Tag linguagem
''Generosidade é capacitar todos a progredirem. Aquele que é generoso diz: você primeiro. Ele não fica o tempo todo falando eu, eu. Generosidade é manter os outros na frente. Paradoxalmente, quando a pessoa não tem o desejo de manter-se a frente, ela alcança os frutos que seu coração deseja. A linguagem da generosidade é a linguagem do contentamento e de trazer benefício a todos. Os que falam essa linguagem são chamados de vitoriosos.''
"Isso é UAI
Uai, sô
Uai, sim senhor
Uai, amor
Uai maior
Uai, credo...
Uai cedo é bom dia, como vai?
Uai nasce
Uai cresce
Uai desce montanha a pé ou de avião...
Uai é um trem louco
Uai é tudo
Uai é muito
Uai é pouco
Uai é todo mundo...
Uai é saudade
Uai é uma cidade, é um Belzonte..
Diamantina
Ouro Preto
Machado
Poços de Caldas
Capelinha
Uai até o ET fala em Varginha...
Uai de São Tomé
Uai das letras.
Uai é Prados
Uai é Mariana
Boa Esperança, Uai...
Uai de Três Pontas
Uai de Carrancas
Uai, Pouso Alegre
Uai, São João Da Mata
Uai de Januária
Uai que não me sai do pensamento
Uai na ponta da língua
Uai no fundo do coração...
Uai é quase uma oração...
Um mantra
Uai, Amém!"
Aquilo que é usado para interpretar algo como a distinção do mundo fundamenta-se na diferença entre representar e apresentar ações em desacordos lógicos (com interpretações do mapa das interpretação realista). A seiva da linguagem é análoga ao sangue dos animais: circula por vegetações e alimenta raízes, por absorção da solução existente no solo que é levada ao verdes por meio das células do xilema. São substâncias orgânicas. Tudo o que é verde é xilema. Todo o dilema surge sobre a questão do que é que habita esse reino do indecifrável absurdo, uma vez que não há algo a ser mostrado (em vez de dizer) e, de fato, caracterizá-lo como o oculto e desinteressante. O realismo como objetos que formam a substância do mundo manifesta bipolaridade essencial das proposições lógicas. Como representar sem linguagem?
A morte que nos falta está para o duplo que de nós criamos, a cada momento, desde a nossa primeira imagem, linguagem e pensamento.
A língua é como um rio que se renova, enquanto a gramática normativa é como a água do igapó, que envelhece, não gera vida nova a não ser que venham as inundações.
Linguagens
Notei que o vôo negro da hipálage
não tinha o mel dos lábios da metáfora,
e mais notara, se não fora a enálage,
e mais voara, se não fosse a anáfora.
Chorei dois oceanos de hipérbole,
duas velas cortaram a metonímia.
O pé da catacrese já marchava
no compasso toante dessa rima.
Verteu prantos a anímica floresta,
mas entramos dentro do pleonasmo,
‘stamos em pleno oceano da aférese...
Vai-se um expletivo, outro e outro mais...
Os poetas somos muito silépticos;
os poemas, elípticos demais.
O tudo, na verdade, não é nada. Somos símbolos. Somos criações simbólicas que construímos como nossas verdades. Mas, que na verdade não são verdades concretas. Somos transitórios porque não determinamos mesmo tentando determinar. Somos um ser simbólico com linguagens, onde construímos o símbolo como representação do nosso eu. Por que, senão, não teríamos referência do nosso próprio eu e isso acarretaria na irracionalidade.
Desenvolver o domínio da linguagem, da leitura, da escrita e ampliar o conhecimento é uma conquista, um caminhar em direção à cidadania.
Multiplicidade básica da utilização da linguagem: ordenar algo a alguém ou fenômenos da natureza; apresentar ou propor algo, descrever um elemento ou objeto, narrar um acontecimento, conjeturar hipóteses, idealizar, mentir, mentir muito, inventar, mostrar manifestação de gratidão e exprimir. Animais empregam comunicações visuais, químicas e sonoras por coações adaptativas. Não estou afirmando que um Sabiá-laranjeira possa pedir uma pizza. A economia linguística Dar nome as coisas é etiquetar. Alguns anfíbios podem expressar agressividade ou galanteio apenas invertendo os padrões dos sons emitidos. Um Rouxinol pode memorizar em média 600 padrões distintos de canto. Aparentemente, quanto mais uma espécie imita ou se permite imitar o som de outro grupo, maior a complexidade dos padrões observados. Imaginem cetáceos expressando conceitos naturais, emoções tão complicadas como levar a mão no bolso e descobrir que sua carteira não está lá ou discar 138 e aplicar um xaveco virtual, sensações íntimas como privação de sono, isolamento do baleal, crise existencial; que flertam com a gramática.
A multiplicidade da linguagem apenas define pontos dentro e fora da edificação de um espírito* atuante da rigidez da consciência. Se faz necessário um córtex hipertrofiado e complexo para fornecer valores idealistas a seres conscientes e fora de uma moralidade, Estado ou civilidade?
Por que, então, a humanidade não há muito tempo se extinguiu durante grandes diálogos ou conversas inconscientes? Por que apenas um número bastante pequeno de SERES deixam de existir pelo motivo de não saber lidar ou sublimar o diminuto de viver? Por que a cognição lhes dá mais do que eles podem carregar? Ou descarregar? Fato sólido: a maioria das pessoas aprendem a salvar-se artificialmente, não lidando com you-know-who, limitando o conteúdo da consciência.
Então, a linguagem não verbal, por conta dos mesmos objetivos da verbal, também me prende às formas e me deforma. Desta vez, a estética tira a beleza dos meus olhos. Porque a caricatura é ruim.
A linguagem das emoções humanas, usada para descrever as relações do homem com Deus — a devoção, o temor, o amor, o arrependimento, a esperança etc. — é toda constituída de metáforas e símbolos que, em vez de traduzir essas relações de maneira apropriada e fidedigna, não fazem senão assinalar, justamente, a fronteira entre o expressável e o inexpressável. O que vejo por toda parte, no mundo religioso, é no entanto um grosseiro antropomorfismo materialista que desespiritualiza a vida do espírito e a reduz ao jogo vulgar das emoções terrestres.
Quero dizer a linguagem pura
Sem ter medo da usura
Quando você se cala
E nada mais fala
Pulas de um degrau falando
A todo o momento desprezando
O que o Mestre Ensina
E o que Ele sempre determina
Nós súbitos degraus da lembrança
Choras como humilde criança
Lembrando o que perdeu
O sonho que ainda não morreu.
Que ainda há esperança
Depois da tempestade a bonança
Trazendo felicidade e união
Amor e fé no coração
A diferença entre ler uma crônica esportiva e um paper sobre quantificações do efeito Helmholtz–Kohlrausch?
O texto técnico é maçante. Não porque o assunto não seja interessante, mas porque o pesquisador não possui uma linguagem acessível para comunicar suas ideias. Ou porque o trabalho está ininteligível, indecifrável, impenetrável. Quem melhor do que o Kant para explicar suas ideias? Qualquer professor de filosofia do ensino médio ou escritor de "filosofia-no-bolso". Talvez não TODO PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO.
Difícil é escrever fluido e cirúrgico, empático e simples sem deixar a exatidão. Difícil é ser um Darwin. Sua escrita é quase inigualável para despertar ideias em pessoas que estão envolvidas com a ciência e que exercem o esforço adequado para envolvê-las. Embora um texto intrincado não seja sinônimo de complexo. Sempre há uma tentação de justificar a própria incapacidade de entender algo afirmando que não é possível entender.
A comunicação pela linguagem deveria ser muito mais aberta e solta
Tudo que se fala é um tabu
Até o sentimento foi capitalizado
Dirigimos máquinas de uma suprema nobreza
Mas não saímos nem da primeira marcha
Nunca cortamos o giro
Não queremos “disperdiçar” energia
Queremos “conservar” o mortor
Só que nunca conhecemos os limites
Pois não há limites, fomos nós que impomos eles
Queremos manipular um câmbio automático
Só que enquanto operamos essa máquina do tempo tudo nos está acessível
Colidimos porque queremos
Escolhemos não dar passagem
Escolhemos não freiar
A ideia não é acelerar e sim “ser um” com o trânsito
Nem tão pouco temer a alta velocidade
Na verdade essa “velocidade” é apenas sua percepção de tempo
Assim como “distância” é percepção de espaço
“Leiam o manual da pág.7 nas relações de sinônimos”
Minha busca...
(Nilo Ribeiro)
Te sentir por perto,
é minha vontade eterna,
isto é mais certo
que o sol aqui na Terra
obter sentido para vida,
este é o meu plano,
pois sei que não duvida,
o quanto eu te amo
buscar meu espaço,
interior ou não,
receber teu abraço,
doar meu coração
minha alma direcionar,
meu espírito acalmar,
minha mente se orientar,
meu coração te entregar
te dou meu afago,
te amarei todo dia,
meu amor eu propago,
nesta simples poesia
esta é minha busca,
mesmo profano pecador,
mas sei que ela é justa,
pois é a linguagem do amor...
Nessa corrida insana atrás da tecnologia, nos preocupamos com o equipamento que vamos usar, mas esquecemos o mais importante no processo criativo, que é o estudo da linguagem. Eu decidi frear esse desespero. Ao invés de investir em equipamentos caros, invisto meu tempo na busca e o entendimento da comunicação cinematográfica. To cansado de ver fotogramas lindos sem nenhum sentimento por trás. Tem muito filme feito em super8 ou celular, contendo mais sentimento e estudo, que produções gravadas com Arri.
O melhor equipamento não é o mais caro, e sim aquele que você consegue extrair o que precisa. Chega de arte vazia.
Independente do contexto, elas, as aspas, carregam um significado ímpar à linguagem, já que são responsáveis por abrir alas às ideias, pensamentos, argumentos, ou, enfim, qualquer enunciado que represente um ser pensante, determinando assim o rumo da história de algo ou alguém.
Se a pessoa não souber transmitir sobre algo e de forma espontânea é sinal que ela não sabe muito sobre o assunto.
"O mito da caverna é uma linguagem simbólica ou uma metáfora, pois o que sai da caverna é a nossa consciência e não o corpo físico, aliais o corpo físico permanece interagindo com os outros, mas como criar estratégicas para despertar os outros? Só com muita sabedoria - luz da razão."
Somos um avião ou meros passageiros? os pensamentos prisioneiros decolam na pulsão…
Nos sonhos há versos sem trilha, sem rima, nem nexo, mas é o ouro, o próprio tesouro da constelação… Os rabiscos da linguagem dão forma, daquilo que a gente não conhece.