Professor Mestre
Sou mestre na arte de falar em silêncio. Passei a minha vida toda conversando em silêncio, e em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo.
Alguns entre nos são mestres "acensionados", vem para este plano pela ultima vez, espalham ensinamentos e conhecimentos místicos e espirituais, podem ter a vida terrena por um minuto ou por cem anos mas a mensagem divina é irrefutável. Estão sob as esferas sublimes das freqüências, por onde passam exalam monotonamente amor, compaixão, simplicidade e perdão.
Trago comigo a filosofia dos caminhantes pela vida, meus maiores mestres são e serão os humildes que pelo cotidiano simples me revelam grandes lições e minha maior escola sempre será a natureza que por liberdade faculta a criativa possibilidade de romper com a continuidade, por solução.
Aprendi com o amigo e mestre Manoel Santiago o quanto é importante retornar a boas idéias e percepções do passado, e reconstruí las com o novo ponto de vista, do agora. Na criatividade, o passado e o presente sempre dialogam, ou se completam ou se esvaem em síntese. A simplicidade só é alcançada com a maturidade da visão e do pensamento.
Em espiritualidade não sou mestre mas um discípulo atento e disciplinado de Grandes Mestres que me guiam diuturnamente na estreita Senda da Luz.
Saudosas lembranças, do amigo e mestre Darcy Ribeiro, que ressaltou antigas bandeiras brasileiras e que ainda hoje não tremulam por liberdade, por razão alguma.
O verdadeiro mestre ensina o pouco que sabe a qualquer um que queira aprender, sem soberba ou vaidade, porque ele mesmo sabe, como fiel discípulo do saber, que, quando se espalha generosamente o conhecimento, ele mesmo aprende mais e mais.
Sou um fervoroso adepto e cristão, sigo os passos de amor do meu mestre Jesus e de alguns santos gurus. Sendo assim, espelho minha vida a exemplo da vida dos grandes mestres, nunca casei pois se fosse o mais acertado tanto Jesus e os Gurus, teriam feito.
o artista Moacir Andrade foi o meu maior mestre sobre as cores da Amazônia. Tudo de um jeito simples, como é típico de quem sabe, entre os igarapés, igapós e balneários da Grande Floresta. Suas palavras embebidas de magia do dia a dia, das que se encontra por esperança nas populações ribeirinhas ecoam no meu imaginário nas noites de lua cheia.
Moacyr Andrade, meu grande mestre sobre a arte e a cultura amazônica sempre foi forte e gordo, tinha muita fome em comer generosamente as cores, os sons e os mitos da Grande Floresta. Uma fome gratuita e bela, onde o coração de quem ama é bem maior que a barriga, o comer de conhecimentos para generosamente passar para quem aprendeu a amar também por respeito e liberdade. Hoje sei que quem sabe verdadeiramente distribui o que sabe. O mundo ainda não reconheceu o valor da extensa cultura amazônica deste grande pesquisador e artista. Moacyr Andrade e Manoel Santiago foram meus mestres por graça divina e devem ser considerados os maiores expoentes desta rica cultura regional brasileira.
Os verdadeiros mestres aparecem com centelhas de verdades ao longo dos caminhos. Eles são humildes, sorriem por bondade, conhecem a vida e não ficam parados em lugar algum.
Os mestres das culturas populares ribeirinhas, uma rica junção entre a arte e a cultura indígena, branca e a cabocla são as verdadeiras bases da arte, das festas dos mitos da cultura amazônica. Todo centenário legado imutável repassado de forma oral para seus descendentes, entre as brincadeiras das cheias e as vazantes do grande rio, fazem parte dos movimentos naturais de renovação da vida, livre e bela da Grande Floresta.
Desculpem me os mestres vanguardistas do mundo inteiro mas é muito mais fácil para mim como profissional da arte , caracterizar como o bom e próspero jardim da arte contemporânea de hoje um dos caprichosos, limpos e criativos trabalhos de um dos tantos artesãos que em semelhantes plataformas vários artistas consagrados do passado já beberam em diversas épocas e bebem até hoje.Do que aceitar e reconstruir clássicos conceitos de materialidades por instalações, luzes, motores, sons mecânicos e imagens copiadas e retocadas por photoshop como obras de arte de valor artístico significativo, estético, conceitual e semelhante.
Nas artes plasticas e visuais no Brasil pintores amadores de fins de semana se julgam grandes mestres e os mestres de verdade se julgam mero artífices e eternos aprendizes.
Se a vida é uma escola, então a reencarnação é o currículo, e o karma, o professor que nos orienta a cada passo.
TEMPO (1979)
Mestre e correto é o tempo
Todas as coisas norteiam o tempo
Até o sobrenatural depende
Do tempo
O querer é algo com que sonhamos
O querer é o precisar
O morrer não é o querer
É o ter é o depender.
Maldito tempo
Faz-nos mendigar na vida
E traz-nos o necessitar
Por ser um cruel inimigo em apoiar.
Deveríamos fugir
Do maldito tempo
Pois dele não podemos
Vingar.
Sabe aqueles alunos que provocam o terror, batem nos professores, diretores, colegas, arrebentam bombas na escola etc... sempre tem um covarde manipulando por traz, ou na frente, provocando o terror. Nanipuladores, mentirosos, e por incrível que pareça, muitos caem nas suas conversas e destrói as suas vidas... Se não pararem essa mente doente e perversa, o Brasil terá uma guerra civil das mais sangrenta da história da humanidade.
"Vou repetir o que um mestre me disse.
Desilusão é uma coisa boa..
Ilusão é que é uma coisa ruim.
Agradeça por cada armadilha que cair.
Na hora dói, parece ruim.
Mas é caindo na armadilha que se aprende a não cair.
Aproveite o aprendizado pra se livrar de dores repetidas."
Mestre de Avis
E o povo ao mestre de avis acudiu,
que em sua ajuda, logo saiu!...
ouvi povo: Matam o mestre!
Mestre! Tu tudo nos deste!
Nós povo somos contra,
a rainha Leonor Teles!
Toma de nós tu conta,
E não aquela mulher reles.
E o povo e Burguesia,
ao mestre apoiou,
que o trono ele ganhou!
E Portugal naquele tempo,
a Espanha não queria,
Mas com D. João I ficou contente!