Poemas sobre o Brasil
Preparar uma Alambica
bem temperadinha,
Te tratar com mimos
e minhas malícias,
Não nego que quero
de dar uma boa vida
além de dedicar minha poesia.
Conquistaram o seu espaço
pela via da guerra,
Não souberam se pacificar,
Não quiseram aprender
que para tudo existe regra,
Querem muito além
da sua conquistada terra,
Outrora maus alunos,
agora são péssimos líderes.
Os alimentos também
são parte do Folclore,
Sejam eles para os vivos
para homenagear os mortos
ou evocações dos espíritos,
Você acredita se quiser,
é você quem escolhe
o quê plantar ou fazer.
Alijenu não
nos alcançarão,
Acreditamos
na força da oração,
Um só coração
está em Deus,
Nós temos
os pés no chão.
Abacaxi é Abacaxi,
sozinho ou virando
outras receitas
pode ser uma delícia,
Abacaxi pode ser problema
e virar até mesmo poema.
Trago um sentimento
afiambrado mesmo
sem você perceber,
Por isso continuo
sempre a escrever
para no futuro viver.
Entre o Angu de Caroço
e o Angu no prato,
Prefiro é o Angu no prato
feito de qualquer jeito
porque é o meu gosto,
Mas o preferido
mesmo sempre será
o Angu à Baiana,
um poema perfeito que
o coração não se cansa.
O Arroz-doce-de-Pagode
de ontem
é o mesmo que
ser de hoje
o famoso Arroz de Festa,
Tem gente que
a este papel se presta.
Os bagos de Jaca
de ontem são
os mandados de hoje,
Prefiro não preferir
nenhum deles,
e sim prefiro a Jaca
que veio da Índia
e nos traz alegria
sempre que a gente come.
Lá nos tempos
de antigamente
as pessoas quando
ficavam zangadas
ficavam é azeites,
Prefiro não fazer
parte das zangadas,
e jogar azeites
nas minhas saladas.
Nos tempos de outrora
quando mandavam
o outro 'sossegar'
mandavam é beber água,
Hoje ninguém quase
bebe água e geralmente
todo mundo quando
se irrita manda mesmo
é para 'aquele lugar',
Como prefiro salvar
a lucidez prefiro é ignorar.
Nos tempos de antigamente
quem mordia na batata
cachaça é o quê bebia,
Do Câmara Cascudo bebo
mesmo é do Folclore
porque eu não nasci sabendo,
Quando me dei por alfabetizada
na vida acertar na batata
aprendi que era acertar em cheio,
Poesia é o quê acho que escrevo
sempre não acerto em nada,
quem acerta mesmo é a danada.
O biscoitar de outrora
era a esperteza indevida,
O biscoitar de hoje
é a atenção que se
deseja chamar para si,
O biscoitar de outrora
não me interessa,
Sou feita de agora
e o quê quero tem pressa
e ao mesmo tempo
essência bem vagarosa,
Se você me biscoitar
é óbvio que retribuir
onde os beijos colocarão
as palavras para descansar
e os lábios para se encontrar.
Uma vez contaram
que beber Jurema
é fazer feitiço,
Amor forçado
para mim é castigo,
Francamente não
preciso disso,
Se o seu coração
não for meu,
é porque não está
escrito no destino.
Atrevo-me ser
Ter tudo teu
Reinando em mim,
É enorme a fantasia,
Vem, para perto,
Envolve-me com magia,
Teu é o meu querer
Em nossa companhia.
Empada para chamar
alguém de chato,
A Empada não merece
tal injustiça,
Ela merece mesmo
é espaço no meu prato,
Porque ela é uma delícia.
Dormir e acordar
ouvindo como
criança de longe
a Ali-Mangariba
dos Malês,
Uma viagem
ao passado ancestral
num sonho espiritual,
Precisava ter partilhado
não sou igual
a ontem e nem você
que com o coração me lê.
O Sapin baumier está
coberto de pinhas,
E meus olhos
desperto por poesias.
Não saio do caminho
e não abandono sonhos,
Me distraio para seguir
sorrindo o meu destino.
Que a gente se combina
nunca tive dúvida,
e você também não.
Agora só falta mesmo
a gente se permitir
ouvir a voz do coração.
Furrundum bem adoçado
com rapadura ou açúcar mascavo,
Vou fazer para você provar
só para te deixar apaixonado,
Há por injustiça da nossa
língua quem chame
o Furrundum de briga...,
O Furrundum é
doce de cidra ralado,
Oh, coitado! Oh, coitado!