Preto
A minha Ribeirão Preto não é a gênese, é a revisita. Não é a metrópole , é a cidade pacata do quarteirão francês. É onde o público ensina e forma os jovens a se transformarem líderes da coisa privada.
É a cidade largo, outrora capital da cultura, do renascimento, do experiente cheirando a novo.
É a do Teatro do Imperador, das praças e do cafezinho. É Única. Altiva, capitaneia a região soberana , congrega os locais.
A Ribeirão pela qual me apaixonei é a do Otoniel, do antigo e , ao mesmo tempo, renovador, colégio Estadão. Diretor herói do Sertão, que clamava pelo Hino Nacional com respeito e orgulho.
Ribeirão, das domingueiras recreativas aos sábados da Nove de Julho. É a cidade dos nomes globais. De Heraldo a Ernesto. Do Nacional ao Fantástico. Do Pereira ao Paglia. Universo das rádios, do Datena ao Marcio, irmão do Zé e do Edmo.
A Ribeirão em que meus filhos e meu neto nasceram não é menos charmosa, é mais comercial. É política, com conquistas e dissabores.
A Ribeirão que me entristece é a que não reconhece. Grandes nomes da educação, da cultura, das artes e do esporte. Figuras carimbadas , hoje desdenhadas. Esta não é , definitivamente, a minha terra.
A minha terra tem palmeiras na Jerônimo, tem Museus, tem Bosques, tem Condomínios de luxo , tem estádios grandes e vazios, tem desenvolvimento, tem futuro.
Quem tem raíz, tem vida. Tem o chopp na veia, tem a história bem formulada , nunca acabada. Tem orgulho e cuidado. Somos responsáveis pelo que amamos.
A Ribeirão, enfim , que queremos é a que iremos construir, divulgar e respeitar.
Um saco preto não esconde o mau cheiro do lixo, assim como a falsidade não pode velar uma alma podre por muito tempo.
Seus sonhos podem ser em preto e branco ou coloridos, o que realmente vai importar é a sua vontade de alcança-los!
Não pinta a vida de preto nem vervelho,
Não pinta a vida de branco nem de rosa,
Não pinta a vida de azul nem de verde não viva pintando a sua vida de cores para depois acolher o significado da cor que na qual pintaste a sua vida, mais pinte sempre a sua vida a cor do bem
A sua ausência me faz querer fugir desse mundo, onde tudo parece preto e branco... Ele voltou a ser como era antes de você, o problema é que antes as cores também não faziam mais parte das minhas lembranças e assim é muito mais fácil de viver sem elas.
Dó.
Chorava aos berros o bezerrinho preto.
De fome e da ausência da mãe.
Roubaram a Julieta, a vaquinha de meu afilhado,
lá na Cachoeira de cima.
Ela, mesmo parida, estava enxutona, boa de carnes.
É mesmo um despautério. O ladrão de gado amansou.
Já é a quinta cabeça que ele nos rouba em três meses.
E o safado é conhecido na vizinhança.
Está enriquecendo a custa do alheio.
Polícia? ... Na Comarca nem temos mais investigadores
e os militares não dão conta da cidade.
Fica a saudade do tempo da jagunçada.
O cabra ficava mês inteiro de tocaia
a espera do gatuno.
Dois ou três balotes: e o danado ia roubar
lá nas pastagens do inferno.
Aí a ladroagem parava.
IZADORA
Na carteira riscada pelo mordido lápis preto 02 assina a prova bimestral Izadora
Sua pequena borracha suja cai novamente e rola até a porta
Lá vai izadora...
Ao levantar como de costume arrasta a carteira com aquele barulho chato esmagando o “colega” da frente... Os olhares dos demais são atraídos como imã para Izadora
Ela volta observando nas provas alheias o que deve marcar
Sentada rabisca no pouco espaço em branco da carteira, coça a cabeça e marca algumas questões.
O tempo passa...
Izadora está observando algo
Não consigo saber o que é
Seu olhar distante intriga-me
Será um pensamento provocado pela prova?
Aguardo um momento para ter certeza
Não!
Ela não escreve nada na prova
Seus cotovelos estão esticados verticalmente e seus punhos cerrados sustentam a cabeça de Izadora
Seu olhar está direcionado para a janela da sala
Fico a observar qual será sua ação depois do seu transcender...
Izadora balança a cabeça como se saísse do transe
Começa a escrever algo com desenhos e formas geométricas
Olha em minha direção sussurra algumas palavras coloca sua mão sobre a prova e passa o lápis transmitindo a forma de sua mão para o papel
Intrigante...
Qual será este sentimento que ela está dando forma na prova?
Ela terminou!
Muitas provas já estavam na mesa e a medida que terminavam eu os dispensava para suas casas visto que era o ultimo horário e queria ler a prova de Izadora naquele mesmo dia
Ela espera até que fosse a última mesmo tendo terminado ha algum tempo
Pronto! Caminho até ela já não tem mais ninguém na sala somente eu e Izadora
Ela sorri levanta e entrega sua prova dizendo que tinha se esforçado e sai correndo da sala
Volto até minha mesa admirando sua prova...
Lá estava sua mão aberta desenhada no texto principal dizendo PARE! E logo abaixo os dizeres: eu não estou aqui, esta sala não é capaz de suportar-me!
Na próxima página um círculo, um losango e um quadrado todos embolados rabiscados com bastante força... Percebi pela pequeno rasgado na folha e logo abaixo ela escreveu aqui é o fim o verde e o amarelo sumiram assim como todas as resposta que espera encontrar nesta prova
Eu não estava aqui
Este mundo não é o meu
Abraços Izadora.
Um mundo complexo
o mundo gira em golpe de reflexo
em preto e branco ou colorido
tudo parece mais difícil
para quem não tem fé
pensa que as coisas estão fora de seu alcance
amor, compaixão e solidariedade
são os ingredientes escassos em nossa sociedade
dinheiro e poder
ofusca aquilo que conhecemos por felicidade
feliz é quem ama sem dinheiro
tudo aquilo que o dinheiro não consegue oferecer
que ama tudo que tem
mesmo não tendo tudo que quer
por isso Deus nos deu a Fé
cultivada pela humildade
poderemos sentir a alma da HUMANIDADE
Infelizmente neste mundo preto e branco apenas os cegos enxergam colorido. Somente eles enxergam a verdadeira beleza.
Rei
Quando à gente ama tudo fica mais bonito ,
À vida passa do preto e branco para o colorido .
O centro do Universo não é mais o sol , você,
você é o centro do universo .
O centro do Universo e o Rei,
O Rei do meu coração.
O amor amigo é indispensável! A vida não seria multicolorida se,nos momentos preto e branco, não existissem os amigos.
As vezes o dia está tão preto e cinsa que nem conseguimos ver às pessoas entrando na nossa vida e fazendo dela um arco-íres.
Quando você não está perto, sempre penso. E o meu pensar vem sombrio, doloroso, preto e branco... Como se restasse apenas isso de você.
Então, percebo que nunca está perto; e quando está, é presença forçada, que vem calada, sem o seu consentimento e para minha aflição.