Reflexão sobre a Morte
Mesmo no vale da sombra
Nunca temerei a morte
Pois Ele está comigo
E eu tenho fé, não sorte
Pois minha vida dispus
Quando entreguei a Jesus
Minh'alma de passaporte.
Não quero nunca deporte
Da minha vida feliz
Pois quando em oração
O Senhor sempre me diz
Que é apenas o começo
Que a glória não tem preço
E o verbo não se contradiz.
A morte....
A morte é a única certeza que temos na vida
E talvez ela seja nossa maior dívida
Que um dia vamos pagar quando esse mundo deixar
Então celebre a vida
Sem desperdiçar os momentos que ela nos dá
E sem nunca deixar de sonhar
Antes da morte nos levar
A morte é como um abraço... Só que frio e espinhento, mas talvez até um abraço doloroso desses possa servir, apesar de tudo é um abraço, e é tudo que eu quero agora
Pós morte é o mesmo que o pré vida, segundo a minha razão;
Afirma ser um prêmio, a minha religião,
Já minha doutrina, julga ser punição;
Meu sucesso, diz ser maldição,
Pressente ser castigo, o meu extinto,
Já o meu fracasso, afirma ser solução.
um dia fui eu
outro dia não mais
o que serei eu
sem um pingo de paz?
a guerra
a morte
o não
o talvez
o tempo
a hora
o espaço
desfez
SONETO VIVO SOBRE A MORTE ...
Se casualmente aqui deparar, ledor
Com soneto vivo na morte acabado
Leia piedoso este versar imaculado
Pois, fui caminhante e um trovador
Já cadáver feito, aspeito o pecador
Em cada estrofe uma prece ao lado
Cravado no amor, o poeta lacerado
Choro e saudade, assim, espero for
Já sem norte, leia-me com voz forte
Pra ser escutado donde eu estiver
E a alma no descanso seja na sorte
E, então, o sentido o aplauso quiser
Que escolho vivo, do que na morte
Pois, lá logo se há de me esquecer! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2021, 10’46” – Araguari, MG
O amor nunca tem uma morte natural. Morre de erros e de traições. Morre de cansaço, de abandono e desilusão.
Sinceramente eu não gosto de pensar na morte como se fosse o fim.
Eu venho a espiar da janela e só vejo um mar e as ondas a me soprar.
Coisas do pensamento, a essa loucura já me entreguei!
A VIDA SUPLICA A MORTE... (" QUEM VAI, LEVA O NORTE; QUEM FICA, SUPLICA. DOR... NÃO ME CONFORTE." — Oscar de Jesus Klemz)
Não é mais quarentena, é distanciamento social, buraco negro na vida de qualquer um. As mudanças realmente são necessárias, mesmo que sejam politicagem; é claro que vou aproveitá-las e dirigir minha vida com estratégia e uma certa modéstia para não provocar situações complicadas, mais do que já está. Para quem esperou até agora, mais alguns dias não vai atrapalhar em nada uma vida protegida. Só devo ter cuidado para não cair próximo da linha de chegada. O rigor é excessivo, tratando-se de medidas preventivas, para pouco resultado. Devo ter disciplina sim, mas não vou deixar que o receio de sair de minha casa e ser punido cerceie oportunidades interessantes no âmbito social, pois o caos também tem uma lógica. Muito trabalho por fazer, nada realizado, na internet não se faz tudo!, todavia não vou me deixar afligir, conforta-me Vicente Jolvino: "Se as coisas não estão tão boas, talvez seja porque a vida suplica por um pouco mais de reflexão." Os anjos me socorrerão com soluções inovadoras, foi assim toda vida. Que venham os meus demônios ajudar meus anjos. E assim o mal vem para o bem. CiFA
Saber o que vem depois da morte é simplismente uma curiosidade, mas viver a vida com medo dela é uma verdadeira covardia.