Tag demetrio
Na sala da minha casa tem uma TV que não liga.
Eu poderia mandá-la para arrumar ou jogar fora
e comprar outra nova, mas eu gosto dela assim.
Aprecio sua companhia e seu afável silêncio.
Às vezes sento-me no sofá e fico olhando para ela.
Ela é preta, e quando está dia me reflete.
É nesse momento em que eu paro para pensar em mim.
Gosto de ser espectador dos capítulos da minha vida.
Agora penso: se a TV estivesse ligada eu não me veria.
É tão fútil ouvir falarem sobre sua programação.
Eu não preciso desse falso entretenimento e viva alienação.
Preciso demais de mais vida e me ver na tela preta.
Peço desculpa se eu não soube te entender.
De todos os meus erros,
não ter te escutado é o que eu mais odeio.
Gosto quando te pego me olhando
e como desvia rapidamente o olhar
e disfarça quando percebe que te vi
Nem todo sentimento
precisa de palavras
para ser transmitido,
mas meu singelo carinho
está nessas entrelinhas,
em cada letra escrita
pensada especialmente
em você e para você.
O Brasil não é a Venezuela. Por aqui, o "Estado de Direito" é definido pelo Judiciário, não pelo Instituto Lula, o PT ou mesmo o Planalto.
A alma autoritária do chavismo revela-se pela qualificação de "vende-pátria" dirigida aos oposicionistas.
Um dia eu fui trotskista e um dia eu rompi com o trotskismo e com o marxismo, por imaginar, ou, por chegar à conclusão de que o marxismo se acredita dono do futuro. E a crença de que você tem a chave da história, de que você sabe o que vai acontecer e o que deve acontecer no futuro é uma crença fundamentalmente totalitária. Porque se você sabe, e os outros não, para onde se dirige a humanidade, então você tem a justificativa pra calar os outros.
Quis marchar frente a seu batalhão de desprezo
e me aliar ao que restava de sua paixão
para tentar assim derrotar a muralha de desespero
que me cercava e me fazia solidão.
Você deixou de subir em minha aeronave
e comigo passear em meus parques de alegrias
de lembranças tão próximas.
Eu te quero tão bem pequena,
por isso foi tão difícil me jogar daquela cabine
e me perder daquele sonho tão real.
Sob influência desse vício que me enfraquece
eu não escolho entre felicidade e desespero.
Não me importo mais em ter controle.
Só queria mais um pouco de você;
Mas quando o assunto é você.
Confesso que me torno um descontrolado.
E eu não gosto de perder o sentido
e me sentir assim tão vulnerável.
Eu fico sem certeza de nada.
E nem sei por que volto aqui.
Existem coisas que eu faço
apenas para sentir-me dono de mim.
Coisas que me provam que eu ainda
possuo algum poder sobre minhas escolhas.
As horas passam rápido demais
quando eu não quero que passem.
E se eu quero que elas corram,
Elas freiam e passam tão devagar.
Você diz que "a vida é curta para pensar demais".
Então devemos esquecer tudo
e aproveitar o que há de melhor para nós
sem revirar o que se perdeu ou o que sobrou.
E você diz tudo como se fosse simples para mim.
Como se fosse fácil viver sem coração.
Não, eu ainda não aprendi a viver sem recordação.
Mas "'finjo esquecer' do mesmo modo que finjo viver".
Seria possível viver sem passado e ainda assim evoluir?
Como é que eu seleciono o que esquecer?
E se eu me esquecesse de tudo eu cometeria os mesmos erros com você?
Eu só queria viver em paz!
Você então me questiona se eu não vejo nem assim as verdades.
Como se a verdade em meio a tantas mentiras tivesse algum valor. (e a dor?)
E agora quem vai me mostrar o que é verdadeiro e o que é falso
se em um amanhã pode ser que nada mais valha o que valeu? (como aconteceu).
Agora eu poderia falar o seu nome,
mas os outros nem precisam saber,
pois isso só tem importância para nós mesmos.
E nosso final é o fato de que o enredo jamais será mudado.
Lutei para não pedir para tu ficar.
Morri de rir para fingir não querer chorar.
Fujo para quando tu voltar eu não estar para te perdoar.
Não existe certo ou errado.
A culpa nunca é de ninguém.
Tudo apenas acontece.
Viva o dia-a-dia pensando no agora.