Tag língua
A língua é uma extensão do cérebro, quando alguém mostra a língua, na realidade esta mostrando a personalidade.
Ter medo de ser esquecida é o pior dos medos. É como tentar fugir da velhice, não adianta, ela sempre chega. E as vezes, você já é velha e nem sabe. As vezes, você já foi esquecida, até por você mesma. A ignorância nunca pareceu ser tão atraente não é? Ela te chama, ela quer te agarrar, e você deixa. Você deixa. Você deixa se levar. Não há como resistir a uma boa dose de ilusão fantasiada de felicidade. Mas como toda ilusão acaba, o produto é negativo, o resultado é negativo. E tudo se torna escuro. Você se sente esquecida. Você está se perdendo. E a gente sabe, na vida, na vida, ninguém está disposto a te encontrar.
Precisamos ter cuidado ao acionar nossa língua, porque basta somente uma palavra e ser o suficiente para disparar o gatilho da discórdia
A LÍNGUA
Oh língua ferramenta imbuída
Em emitir o pensar
Com a nobre tarefa
De deleitar almas
Entoas como a mais feroz
Das armas
A mais terrível das dores
E como em um escorrer
Espessos e cortante língua...
Tornas-te vil, sombria
E ma
Porventura não seria tu
Objeto de prazer?
De satisfação?
Porque almejas a impiedade
Não sabes, pois tu
Que a noite encobre
O dia?
Por ventura esqueces-tês?
Que o alimento sacia o corpo
E a doçura a alma?
Entretanto sois a pior de todas as pragas
O pior de todos os venenos
Aquele que corre e escorre
Sois uma aversão maldita
Pútrida dentre teus finos lábios
Te tornastes
A mais vil dentre as criaturas
Dentre todos os órgãos
Dentre a torpe restou
Apenas tu Língua ...
(Marta Freitas)
Não façam farofa de Machado... pois sua genialidade está justamente na linguagem e na sua crítica sagaz! Deixem o Machado de Assis em paz!
Onde há a comida que me alimenta, há também os cheiros e os sabores dela, mas não sentirei nenhum prazer se não tivesse em minha própria língua e olfato a percepção e a distinção dos mesmos. Portanto, sou a razão do prazer que sinto. Se o prazer é pecado, então nossa existência é pecado.
Trava língua
Aquela mania de me deixar sem ter o que falar... Parecia uma ação involuntária, como minha mania de passar a mão na barba enquanto converso. Aquilo era quase um escudo ativo por tempo indeterminado, que não me deixava chegar mais perto do que eu estava. Complicado, pra quem fala tanto, a tanta gente e tantas coisas, ficar sem ter o que dizer. Deixar as palavras se derreterem como sorvete no copo até virar milk shake... Enquanto isso, cada palavra que ela me dizia, me deixava mais congelado, impedido de reagir. Aquela mania de me deixar sem ter o que falar acabava me tornando mais proativo e perspicaz. Eu não precisava falar para fazer. O verbo também significa ação e dessa palavra eu gosto. Burlar o escudo passou a ser uma meta, a preocupação uma consequência e o carinho que eu criava se tornou uma bela companhia. Embora não conseguisse falar, me cabia a escrita, meu grito silencioso como um bocejo. E lembrar que isso tudo já havia sido pensado em outro momento, que meu bloquinho digital já tinha rabiscos sobre o silêncio, sobre saudade e cuidado. Agora já chega, acabei falando demais sem me dar conta que era pra você... A língua trava... Aquela mania de me deixar sem ter o que falar, ainda iria me fazer te deixar sem ter o que fazer.
MAIS EMPATIA
Ainda que não concordemos com algumas atitudes, não devemos julgar as escolhas alheias. Se não calçamos os mesmos sapatos, se não trilhamos os mesmos caminhos, se não tivemos a mesma criação, as mesmas possibilidades, não temos o direito de achar isso ou aquilo... Devemos ter mais empatia e motivar as pessoas, e isso quando elas nos dão permissão para que entremos em suas vidas — com conselhos de quem realmente se importa e ora — antes de liberar qualquer palavra, pois a mesma língua que possui capacidade para curar, se não vigiar, mata.
— Jucelya McAllister
Audácia sedenta por momentos atrevidos, mãos que toquem os seus lindos cabelos, a sua pele macia, que amassem e levantem aos poucos o seu vestido, a euforia de beijos incessantes que beijem o seu pescoço, os seus lábios, uma língua que convide a sua para dançar suavemente, beijando e sentindo o perfume do seu belo corpo, sendo tratada de um jeito bastante aprazível, intensamente, acarinhada, ao ponto de transformar qualquer lugar em um paraíso, tocada no físico e na alma, de ficar brilhando de tanto suor, o brilho provocado pelo êxtase, por instintos e desejos correspondidos, que durante o dia possa se unir à resplandecência do sol e à noite com o esplendor das estrelas, um amor em um tom apimentado, romântico, uma paixão incomparável, destacando-se numa densa escuridão, em diversos cantos, assim como num quarto, deixando os lençóis afastados, a cama desforrada, espíritos avivados, um tipo de arte talvez abstrata e com o devido significado semelhante ao seu olhar audacioso que diz muito mesmo sem fazer uso das palavras.
A língua do ser humano o membro mais perigoso
do corpo pois com abençoa a Deus, e com ela
amaldiçoa a própria vida.
Quem só é fluente em palavras não só deixa de dizer muita coisa, como também deixa de entender muitas outras.
A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. Ele está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras; sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto.
Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor.
Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza.
Não há língua definitiva e inalteravelmente formada. Todas se formam, reformam e transformam continuamente.
Apesar do amor ser um idioma universal há pessoas que não o entendem, não porque não querem ou porque são más, mas porque são analfabetas, quando crianças não lhes foi ensinado essa linguagem, não lhes foi ensinado a amar e receber amor. Só é capaz de amar aquele que quando criança foi intensamente amado.
A língua é uma zona de conflito
Se é verdade ou mentira.
Não interessa.
Mas a língua tem pressa.
De causar a intriga.
O manso e o valente.
A razão ou atenuante.
A língua sempre dando rasantes.
Colocando a água quente.
Quem sente, quem sofre.
No jogo de abrir o cofre.
A língua sempre causando ferida.
Desde antigamente na casa de Onofre.
Lamentável, de fato.
Quase sempre o mundo comete o ato.
A língua que separa e junta.
Percebe se no olfato.
O cheiro dessa fajuta.
Todos usam e precisa equilibrar.
Confusão e desarmonia.
O que se cria todo dia.
Livre me dessa agonia.
Do coração aflito.
Eu tenho e sei.
A língua é uma zona de conflito.
Giovane Silva Santos
Não há nada pior
do que a fofoca
pessoas falando sem saber
o que na mente se entoca
Falam porque ouviram falar
algo que nem conferem
e começam a esparramar
boatos que a outros ferem
Cada um aumenta um ponto
e a história se propaga
de um jeito até maroto
cresce como se fosse praga
Fujam dessas pessoas
que parecem maritacas
nada tem de boas
só línguas afiadas como facas