uma cidade sem uma livraria? Pode até se chamar de cidade mas, se não tiver uma livraria, sabe que não engana nenhuma alma.
Tenho mania de entrar em livraria. Não precisa nem ser para comprar livros.
O melhor remédio para a ansiedade não está nas farmácias e drogarias, dentro dos frascos de ansiolíticos, está nos sebos, bibliotecas e livrarias, dentro dos livros.
Quando deixam
de te olhar nos olhos,
Quando deixam
de te emprestar os ouvidos,
Quando deixam
de falar inexplicavelmente contigo,
Quando absolutamente
nada conspira a seu favor,
Sempre será o livro que continuará
te fazendo companhia,
viajando, debaixo da chuva,
no meio da guerra
ou quando você se encontrar
absolutamente sozinho.
O livro ensina a ser e a não ser,
por isso escolha bem o seu livro
como quem escolhe o melhor amigo.
Visite uma livraria no seu caminhar, porquanto um livro pode abençoar a sua vida e caminhar feliz por aí.