Repetição
Estamos fadados a escravidão da repetição eterna, sobre pressão contínua e mortífera.... Afinal, porque acham que existe uma proposta de salvação? Ninguém tem que ser salvo, do que não seja uma desgraça... Não há ilusão, que exclua a desgraça.
Começo já me perdoando pela repetição de palavras, mas é que entre essa história, rodou o tudo em uma coisa só. O amor, o olhar.
Foi um romance aparentemente eterno. Um amor jamais imaginado, na cabeça dela. Na dele confesso que não sei, mas o seu olhar dizia por qualquer palavra.
Eduarda era daquelas meninas desapaixonadas, que não gostava do amor, fazia de tudo um pouco para dizer que não amava a ninguém.
Gustavo era daqueles de rosas, poemas e romantismo. Só faltava realmente a coragem.
Eduarda sonhou com ele, Gustavo já pensava nela. No outro dia, quando ela o notou, lembrou do sonho… Que eles diziam que iam ficar juntos. Na mesma hora ela se apaixonou por aquele novo amor. Mas dessa vez – como sempre – maior do que todos.
Eram pensamentos da parte de Eduarda, musicas, coisas que ela escrevia sem parar…
Não sei de fato se foi uma forma dela encontrar uma razão para a vida criar uma felicidade, ou foi realmente algo inexplicável.
Só sei que ela não parava de pensar nele um minuto sequer, e ele sempre vinha em seus sonhos dizer tudo o que ela sonhava.
Todos os dias, o momento mais feliz era aquele em que eles se viam, e em que seus olhinhos brilhavam e o sorriso no cantinho da boca aparecia.
O encontro aconteceu, mas nada aconteceu. Mas ficaram esperanças altas no ar, iria acontecer algo.
E nesse lenga-lenga, passou-se um ano. Quando chegou o tal 2010, Eduarda estava cheia de esperanças, cheia de amor. Mas ai é que tá, o ano chegou levando tudo… Até os sentimentos. E a partir do momento que eles se conheceram, o amor saiu por ai… Vagando pelas ruas do Recife. O problema de Eduarda era que a partir do momento que ela conhecia a pessoa, ela via que não existia aquela perfeição toda. E mesmo dizendo amar o imperfeito, no fundo… Aquela doçura do romantismo que sim existia nela falava mais alto. Já Gustavo, se mostrou uma pessoa fria por fora, mas Eduarda sabia muito bem que ele não era nada disso. Ela via em seus olhos. E Gustavo também sabia muito de Eduarda, sabia que ela não era nada disso aparentemente mostrado.
Acabou. Não existe nada mais triste do que um amor assim acabar. E acabar do nada, da mesma forma que começou. Os olhares não mais se encontram não se tem a melodia das notas iguais. Nada, o tudo virou nada.
Agora Eduarda voltou a ser aquela desapaixona de sempre, nunca mais gostara de alguém. Ela dizia que tinha descoberto o amor verdadeiro, e agora seria difícil de interessar por alguém, nada se comparava… Mesmo sem mais sentir.
Já Gustavo continuava com sua capa por fora. E foi embora, longe dela… Para nunca mais voltar.
ÀS VEZES A VERDADE NÃO SERÁ CONHECIDA EM RESPOSTA À PERGUNTA É SIM PELA DESENFREADA REPETICÃO DA MENTIRA!
O ser humano que aprende por repetição, que absorve como verdade aquilo que lê e ouve cria o seu mundo muito mais pela forma com que este mundo a ele se apresenta e é apresentado, e assim interpreta, do que como realmente é. Coisas que o homem apenas repete sem ponderar e recebe e repassa como verdade. O mundo que nasce pronto e que precisa ser apenas copiado; pensamentos dos outros e emoções dos outros. O homem vive por aquilo que veio dos outros e por aquilo que lhe deram como verdade.
ALMAS EXPOSTAS
Chega um dia em que,
cansados de tanta repetição,
observamos os nossos olhos e acabamos
enxergando a alma,
e você sabe, a alma não mente,
não se esconde atrás da maquiagem,
nem do sorriso quase
que decorado…
A alma é uma fotografia exposta
de nossos medos,
retrato real dos desejos escondidos,
das perdas,
daquele velho sonho aprisionado,
e as vezes clama por atenção,
pede verdades que você insiste em
não querer ver,
pede atitudes que você não quer tomar,
pede decisões que lhe são
muito caras,
e por comodismo ou medo,
vai deixando de lado,
e a sua vida também vai
ficando de lado,
meia-vida, meios-sonhos,
meia-esperança,
vida passando,
simplesmente passando…
Eu desejo:
que neste dia a sua alma se revele,
que você escute o seu “eu”
mais profundo,
que tire os sapatos dos compromissos
formais,
e se mostre de verdade,
revelando essa pessoa especial,
que como todo mundo,
tem defeitos e qualidades,
que precisa amar e receber amor
para que a alma seja preenchida,
e seu rosto reflita,
um brilho sem igual,
de quem encontrou a chave perdida,
que abre as portas da vida,
vida que se renova,
vida que nos aproxima,
nos torna iguais,
capazes de seguir adiante,
como quem diz,
eu mereço o melhor,
eu quero um novo despertar,
recomeçar,
sem medo de ser feliz.
Eu acredito em você.
Sinto como se estivesse flutuando em um vazio sem fim. Cada dia parece uma repetição do anterior, e a sensação de que nada importa me consome. As coisas que costumavam trazer alegria parecem distantes, como se pertencessem a outra vida. A falta de motivação é uma sombra constante, e me pergunto se há algum propósito nesse mar de indiferença. O que me resta quando a esperança se esvai?
Repetitivo! Pode ser…
Veja, o ciclo é repetitivo, e torná-lo incrível é que faz que a repetição seja intrigante e por que não interessante?
Toda organização, grande ou pequena, tende a ser conservadora, sofre de compulsa à repetição.
É frequente a repetição, também, da expressão "democracia coroada", para definir o regime. Sem falar nos imoderados elogios ao imperador, cidadão sábio e virtuoso, contra o qual se cometeu a suprema ignomínia de uma deposição apressada
A REPÚBLICA, pág. 11
Não busque a perfeição, pois ela não pode ser tomada a força, tampouco por esforço e repetição.
A perfeição se encontra quando olha para os lados e observa todas as coisas, boas e ruins em perfeito equilíbrio, a perfeição não pode ser domada por meros humanos ou qualquer espécie de indivíduo, você apenas pode fazer parte dela, integrando O Todo.
Não tente ser perfeito, tente fazer parte do equilíbrio de todas as coisas.
somos o que aprendemos e aprendemos por repetição. Isso é natural
O desafio está no julgamento e escolha dos exemplos e seus valores.
Dias. A, R, N.
Uma boa memorização exige a repetição, gostar e se interessar pelo o que está tentando memorizar e estar bem mentalmente e fisicamente.
VIRANDO O DISCO EM DESUSO ("O oposto da vida não é a morte: é a repetição." — Geraldo Eustáquio de Souza)
Em tempo de pandemia, quando as escolas estão se arrastando para dar alguma aula do jeito que podem, os sindicatos e associações de professores conclamam para a greve de professor. Qual será a verdadeira intenção do movimento? Com uma pauta feminista, reivindicando liberdade e igualdade. Em tempos normais, greve de professor nunca teve sentido algum. Ninguém tinha prejuízo, nem o alunado, tudo se repunha, o imbecil ainda sou eu, perseguindo a coerência. Hoje em dia, até os médicos fazem greve lucrativa, tenho de me acostumar com essa ideia promissora. Pescador experiente sabe que se captura peixe grande com iscas grandes. Se a isca é o pequeno inteiro, de preferência ainda vivo, então enfeitiça lhes muito: um bom salário e a promessa de sobrevivência garantida, ou ainda o conforto tem sido o escorregadio para o caos. Todavia, quando a caça, desconfia e não cai na armadilha, odeiam-se novamente a caça esperta demais... Então a eficiência está em não trabalhar a mesma dinâmica em sala de aula, os alunos não prestam a mesma atenção da primeira vez; piada contada duas vezes perde a graça. CiFA
Se eu tivesse que criar um novo adjetivo, seria Joze de Goes: uma repetição frenética de vogais e a única consoante que se repete tem a sonoridade afirmativa do "sz".
Então tá dito, sem nenhum gole de café batizado pela manhã ou cerveja noturna, jose de goes tornar-se-á um adjetivo afirmativo, com sotaque do português de Portugal, claro!
E num diálogo, como ficaria?:
-Você aceita um drink?
-Mas é claro, Jose de Goes!
Então, fazendo um pequeno ajuste, melhor Joze de Goes tornar-se um drink com qualquer mistura de bebida alcoólica.
Meu trabalho:
interação de elementos paradoxais
realização e alienação
repetição e criação
exercício da vontade e constrangimento
palmatoria e aplauso
infantilização de sujeitos...