Sementes
Despeço-me do rio, das folhas ao vento,
Dos pensamentos inconstantes,
Dos amores e das sementes
Despeço-me do mar, do quintal, do pomar
Construirei meu jardim sob um novo despertar
Peço licença pra chegar e lançar sonhos eternos
Sobre a sombra do luar, sem me despedir jamais
Deste novo lugar.
Faça sempre a diferença, mesmo estando entre iguais.
Depois serão notadas as sementes que você plantou e não
o meio em que você viveu.
Os frutos que possui hoje são sementes semeadas no passado e fato semeia o bem colheras o bem,semeia o mal e aguente as consequências.
Como se fossem flores
Durante a vida fui colhendo sementes
Como pétalas de flores
As guardei cuidadosamente
Aquelas que podem trazer alegria
Ao coração da gente
Sementes da paz
Que todos nós almejamos
Sementes do equilíbrio
Equilibrando o bem e o mal
Sementes dos bons pensamentos
Levando-nos as boas ações
Sementes da amizade
Procurada incansavelmente
Sementes do amor
Que entrelaça homens e mulheres
Sementes da felicidade
Que podem ser encontradas através
De um sentimento completamente
Adquirido pelo amor
Alguém precisa estas sementes semear
Jogá-las ao vento aos punhados
Até que encontre a terra arada
Que as irá fazer germinar
Pode ser eu, você ou quem a quiser
Somente precisam ser distribuídas com amor
Regadas com sorrisos
Com simpatia do coração
Como se fossem flores
Quem semeia boas sementes,não se atemoriza com a chegada do mal tempo.Ventos fortes a espalham, chuvas fortes a regam...depois Deus nos brinda com um belo arco-íris e tudo volta a ser melhor do era antes.Vamos plantar e cuidar das sementes que estamos lançando hoje,pois o plantio é opcional mas a colheita é obrigatória!
Que o seu dia seja de muita paz...
O amor isola na senzala
Ilusão acerca um porão que a cerca
Sonhos sofridos sozinhos
Sementes de frutos infecundos
O espaço solto na mente
Restrito, arrastado, racionado
Escondido o desespero deserto
Entrecortada a sílaba amada
Misto de sabor sem sal
Preste à atenção ao que você está plantando,
lembre-se de que são das sementes que plantamos que colheremos os frutos.
Sulcos
Por entre as sementes que planto e cuido
Procuro raízes que penso fincar
Mas vem a seca e teima em matar
O fruto que pensei colher
Em meio à plantação
O mato cresce sem distinção
Abafando meus sonhos semeados
Na terra que arei com tanto cuidado
Os sulcos do solo
Se confundem com minhas rugas
Ambos criados sob o sol escaldante
E de péssimas aparências
Sou princípio do mesmo chão
Que aguarda mansamente por mim
E cava sulcos sem distinção
Em mim e no chão
Chão esse que há de me engolir
E para sempre me silenciar
E quem sabe, com sorte, fazer de mim
Adubo de minhas próprias sementes
(Nane-10/11/2014)
O que lançastes na terra fértil de teu passado, germina sementes que florescerá frutos num futuro onde a colheita será a consequência de tuas atitudes hoje.
E você, acredita em coincidências ou providências? Segue os passos do acaso ou cultiva as sementes de um amor que germina?
Para que hoje seu dia seja abençoado, todas as sementes irão se transformar em jardim de felicidade.