Tag gestor
“Pensar a organização globalmente significa não somente ter clientes internacionais, ou agir em outros países, mas também usufruir de disponibilidades ou conceitos do comércio e mercado mundial.”
“As organizações deixaram de ser limitadas pelas fronteiras de seus países: compras, vendas, prestações de serviços e negócios passaram a ser realizadas, em tempo real, por indivíduos de países distintos através da internet.”
“É preciso preparar os gestores para colocar as organizações em uma rota segura e eficaz. E mais, esses precisam ter consciência de como e aonde querem levar suas organizações.”
“Um consultor precisa ter conhecimento de mercado, experiência. Mas também é imperioso, para que esse possa utilizar e adaptar com eficácia, metodologias e teorias organizacionais, que tenha uma formação sólida, que vá bem além de só um curso de graduação ou de uma especialização de final de semana.”
“Algumas consultorias, em suas atuações, mesmo diante da limitação dos gestores, ainda tentam inserir as novas tecnologias e modelos de gestão de forma segmentada, mas o processo de contextualização, utilizando as estruturas existentes, conhecimentos ou paradigmas organizacionais já vencidos, impedem o sucesso.”
“Imagine que e preciso ensinar um grupo a chegar a um determinado local da forma mais rápida possível e confortável. Porem, para uma parte desse grupo diante de valores, crenças ou princípios, não e possível ensinar a pilotar um avião; a outra parte do grupo, também diante de outros valores, crenças ou princípios, não e possível ensinar a dirigir um automóvel. A solução, que apesar de não ser a mais rápida, mas que será a possível e diante do contexto a mais eficaz, seria ensinar as duas partes a pedalar e ir de bicicleta.”
“As organizações são seus colaboradores. Assim, a satisfação e comprometimento desses são imperiosos para o bom andamento do dia a dia organizacional.”
“Para sobreviver a organização precisa ser competitiva, e isso só vai acontecer de forma continuada se seus procedimentos e práticas tiverem identidade, ao serem associados ou respeitarem seus valores e aspectos culturais, em processos internos de aprendizagem própria e customizada.”
“Os achismos, os milagrosos métodos, as panaceias, os poderosos consultores ou coaches, as aprendizagens de finais de semana, o faz de conta, as picaretagens, as porralouquices precisam ser banidas do meio organizacional.”
A persuasão é uma arte que funciona por prazo determinado e na falta da verdade, logo a fantasia aparece.
O GESTOR
Com essa historia de crise lembrei agora, anos atrás, quando trabalhava numa repartição publica, agora extinta, na ocasião tava acontecendo um lance com os ares-condicionados, que quebravam e não voltavam mais, ficavam empilhados na oficina por falta de peças, o negocio era rezar pra que não quebrasse, pois senão ficaria só com a ventilação natural soprada do buraco na parede onde antes ele ocupava, ou abrindo as janelas, também mantendo a porta aberta e suando o resto do dia. O gestor da empresa, da época, o presidente, teve que se afastar para disputar o cargo de deputado estadual e deixou em seu lugar para terminar os dois anos restante dos quatro que duravam, um amigo, pra tapar o buraco, quebrar o galho. Ai antes de o homem chegar começou os sensacionalistas de plantão, já é de praxe, a "rádio corredor", a espalhar de onde o homem tinha vindo soltaram até fogos quando ele saiu, imagine que perigo, a peça que vinha, pobre da gente. Mas, o temível homem chegou. A primeira coisa que ele fez, mesmo dia, na hora do almoço, foi almoçar com a gente no refeitório, entrando na fila e tudo, de bandeja como fosse peão, a turma ficou assim... estupefata...Onde já se viu?! A primeira vez... Um doutor almoçando aqui! " - A comida da mulher dele... " Um gracejou ao meu lado, "pra preferir almoçar aqui.. ". É, porque "Os dotô" vão almoçar em casa e voltam mais tarde. Esse inovou. Após o almoço em sua sala, ele perguntou, estranhando, pelos ares-condicionados do refeitório, almoçou no calor, já tinham até tapado a abertura, disseram que tavam na oficina por falta de peças para repósição, não tinha dinheiro pra comprar. Ele mandou chamar um funcionário e incumbiu de anotar numa prancheta de sala em sala aonde tava faltando ar-condicionado, na outra semana, chegou um caminhão baú com ar condicionado tudo novo, da marca Cônsul, lembro bem, branco gelo, os defeituosos foram jogados fora . E tem mais, na época estava ocorrendo uma epidemia de cólera, doença da idade media, mas, que tinha voltado, e tudo mundo passou a trazer garrafas Pet com água de casa, adicionadas de algumas gotas de Hipoclorito de Sódio, água sanitária mesmo, pra matar os micróbios da cólera e lavar tudo por dentro, na sala que eu estava na ocasião a gente fez uma vaquinha e comprou um gelágua, e toda semana um caminhão da agua mineral Indaia passava e um o calunga, trazia um garrafão e cada um se coçava e tirava umas moedinhas dos bolsos e comprávamos. O "dotô" soube e determinou, que ninguém mais compraria agua mineral, que ficaria a cargo da empresa, bastando apensas requisitar ao almoxarifado, e cada sala ganhou um gelágua. Tá achando que ele tá fazendo muito? Teve mais, substituiu toda frota da empresa, as latas-velhas que não aguentavam ir daqui pra Petrolina ou mais perto até e ficavam no caminho e mandou os veículos antigos pro leilão. Reformou todos os banheiros da empresa, mandou por chuveiro aonde não tinha, lâmpadas, pintar portas, fez a parte dele. Reativou a Associação Recreativa, a mais de ano fechada, o cupim comendo, e voltou a ter festas na época de São João, de ano novo, de novo. Até a turma que gosta de tomar uma gostava do "dotô": " - O doutor é legal! Gosta de tomar uma com a gente", soube. Depois teve a ideia de fazer uma licitação publica pra mudar o plano de saúde, escolhemos o melhor e mudamos. O "dotô" pegou o trem andando e em dois anos fez o que em quatro o outro não faria, pelo jeito. Não sei de onde ele tirou tanto dinheiro se antes não tinha ao menos para comprar as peças dos ares-condicionados. Não sei que mágica ele fez, só sei que fez, o povo quer ver resultado. Surpreendente esse "dotô", excelente gestor.
A caneta do bom gestor público deve derramar uma boa dose de tinta do senso ético, responsabilidade social, espírito comunitário e transparência em seus atos.
"Amor em administração deve ser ficar pensando, traduzir e conseguir produzir algo útil desses sonhos malucos, obtendo resultados, mesmo diante de tantas e naturais imperfeições."
O recurso público é restrito para muitas prefeituras, mas com um planejamento estratégico bem elaborado e boa vontade do(a) prefeito(a) é possível atender a todas as demandas prioritárias da sociedade.
Todo gestor público deve fundamentar as suas decisões, agindo sempre para atender o interesse da coletividade, isso não é área de sombra nem prolixidade, trata-se de transparência e necessidade.
Se o gestor público não conhece o modelo da Nova Administração Pública neozelandesa então fica difícil atender o desiderato a que se propõe, sendo melhor seguir outros rumos ou buscar outras alternativas de vida.
No Brasil, é costumeiro que o eleitor ao presenciar a péssima gestão do atual governante sinta saudade do antecessor. Esquece-se, entretanto, de que também considerava a autoridade anterior uma grande lástima. Não seria inteligente vislumbrar alternativas?