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Lembranças Campeiras
No final da noite
fria,
o vento corta,
cortando a pele
queimada,
com cheiro de suor
e terra.
O sol espia
no horizonte
e clareia o dia.
No chão,
o fogo dança
e espreita
por entre toras.
Na trempe,
a água esquenta
pra fazer o mate
dessas horas.
No espeto,
a carne cheira
enchendo o ar
das narinas
rudes e geladas.
A mão que sova a erva
aguarda
a água quente
pra servir à roda,
com rostos marcados,
de boca em boca,
sorrindo ao dia
que nasce nas coxilhas.
No pampa guasca
é mais um dia
de um conto
gaúcho.
Saudações para o Rio Grande do Sul...
Gente barbaridade de buena e simpatica...
Trilegal de buena na verdade...
ENCANTOS DOS PAGOS GAUCHOS
Marcial Salaverry
A lindeza da natureza...
A incomparável beleza das prendas...
O Sul é terra de mil belezas...
Fascina e encanta
quem vai para os pagos gaúchos...
A vastidão dos pampas...
o verde dos pastos...
Bah, guria...
É inesquecível tudo o que se vive por lá...
As churrasqueadas...
A costela no bafo...
Aquela roda de chimarrão,
selando as amizades...
E os bailados do folclore gaúcho?
Coisa más linda de se ver...
Trilegal de bueno...
Minha linda prenda...
Deposito meu poncho a teus pés..
Assim é o sul...
Assim são as belezas dos pagos gauchos...
Visitar os pampas...
E não esquecer jamais...
Marcial Salaverry
Barbaridade de gente tri simpatica estes filhos das plagas gaúchas...
Sempre prontos a matear e assar uma costela com amizades que surgem...
Um gaucho pilchado sempre recebe bem os chegantes...
E aquela roda de mate, selando amizades que ficam, e amores que surgem...
Saudades de um bom chimarrão, e de uma linda prenda,
Marcial
ENCANTOS DOS PAGOS GAÚCHOS
Marcial Salaverry
A lindeza da natureza...
A incomparável beleza das prendas...
O Sul é terra de mil belezas,
que fascina e encanta
quem vai para os pagos gaúchos...
A vastidão dos pampas,
o verde dos pastos...
Barbaridade de terra linda...
Bah, guria...
É inesquecível tudo o que se vive por lá...
As churrasqueadas...
A costela no bafo...
Aquela roda de chimarrão,
selando as amizades...
E os bailados do folclore gaúcho?
Coisa más linda de se ver...
Trilegal de bueno...
Minha linda prenda...
Deposito meu poncho a teus pés..
Assim é o sul...
Assim são as belezas dos pagos gauchos...
Visitar os pampas...
Algo para não esquecer jamais...
Encanto para olhos e alma...
Marcial Salaverry
08.07.07
Se queres falar do rio grande, fale com emoção, pois aqui o povo e vibrante, sempre de cuia na mão, não se engane quem pensou que o corona deixaria o gaúcho sem tradição,
O vírus que vá embora nos deixe viver no rincão.
Aqui nos pampas até o vento assovia avisando que a noite vai ser fria.
A serração esconde o Guaíba, para o sol esquentar o dia, passando a casa dos 30gr com o calor que irradia.
Gaúcho que é gaúcho não gosta de solidão, somos todos hospitaleiro adoramos um bom churrasco chimarrão.
Aqui tem muita cultura e beleza, muita fartura na mesa, para nós solidariedade é riqueza.
Aqui a gauchada é moderna, tem prenda que usa vestido, e outra que usa bombacha, pra nós o importante não é a vestimenta e sim o orgulho.
O corona nos levou muitas vidas, mas se engana quem pensou que a guerra foi vencida, ainda esperemos vacinação nos pias e nas gurias.
Já estamos com saudades dos domingos na redenção.
Terra dos campeões do mundo
Aqui o povo não se mixa por dinheiro até porque não tem um tostão.
Se sairemos desse entrevero, levantaremos as mãos para o céu, agradecendo a Deus pela nossa saúde.
Um viva aos gaúchos de todas as querências desta cuia chamada Rio Grande do Sul.
Orgulho de ser brasileiro e gaúcho de tradição.
Pedido de um fronteiriço...
Pra quem vier da Fronteira...
Me traga alguns presente...
Um Conaplole de leite...
Media luna e um pomelo...
Um vidro de caramelo...
Alegria e boa notícia...
Uma Norteña una Patrícia...
Um abraco do chibeiro...
Não esqueça do palheiro...
Do chouriço nem do pancho...
Um pedacito de chancho...
Pra vestimenta alpargata...
Uma solingen de prata...
Aquilo que é flor de faca...
Pra atravessar na guaiaca...
Em mode de precisão...
Por fim, daquele chão...
De regalo a boina encarnada...
pras festa da gauchada...
Me bombeando de primeira...
Saberem que sou da Fronteira...
E não preciso mais nada...
"Diante tantas inundações
Se foram tantas vidas e recordações
Histórias vividas em seu cotidiano
Levadas e lavadas por um pano
Tormenta,
afomenta,
dias não passam,
águas não baixam
Dor,
amor
Recomeço,
esperança
Resiliência,
paciência
Estamos juntos nessa luta,
povo sofrido que reluta,
Unidos, fortes e bravos
Nada segura este povo injustiçado."
Eu aprendi com os gaúchos que a carência é o sentimento de falta, enquanto a querência vai além de um simples lugar: é um lar, um refúgio de afeto e aconchego. Essa distinção evidencia claramente a diferença entre desejar algo e verdadeiramente querer.
O Lenço Gaúcho
Olhando para o seu lenço
vermelho batendo no peito
graças ao vento minuano,
faz com que eu viaje
no tempo onde aprendi
que existem vinte maneiras
de dar nós e que existem
outros mais desafiadores
na vida do que cada um deles.
Não existe o impossível
para quem não desiste,
o lenço gaúcho antes de parar
no pescoço era usado na cabeça
da nossa gente campesina
recebeu influência do Oriente,
e me ocorre na mente
que com a lenda da Teiniaguá
não foi nenhum pouco diferente.
Só sei que quando surgiu
a disputa pelo poder
os gaúchos se dividiram
entre Maragatos com lenços
vermelhos e Chimangos
com os seus lenços brancos
e os que usavam os seus
lenços carijós de duas cores
com miúdos quadriculados
porque não queriam se aborrecer.
Só sei que você com este
olhar hipnotizante tal qual
um divertido caleidoscópio
e com este lenço no pescoço
é tão lindo que faria um acordo
com o tempo para que não
aja nenhuma vil distração
para que o amor não corra nenhum
risco de se perder pelo caminho.