Sonetos de Amor
SONETO DO DESEJO
Quero-te no desejo sem fim
Um beijo que poete o amor
Aos sons dum anjo querubim
Assim.... no coração amador!
Que o olhar feche ao rumor
Da desdita, e vire-se pra mim
E beije-me com todo ardor
No meu amor que está afim
Viva só para a minha vida
Num esterno doce querer
Sem você ela é repartida
Quero-te no meu peito, ser
Prazer, e aos teus pés caída
A minha paixão, o meu viver!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/03/2020 – Cerrado goiano
POR AMOR (soneto)
Se por amor, nesta fortuna há sorte
Deixai a força dita para a satisfação
- Hoje, vazia e cansada deste porte
Minh’alma se abrirá pra está razão
E, em sede de querer ser consorte
Sobre o sentimento pus a emoção
Onde o silêncio no peito era forte
Agora deixo desabitada a solidão
Bendito seja pelo ideal podido!
Pelo beijo dado, e o bem querer
Pelo amor que no eu, é nascido
Pela envoltura, vividas no prazer
Pela a alegria da ventura ter sido
Por amor, vale a pena assim ser!...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/03/2020, 04’55” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
REGÊNCIA (soneto)
Como quisesse poeta ser, delirando
As poesias de amor, nas rimas afora
O beijo, o abraço que o desejo cora
A solidão assediou e trovou nefando
Vazios estros, de voo sem comando
Sombrios, que no papel assim espora
Os versos, sangrando e uivando, chora
Implora, num rimar sem ser brando...
Estranho lampejo, assim compungido
Que dói o peito, sem nenhum carinho
Quando a prosa era para ser de paixão
Então, neste turbilhão me vejo perdido
Onde o prazer se faz tão pequenininho
Vão... e a desilusão é quem regi a mão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONETO ROMÂNTICO
Ah! quem há de condenar, o amor certo
Aquele que a emoção aprecia e suspira
Que no abraço e olhar, não tem mentira
E o hálito do beijo, fica então, tão perto
A paixão ferve, sem desventura com ira
Tem querer! e alma com sonho inserto
E no peito, ideia leve, e coração aberto
Ah! como é bom o afeto doce e caipira
E neste molde pra expressão de tudo
Saúdo o bem querer que se faz infinito
Que é rito na poesia e ali se agiganta
Na fortuna tanta, tanto ter, e nada mudo
Tudo canta, levanta, e se do amor é dito:
- eu te amo! É romantismo que encanta.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONETO EM SILÊNCIO
Este é o azarado malfeito no amor
Que os sonhos afoga na garganta
E, solitariamente, vive no dissabor
Aos olhares outros nunca encanta
Deixado, no escuro e sem assessor
Vaga. E, ao cabo de solidão tanta
No desejo pouco coexistiu amador
E com o tempo o vazio só agiganta
Coração deserto, lágrimas e pranto
O silêncio no peito é um pesar tonto
E aos lábios frios a carência acaricia
Num beijo sem calor e sem manto
Onde está sensação é sem pesponto
E a emoção sem apaixonada poesia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/03/2020, 06’45” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
EVOCAR (soneto)
Meu amor diz-me como chamas
- 0 nome que deixei de recitar
Diz-me para não mais me calar
Nada além, diz-me se me amas
Diz-me apenas se tenho lugar
Ainda no teu peito em chamas
E nas lembranças se tu reclamas
Ou se no ignoto vou assim ficar
Minhas lágrimas são só saudade
Nesta felicidade que desaprendi
E os versos tornaram-se metade
Para que o coração lembre de ti
Então, diz-me teu nome, brade!
Antes que eu seja, nada, por ai!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/03/2020, 10’42” – Cerrado goiano
EM CONFISSÃO (soneto)
Meu amor, minha paixão (dor e o contento)
Meu fado azarão, dedo turvo na predileção
O meu devaneio vestido, e desnudo o alento
Quanto o vulgo, sentimento, pura desilusão
Santo confessor! Ao meu flagelo fique atento
Sabeis tudo, tudo.... - dos segredos do coração
Meus lamentos, em vão, desastrado juramento
Nas juras, ao luar, evolou só insensata emoção
Um cativo na noite infinita, ó noite tão infinda
Sabeis que sem afeto o mundo é uma mentira
E que rude é a lágrima que escorre tão sofrida
Eis o meu amor, quebrável, em súplicas ainda
Santo confessor! Deste desventurado caipira
Quem pode detê-lo sem pô-lo de partida? ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/03/2020, 23’13” – Cerrado goiano
Sóneto.
És meu primeiro amor, e único
Em cada gesto, um abraço sincero
Teus olhos guardam um universo
De sonhos que guardo,em verso doce e terno.
Te encontro nas tardes de sol radiante,
No perfume das flores, no canto dos pássaros,
Teus gestos, um abraço e abrigo constante,
Meu coração canta, em nossos doces momentos.
Lembro das tardes de domingo, na igrejinha,
A simplicidade de um olhar que diz tudo,
Numa história que vive em cada sentimento,
Um amor que floresce, no mútuo respeito.
E mesmo que as estações passem vorazes,
Que o mundo lá fora insista em mudar,
Nosso laço é forte, não é feito de fases,
És meu primeiro amor, vou sempre te amar.
Agora e sempre, no caminho que traçamos
Teu nome gravado em cada batida
Este amor é eterno, em versos e planos
Meu único amor, és minha poesia querida.
Soneto: Sentir
Meu verso hoje é de amor
Sentimento mais puro não tem
Como uma rosa vermelha
Só colhe ao superar o espinho
O amor supera o tempo
O mar em tempestades
É ele quem pilota o barco
Seu tempo é a reciprocidade
Amor é flor de todas estações
É se deixar levar pelo olhar
Pra sintonizar dois corações
Amor é evolução contrapartida
Solidão também é necessário
Mas só amor dá sentido a vida
Autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 13/04/2020 às 11:00 horas
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
Soneto: Um ser amor
Meu verso hoje é de amor
Sentimento mais leve não há
Como girassóis na alvorada
Olham para o sol sem parar
O amor tem a voz do vento
Nessa infinita vastidão
Duas almas que se precisam
Se tornam um só coração
Amor não é um mar de rosas
Mas é flor de todas estações
É sentimento que por ora vaza
Amor não é se perder no tempo
No amor o verão é eterno
Sua beleza reside no coração
Autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 15/05/2020 às 11:40 horas
Soneto inspirado na música
Um ser amor de #PaulaFernandes
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
'SONETO DE UM GRANDE AMOR'
Um dia pedi a Deus,
Você para mim, e vi
o brilho nos olhos teus
Ao declarar me para ti,
Tu és um sentimento
Sem nenhuma explicação,
és a voz do meu silêncio
Numa louca paixão.
Que posso dizer eu
Desse amor sem fim ?
Se teu amor não é meu
Mas vives dentro de mim ?
Tu fostes para mim meu tudo e meu nada
Meus sonhos coloridos
Dos meus contos de fada !
Me afoguei nesses louco amor,
e até a morte te amarei
Com intensidade, fidelidade e fervor !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
'SONETO REALIDADE'
Laborioso é acreditar no amor,
Amar com tanto louvor e fervor,
Após tanto engano, desengano
Descarte num canto do abandono.
Dói no peito e arde na alma
Daquele que foi deixado pra traz,
Ainda é preciso seguir com calma
Pois para quem deixou tanto faz.
Melhores dias virão a trazer felicidade
Sem perder o encanto pela vida
Dentro da realidade
Nesses versos me descrevo com esperança,
Nesse chão que me criei tenho fé
Sou guerreira sem espada , sou mulher !
Maria Francisca Leite ...✍️
Direitos autorais reservados sob a
lei - 9.610/98
SONETO- EXPLOSÃO DE AMOR
fico a sonhar como eu queria que você viesse,
Novamente a fazer morada em meu coração;
Devaneios, Como queria que você quisesse ,
Até o infinito Viver comigo, uma eterna paixão !
Não imaginas como eu queria ver o teu sorriso ,
A fazer morada eternamente no meu paraíso;
Ver brilho de teus olhos novamente regressar
E infinitamente dentro de minh'alma adentrar !
E se um dia você resolver voltar: realmente vier ,Juntos dormindo no mesmo espaço na cama ,
E nos alimentarmos no mesmo prato e talher.
Mas é tão só, um sonho meu , uma pura ilusão;
Onde o corpo clama, pede e minh'alma quer ampla ,sublime explosão de amor, sevocê vier
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a Lei - 9/.610/98
Sonetos
Sonetos para cortejar
e celebrar os desejos
e sonhos de amor,
Tenha a certeza que
haverão de acontecer
quando você chegar.
TARDIA CONFISSÃO
Uma pequena mancha avermelhada,
Corpo imóvel, e mente em disparada,
Como um vulto as recordações passavam
Assim mente e corpo se separavam.
Figura robusta imóvel jazia,
Encharcada no vinho carmesim,
Uma jovem observava-o e sofria,
Futuro perdido num frenesim.
Jovem apaixonada,desistira,
Decidiu livrar-se daquela dor,
Pelo mesmo caminho ela seguira,
Em busca d'eterna felicidade,
Desperta n'escuridão o encontrou,
Enfim juntos por toda eternidade.
BUSCA
Sigo os teus passos por onde tu andas,
mendigo um olhar, um aperto de mão,
sufoco a minha voz que fere ouvidos
que nunca ouviram o meu coração.
Nunca me ouves e eu vou dividido,
angustiado por não te alcançar.
Na verdade te seguem restos de mim,
implorando um sorriso, um pouco de paz.
Fito o teu semblante, teus lábios fugidios
que as esperanças em mim sepultaram.
Pela altivez com que disseste o "não!"
Não tens piedade e o meu vulto te segue
e os meus passos que nunca te encontraram,
são pingos de amor, esquecidos no chão!
(in “Moleque Atrevido” )
Farsa
Inventei tantos disfarces para a minha dor!
Desnudei a alma e embriaguei-me de solidão.
E mesmo diante de tão grande inquietação,
Mantive sempre um sorriso no meu rosto.
Se não fui, quis parecer feliz a qualquer custo!
E esconder do mundo todo o meu desgosto.
Quis ser sempre de tudo o oposto, ainda que,
por dentro, todo o meu ser estivesse de luto.
Nunca os meus olhos verteram uma lágrima!
Nem diante da morte expressei algum lamento.
Nem interjeições de espanto ou sofrimento!
Guardava comigo, engolia à seco, disfarçava!
Não fraquejei um só instante, quis ser forte! Mas
quando te perdi, meu amor, tornei-me tão fraco!
MEU AMOR NÃO TEM AMARRAS
Meu amor não é só nem solidão nenhuma
É olhar sem sujeição, sem leito de abrigo
Um navegante eterno, talvez um castigo
Não sei, só sei que é leve tal uma pluma
Por isso amador constante, sem um leme
No desejo, são gemidos e delírios d’amor
Vasto na liberdade, e tão cheio de ardor
Da saudade, o que o coração mais teme
Assim vou, assim, por aí me encontrarás
Entre carinhos, os beijos, então me verás
solto, e tão farto de propósitos e garras
Tristezas não trago, trago o afeto pra dar
Deixando sensação, que me dou ao chegar
Pois, sou, e o meu amor não tem amarras
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10, junho, 2021, 18’18” – Araguari, MG
MÃE – MULHER AMOR
Tu que nasceste mulher – É graça divina!
Tu que tens o amor eterno e verdadeiro...
Do Espírito Santo, foi dado a ti o primeiro
E único afeto que aos corações fascina...
Porque tu és a afeição e a luz que ilumina
O caminho de tuas gerações por inteiro,
E em teu coração, não há amor derradeiro
Que a possa atingir, e por nada a desatina.
Tu que és mulher progênie e de inteira glória
Porque não negas em ti o amor-perfeito
Que foi dado inteiramente em tua memória.
Não reside em outro ser paixão que se impõe...
Tanto o quanto a ti, as dádivas do teu peito,
Porque tu és mulher! Porque tu és mãe!
POR TODA A VIDA
Pela estrada vou andando ao destino
Em busca do amor que me prometeu!
Viverei pela vida... Por um desatino
Que os anjos almejaram entre tu e eu...
Sou por ti um viajante, um peregrino
Que a lua diverge, pois não me deu
A paixão por acercar um amor divino
Sob a luz que te brilha, e em ti viveu!
A buscar-te por todo o tempo sagrado,
Por todo o sonho virdes ao meu lado
A saber, que não existe outro alguém!
Mas, amor, onde cruzar o teu caminho?
Será que quando eu estiver bem velhinho
O fim da vida me trará você também?