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Eu não acredito no tipo de magia dos meus livros. Mas eu acredito algo muito mágico pode acontecer quando você lê um bom livro.
Os melhores momentos na leitura são quando você se depara com algo - um pensamento, um sentimento, um modo de olhar as coisas - o qual você tinha pensado que era especial e particular para você. Agora aqui está, estabelecido por outra pessoa, uma pessoa que você nunca conheceu, alguém mesmo que esteja morto há muito tempo. E é como se surgisse uma mão e segurasse na sua.
Sabia que um livro não era só um livro. Tudo tinha um significado. Havia uma teia invisível que conectava as palavras. Era como magia.
Quem tem o hábito contumaz de ler bons livros, frequentemente torna-se um bom mestre, um bom escritor e bom orador.
Cresci sabendo que queria ser escritora. Desde os tempos de menina, livros têm me oferecido visões de novos mundos diferentes daquele com o qual eu tinha mais familiaridade. Como terras exóticas e estranhas, livros me proporcionaram aventura, novas formas de pensar e de ser. Sobretudo, apresentaram uma diferente perspectiva, que quase sempre me forçava a sair da zona de conforto. Eu ficava admirada por livros poderem oferecer pontos de vista diferentes, por palavras em uma página poderem me transformar e me mudar, alterar minha mente.
Quando me param na rua, em uma praça ou no trem para me perguntar quais livros ler, eu sempre respondo: “Leia aquilo que te apaixona, essa será a única coisa que te ajudará a suportar a existência.”
Os livros são as suas naves,
Desbravadores leitores, seres insaciáveis,
Viajantes que trafegam
entre universos alternativos.
Quando suas próprias realidades
os deixam fadigados ou aflitos, dispostos ou entediados,
cada um na sua necessidade de usufruir um pouco de liberdade.
Um bom motivo para sair à procura
de uma aventura, à segurança de um abrigo,
ou um amor de verdade.
Um suspense temido, enfim, quem sabe? O que for preciso.
Poder viajar é libertador,
ser feliz com vontade
sendo um caro leitor.
Toda leitura é parcial, mas isso não nos absolve da busca pelo propósito, que nos define como espécie.
Nós nos perdemos no que lemos, apenas para retornar a nós mesmos transformados e parte de um mundo mais expansivo.
Quem não lê é mais analfabeto do que quem não sabe ler.
O amor pelo livro nos refina e nos liberta de muitas servidões.
Você só descobre que está no caminho certo, quando percebe que a lista de leitura é mais extensa do que a expectativa de vida.
O jornalismo permite que seus leitores testemunhem a história. A ficção dá aos seus leitores a oportunidade de vivê-la.
"Isso é arte, uma melodia que se ouve, uma poesia que se conta, uma pintura a qual nos inspiramos e uma fotografia que nos marca em algum momento."
“Acredito que existe uma centelha divina em um bom livro. Energia essa que irradia quem escreve e ilumina quem lê.”
Os livros que eu li e amei estão sempre por perto. Não só pra, volta e meia, dar uma namorada de olho com eles, alisar um bocadinho a lombada, fazer uma festa na capa, mas também pra, de vez em quando, convidar, vamos de novo? e lá ficarmos os dois, outra vez esquecidos do mundo, nessa tal de amarração de quem escreve e de quem lê.