Tag gótico
Depois de três cortes, três gotas de sangue se misturam com três gotas de lágrimas. Assim sei que está tudo bem, e poderei sorrir, sorrir, e sorrir. E assim, ao menos fingir estar feliz por fora.
Pelos sussurros do vento, pelo meu corpo sobe um calafrio, a criatura de olhos brancos e aparência sombrinha parada ao lado, cochicha-me ao ouvido, "irei fazer que seus piores pesadelos, se tornem os melhores".
E assim consigo descansar em paz!
Quando eu vejo seus olhos azuis, a luz do luar me conduz, a um caminho sem volta, onde minha mente se liberta e se solta, e te vejo nessa fria e profunda imensidão, e Você se torna minha linda luz guia, nessa linda e sombria escuridão
EPITÁFIO
Abstraindo de minhas memórias moribundas
No enlutado da cripta cinzenta à imagem de um sonho remoto... mas essa ablepsia faminta turva meus anseios.
Essa mortalha mortiça que se debruça sobre mim;
Restando apenas esse sonâmbulo do crepúsculo
Neste vil cenário ornado de obras mortas'
'Eis-me mais um enfeite tumular enfeitando estre antro depravado...
Nas nuanças da desolação... perambulando pela noite nimbosa
Olvidado das lembranças, restando apenas a sombra de uma esperança...
Como um corvo velho fadado a murmurar seu impreco...
Sussurros nefastos jorrando aos ventos, apenas lamentos da língua de um moribundo'
'E aqui inerte na frialdade da necrópole...
Neste túmulo orvalhado qual urde a morte me anseia
Deixo inscrito o epitáfio “Ceifeiro”.
Corvo
Pelo fúnebre âmago e mortiço, exalo pela língua bifurcada de um enfermo, resmungos amargos de um moribundo idiota... Apenas flagelos de uma mente turva e onusta de angústia e um olhar agourento, desprovido do alento que se diluiu em desalento, gotas mornas transbordam os umbrais de minhas janelas... deixando minhas pálpebras orvalhadas, apenas um momento, mórbido e melancólico, enuviado de alusão... o que foi embora... e olhar nefasto do corvo, tão sagaz e lúgubre, já me espreita sem demora, na ânsia de me libertar e no pesar me devora.
(Inspirado no poema de Poe; O Corvo)
O GATO PRETO
Alma negra que percorre a noite
No telhado briga, ama, e mia. Frígida!
Ao brilho da lua, num acoite
Uma paulada fria tira uma vida
Das sete que se tinha na alma
Renasce frio como uma hidra
Dum cemitério cheio de camas,
Descansa nos olhos amarelos a irá
De um bichano astuto e misterioso
Que ao voltar da morte cansativa
Devora os olhos do ser monstruoso
Que lhe tirou uma vida progressiva.
Uma alma vazia, não pode ser tirada.
Assim, se você já está morto por dentro, não há como morrer por fora.
Sempre fui aquela.
A menina do cantinho,sim a última opção,a excluída,todos esses nomes.Era difícil não me importar,conter a vontade de me matar para n ter de conviver mais com aquelas pessoas.Isso Magoava...
Nessa noite irei encontrar meu destino
Apenas um pouco de luz para poder sonhar
Tentarei libertar minha alma,não desejo ficar preso para sempre neste lugar
Minhas memórias ficarão e acharam meu caminho
Então deixe ir minhas memórias para elas desvanecer se na pouca luz que me resta
Nesse exato momento prezo para escolher meu destino antes do mundo cair
Hoje eu poderia morrer feliz. Mesmo sem entender os escassos e breves momentos em que agradecemos estar vivos para poder simplesmente aproveitar alguma ocasião especial.
Há beleza no canto fúnebre. Na incompreendida passagem para lá.
Garanto que neste caso, vendo como arte, afastar-se um pouco para que assim possa apreciar não é necessário. A beleza do necrótico canto da morte está em ouvi-lo de perto, em alto e em bom som.
Saboreias o pesadelo da tua dor
Baixas o teu olhar, submisso
Eu a observo, incapaz de sorrir
É a mágoa torturante que nos acaricia
Teus lábios tristes chamam-me
Sinto-te implorar por salvação
Eu sangro todas as noites,
pensando em você.
Sacrifico-me todos os dias por
você,
Agora não sou eu que vivo,
você vive em mim.
Você vive em meu
pensamento,
Você vive em meu olhar,
Você vive tudo em mim,
Você vive me possuindo todo
instante, todo minuto, todo o
dia.
Sangrarei até o ultimo dia de
minha triste vida pensando em
você,
Cortaria meus pulsos se você
sorrisse pra mim novamente,
Daria minha vida,
Daria minha alma,
Mataria,
Só pra ter você novamente.
Nunca falei à frase, Eu te amo!
Mas pra você eu diria, repetiria
a cada segundo bem alto para
todo o universo ouvir.
Sangrando eu gritaria...
- EU TE AMOOOO!
A Procura da Paz
Deitado eu estou
Viajando na minha imaginação
Criando um novo mundo
Onde eu posso encontra-la.
Do nada e de repente
Tudo começa a desmoronar
Minha visão perfeita se torna obscura
Um ódio toma conta de mim
O sol já não brilha mais
Á nuvens escuras em toda parte
Rios de sangue.
Eu tento me livra desse pesadelo
Mas não consigo
Algo bloqueia minha passagem para o mundo real.
Não tem jeito
O mundo era perfeito com você
Mas o ódio veio e acabou com tudo.
Então me levanto
Caminho ate o ultimo andar
Olho ao meu redor
Não sinto mais o ar suave como antes
Vejo poluição em todo canto.
Á barulho em todo lugar.
Você me deixou
Não ha mais motivo para vive nesse mundo
Onde não te encontro.
Esqueço-me de tudo e vou
Enquanto estou caindo
Passa por mim
Cada momento da vida
O porquê disso tudo.
Olho para baixo
Uns vinte metros para morte
Peço a Deus pela ultima vez
Senhor acabe com essa guerra,
Tire o ódio do coração das pessoas
E traga de volta a paz.
Então fecho meus olhos
E sinto paz pela última vez.
Perdido
Eu continuo fadado a correr,
como os ponteiros de um relógio,
sempre um atrás do outro.
Eu me sinto como uma bússola desprovida do norte.
Sou como o pesadelo, sempre buscando seu irmão...
Mas o sonho me crucifica … ou será eu a me mesmo?
Não sou nada mais que os despojos de uma névoa tênue e esvaecida, tão abastada de vida como o suspiro de um moribundo.
Apenas vestígios de um destino amargo; triste e olvidado; como uma noite qualquer!
Quem sou?
Não sei se sou uma sombra, ou um ser perturbado por uma névoa esquizofrênica.
Não sei o que sou... ou o que me tornei... me sinto como uma dor fantasma... como uma veia, só que sem sangue.
Isto tudo iludi minha mórbida e suposta existência, ainda não sei, talvez eu esteja infinitamente perdido... como uma voz conversando com uma caverna... talvez eu seja o eco de uma vida passada... Tudo é tão embaraçoso... ou estou realmente no limbo?
No fundo sei que estou preso... mas onde?
Para onde fui? (no inferno, você imagina)
Numa poça, eu posso ver olhares fúnebres e distorcidos
Olhos sem brilhos, como uma mortalha sobre o olhar de um cego.
Sinto que não importa onde quer que eu vá, minha mente não dar vida além dessas muralhas sombrias e transparentes.
A paisagem mórbida e fúnebre me assombra.
Para onde foi enviada minha sombra profana?
Presa nessa floresta infestada de vultos com olhares melancólicos?!
Caminho, e caminho e nada muda, apenas a profunda escuridão em meu interior:
- Quem sou? Para onde fui arrastado? Qual será meu castigo?
Talvez isso seja um pesadelo, ou apenas a mente de um esquizofrênico.
Prisão
Nos momentos mais escuros
A dúvida vela minha visão
E só consigo ver muros
Não sei o que é real...
Mas minha interna prisão... é muito real.
Olho para a minhas memorias
Mas eu não consigo ver nada
A não ser todos aqueles que se foram...
E só restou meu trono... num império de melancolia.
É que nesses dias minh’alma
Encontra-se tão atormentada
Cheia de pensamentos quebrados.
As noites são mais escuras
Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo.
As vezes penso que não passa de um pesadelo
E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.
Soturno como o amenizar da alvorada
Jaz moribundo em meu quarto
As volúpias que me enfeitiçava as ideias
Sem ter mais seus lábios vaporosos!
Cismando em meu consciente pesaroso,as estrelas!
Até minhas d' alvas não brilham em meu coração.
O que me resta? A penumbra para mim é mais bela
Leviano pelos próprios pensamentos.
Ignoto,ah! Como sou, malfadado não sabes nada
Sou uma pluma sem penas um sol sem raiar
No alto do céu há uma colcha prata
Nem mesmo ela brilha para mim, o que me restas?
Me restas ti, mas venha logo para diante de mim!
Para que eu possa aterrissar minha fronte em teu sorriso
Para que minha alma escura vire penumbra
Alma pura! Não demore mais, venha para perto de mim!
"Me leve, me leve embora agora
Para longe de tudo
Para bem longe desse mundo
Pois eu não aguento mais"
Eu queria
Eu queria um jardim
Apenas de rosas negras e mortas
Assim como eu
São lindas
Sombrias
E mortas
Mórbidas
E melancólicas
Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.
Para o mundo que brilha sombriamente
Em comunhão com a escuridão
Onde a intemporalidade gera tranquilidade;
E eu na sarcástica petulância
De fugir do meu receio...
Confinando-me a esta cela
De estranhezas e desprezo
Contra essas paredes
De uma realidade há muito tempo fraturada,
e que sangra-me a carne já mortificada...
Que enferruja-me as entranhas de meu cerne
E aprisiona-me neste ergástulo de memórias nevoentas...
O brilho opaco de névoas urdidas por almas já olvidadas...
E os uivos agonizantes de um páramo murchando
Envolto em decadência...
Minha solidão grita em versos depressivos...
Ansiando arranhar esse refúgio até se fender
Ou colapsar, como tecidos frágeis.
Sinto-me engaiolado, sibilando uma canção para o tédio;
Ele que dilacera o espírito; fruto pútrido dessa Quarentena.
E eu olho para os olhos brilhantes desse loop...
Que semeia sofrimento ainda mais desenfreado
Rasgando-me... Mais sou apenas mais uma planta neste cenário sombrio.