Sorriso
Rir e não cansar de rir... rir liberta, contagia e é gostoso, quando é são!Porque o riso que vem da alma, faz bem!
Há uma diferença entre o riso dos loucos e o riso dos hipócritas.
Os hipócritas riem dos sãos.
Os loucos riem dos hipócritas.
'RISO DE OUTRORA'
Por ti eu chorei de amor,
me deixaste na solidão,
Em frangalhos deixou meu coração,
não mais segurou minha mão e nem sequer
disse adeus, simplesmente se foi.
Tranquei meu coração por dentro e joguei a
chave fora
Um dia tudo passa, tudo melhora.
Voltarei a sorrir aquele riso de outrora que iluminava meu mundo.
Haverá um novo amanhã
Um novo alvorecer
Estou jogando semente de risos no solo
Que breve há de brotar e lindamente florescer .
Guardo na minha caixinha dourada
Pedaços de alegria que foi espalhada ao vento, junto com retalhos do meu sorriso,
Tenho fé e esperança
Ainda terei de volta meu sorriso igual sorriso feliz inocente de criança.
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
' NOVO FLORIR '
Nas labutas da vida,
O riso meio apagado,
mesmo meio sofrida,
Com as angústias da lida,
Não podemos esquecer,
Que na hora de florescer ,
Ainda que o caminho,
A ser pervagado ,
O Criador,está sempre
Ao nosso lado !
Levante-se, caso cair
Com força, Fé e coragem ,
Carregando na bagagem
Um sorriso bem contente,
São ferramentas,
da vida, pra gente
Em frente seguir
Plante um outro jardim
E começarás a sorrir,
Quando entre belas flores,
Entre variadas cores,
Com alegria na vida
Terás um novo florir !
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados sob a Lei -9.610/98
I
Saudades não será
mais uma tragédia
esquecida na Pátria
onde no mesmo dia
o riso foi arrancado.
A dor dos nossos
não comove nem
mesmo os nossos,
o meu coração
continua doendo.
Insone porque falta
o oxigênio essencial,
sobra provocação
a todo o instante
e urge todo cuidado.
O nosso drama não
comove ninguém
por todos os lados,
o meu coração
está aos pedaços.
Nesta América Latina
onde nos pisoteiam
o tempo inteiro e vidas
escapam como um
furacão entre os nossos dedos,
como as que perdidas
nos campos do Império.
As mortes banalizadas
em todos os instantes,
e tem gente que acha
que há como viver como antes.
II
Não sei mais o quê
falar onde possíveis
falsas notícias dizem
que presos políticos
civis foram levados
aos cárceres comuns.
Não sei mais o quê
falar onde possíveis
falsas notícias dizem
que presos políticos
militares foram levados
para Ramo Verde.
Perguntar até onde
foi parar o General
que está preso inocente
é falar com as paredes,
mas mesmo sem
sucesso ainda peço
confirmação ao Universo.
Nesta América Latina
viciada em indiferenças
e traições como
as sofridas por El Salvador
que brincam nas estações
com cada um dos nervos
e fazem perder paradeiros
como os de jovens na Colômbia,
e seguimos fingindo que
nada disso está acontecendo.
Creio que entre o riso e o choro há uma discreta melancolia, que nos permite sempre louvar a Deus derramando lágrimas ao cantar sorrindo
A presença do palhaço na sociedade não é para garantir o riso, é para consolar a alma daquele que chora
Até uma ideia abstrata sair do inconsciente e se manifestar como concreta no consciente, o riso se transforma em pranto nos ardilosos caminhos rumo à psique
O riso em hora inoportuna jamais mascara os dissabores da maldade, muito pelo contrário, ele os evidencia
Alguns que riram de mim agora choram... Mas não me rebaixo ao riso fácil. Observo em silêncio, com a serenidade de quem compreende o ciclo da vida.
Quem tem a boca cheia de riso e a língua de júbilo, deve ser a restauração da cabeça do povo de Deus.
As meninas
As meninas têm riso frouxo
lágrimas sinceras
e vida no coração.
As meninas dançam na calçada,
trazendo o pagode como ostentação.
As meninas desfilam na Praça,
ousam nas escadas da vida,
corajosas e triunfantes diante dos desafios
As meninas cantam, discursam,
seguem vendadas pela vida,
enxergando tudo ao seu redor...
Ah! Essas meninas.
Que enfeitam de alegria o árido sertão,
exalando perfume e sorrisos de emoção.
Valnia Véras
Um dia será choro, noutro riso simpático, tudo leva a crer que vivemos numa realidade virtual com dores sentimentos força e tristeza, mundo afora vivendo um paradoxo incompreendido por capricho ou irrelevância secundário, tudo estar ocuto e visível no entanto não a clareza específica do universo que vivemos.
"Uma medida certa de senso de humor revela sintomas de uma alma contente, assim como o riso exagerado é disfarce de uma alma doente.
Evan do Carmo
SONETO DO RISO HUMANO
A angústia Sartriana, tristeza do primata
espinho que maltrata a alma com terror
quicá fosse alegria, espasmos de amor
o riso é inumano, ilusão da vida ingrata.
Da vida idealizada, da paz tão almejada
De medos, incertezas, daquilo que queremos
de tudo que sonhamos, até do que vivemos
o riso é um disfarce, uma máscara condenada.
A nos questionar se somos gente ou animal
o riso humano revela o que tentamos esconder
práticas inconfessáveis, ora de bem ora de mal.
Onde mora a dor, o choro espera o riso
tudo o que fazemos, queremos um motivo
o homem sonha a vida, a morte o paraíso.
Evan do Carmo 07/04/2018
O Riso da Razão
A razão nos trouxe longe demais.
Fez-se lâmina, espelho, consciência.
Inventou nomes para o que morre,
catalogou a tragédia, pesou a sombra,
criou a ilusão do controle.
Mas a morte ri.
Riu de Sócrates quando bebeu o veneno,
riu de Hamlet segurando o crânio,
ri agora de nós,
tão lúcidos, tão preparados,
tão certos de tudo que se esfarela.
A arte nasce dessa consciência:
sabemos que vamos morrer,
então escrevemos.
O poema é a voz do desespero
mas também do desafio.
Dissimula a finitude, mas não a nega.
Rabisca no ar um sentido impossível,
um mapa para lugar nenhum.
E ainda assim, rimos.
Porque entendemos o jogo.
Porque, no fim, a única resposta à morte
é este delírio lúcido—
este poema.
Riso ao Ar Livre
Esperamos o que não vem,
erguemos muros para o vento,
nos calamos para dizer nada.
O tempo, cego e mudo,
tropeça nas próprias pegadas.
Rimos—
não do mundo, mas dentro dele,
não por graça, mas por ruína.
A palavra falha, repete,
cai como pedra no abismo
e volta em eco de gargalhada.
Beckett escreve silêncio,
Kafka lê a tragédia e ri,
Nietzsche dança na beira do abismo.
Deleuze escancara a porta
e nos joga para fora:
o pensamento precisa respirar.
Riso esquizo, riso seco,
o cômico do além-do-humano.
Entre os escombros da certeza,
só resta essa alegria dura,
essa centelha, esse clarão.
E no fim—
quando tudo desmorona,
quando o palco está vazio,
quando a última palavra falha—
só nos resta rir.