Poema de Tristeza
IMAGEM
As velhas imagens guardadas no escuro sótão, respiram o pó de memórias que nunca morrem. O rosto fixado na percepção já amarelado, revelam histórias escondidas em olhares e pixels desbotados no tempo...
Caminhos e pensamentos estreitos do passado são palavras em ecos longínquos. Corre-se despreocupado nos campos, em tardes douradas que o tempo esqueceu engavetado. A brisa ressoa saudade..
As representações é um portal de lembranças, um reflexo de instantes cristalizados. Os anseios nos rostos familiares, contam sagas de amores que se foram e desafios presentes, hoje, são apenas folclore...
Na velha casa de palha, a mesa é sempre posta para o jantar, onde o aroma de pratos esquecidos ainda pairam. As risadas ao redor, agora sussurros, são a prova de que o passado está presente em formatos absortos...
E assim, diante dos apocalipses que se guardam, rever-se o obsoleto que nunca se apaga. As lembranças, como estrelas no céu noturno, iluminam o presente com sua imitação quase eterna...
Em cada rabisco, uma vida se desenha, traçadas por sonhos, lágrimas e gracejos. O tempo, senhor de todas as coisas, é vencido pela eternidade do instante capturado...
As imagens nunca morrem, subversivas trocando sonhos. E o encontro é sempre afável, numa trilha que não finda. E assim caminha-se, perpetuando imagens criadas...
--- Risomar Sirley da Silva ---
Alguns passarão pelo último mês do ano dizendo: que dezembro se vá na mesma velocidade com que veio, pois foi um ano de tristezas e decepções!
Outros dirão: que ano fantástico, repleto de aprendizados, 2019 foi o mestre que me ensinou não só o que eu queria aprender, mais o que era necessário para me preparar para a vida!
Insta: @elidajeronimo
larápio de quinta categoria.
*
Roupa rasgada, o cordão umbilical, o arame farpado e a cerca. Certo que isso já começou errado, mas, há quem diga que está perto de dar cabo. Assim escrevi, e, não me importa o que irá achar se eu tiver me perdido. "Logo estarei na rua juntando ritmo para esse desassossego interminável.".
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Ricardo Vitti
Só escassez,
sólida, solidão; solidez,
embriagou-se,
[...] então, caiu à pancada,
cruzou os braços.
Atentou-se e chamou a atenção,
das milhas, migalhas e, rimas.
Uma poesia, uma arte sozinha,
um empurrão,
ninguém o deu,
DÓI, mas é uma dor que se encerra,
sobre o campo;
é uma flor que o espera.
✍️
Quem muito se insinua,
acaba com a vida seminua,
e qualquer pessoa pode falar
ou fazer comentários ofensivos,
que, trazem muitas tristezas...
***
Fantasmas no vagão
Letra: Renê Góis
Já não sei dizer quanto tempo faz.
O prazo terminou, final de uma ilusão.
Não posso mentir pro meu coração.
Alimentar a velha dor, a dor de uma paixão.
Não sou mais o mesmo de ser.
Tinha que morrer pra renascer.
Todo tempo é pouco pra viver a esperança de sentir um novo amor, nova paixão. Viver feliz é ser feliz com o seu novo amor.
Não me importo mais com os fantasmas no vagão, perdidos pela noite em vão, soprando minha vela então. Não posso mentir, talvez admitir, alimentar a velha dor... A dor de uma paixão.
Há um silêncio que pesa n'alma,
num eco suave, mas tão profundo,
que rouba do peito a breve calma,
e veste de cinza todo o meu mundo
Não é tristeza, mas melancolia,
em tudo o que, dia e noite, me rodeia,
e logo a transformo em poesia,
poesia é remédio, que a alma anseia
Seja a razão das alegrias alheias, propositalmente.
No entanto, garanta-se primeiro...
Algumas razões são, propositalmente, tristes.
O que será de nós?
O que será do caos, do mundo, do amor?
E a única resposta quem tem, e não quer revelar, é o silêncio.
Muito fácil saber quem sou.
Basta mergulhar em meu som,
Nele me acho,
Me faço,
Desfaço,
É quando palavras de mim se escondem,
Em nada me respondem,
Notas que surgem como um Porto,
Em meio á um mar revolto,
Acolhendo meu ser,
Num ninar profundo,
Levando consigo todas as tristezas do mundo.
Se eu tivesse meu violão,
Sobre a solidão cantaria,
Como uma noite escura,
Candieiro apagado,
O frio invade o coração,
O corpo,
A Alma,
Meu sobrenome se torna vazio,
O interruptor das idéias,
Foi interrompido,
Não tenho controle,
Apenas derreto,
Em lágrimas,
Em saudade,
Sem chances e sem possibilidades,
A incerteza toma conta,
É uma conta a ser cobrada,
Num mundo sem destino,
Sou clandestino,
Peito aberto,
Tiro da vida,
Sem saída,
Buraco negro,
Solidão.
É pedir demais?
Querer alguém que se ponha no seu lugar?
Que não grite,
Que não imponha limites tentando mudar quem se é,
Que receba de braços abertos,
Porque eu tenho assim os meus,
Que nos dias mais tempestuosos seja abrigo,
Não mais um motivo de solidão,
A pior solidão que se dá na companhia,
Na má interpretação de palavras,
A tristeza que vem da alma,
Da ferida de uma palavra mal dita,
Estou cansada de ausências,
De tomates que se fazem de maçã,
Da dor das escolhas erradas,
Dessa falta de paz,
Aliás...
Não sou boa com escolhas,
Gostaria de me colocar numa bolha,
E poder viver em paz,
Sem leva e traz,
Sem gritos,
Sem ruídos de palavras Mal Ditas,
Mal escolhidas,
Vazias e em vão,
Me dando vontade de ir...
Sem insistir,
Falta coragem,
E eu deveria seguir.
A paz insalubre.
As pessoas pagam paz,
Uma paz de satanás...
Uma casa,
Um carro,
Tanto sonho monetário...
Eu quero a paz...
Tanta Guerra até chegar...
Como faz?
Lembro de gostos,
Cheiros,
Momentos,
Pessoas...
Poderia ter feito tanta coisa de outro jeito ...
Sem defeito,
Mas, aí não seria ser humano...
Baita engano!
Baita acerto!
Em tanto defeito...
Monólogo da ausência.
A verdade é que não sei viver,
O mais fácil mesmo é se esconder,
De mim,
Dos outros,
Viver vestida de sorrisos vastos,
Assim como as incertezas são,
Trocando sim pelos nãos,
Porque?
A vida acontece sem a gente querer?
A maior parte das escolhas,
Independem realmente das nossas próprias,
Vivemos numa algema de dinheiro,
De sociedade...
Sei que nem tudo é maldade,
Mas,
Ensurdecidamente,
Ela envaidece,
Os seres humanos,
Como semente plantada,
Cresce e floresce em dor,
No coração de outras pessoas,
Tão humanas quanto ela...
Então, porque isso acontece?
Essa verdade me entristece,
Muita gente padece,
Adoece,
Enquanto a esperança permanece,
Quero ser a mudança,
Permanecer em Constância,
Escopa de quinze.
Alegria em viver,
Prazer em conhecer.
Tem dias que os dias se arrastam em findar,
Tudo dói,
De dor de alma sabe?
Nada físico...
A vergonha me transpassa,
Me sinto a própria vergonha,
Falo demais,
Tropeço nas minhas próprias palavras,
Prolixa,
Na intensidade,
Me sinto em maldade,
Mesmo sabendo dentro do coração,
Que não sou assim não,
Sinto que firo,
Sem querer cometo Sincericídios,
Me acho dura com quem amo,
Me acho exagerada com pessoas que admiro que nem notam minha existência,
Tortuosa,
Cercada de más escolhas,
Escorada naquilo que me satisfaz e ao mesmo tempo me desfaz...
Desmerecida,
Desmedida,
Destempero,
Como se fosse o último dia,
E no final...
Tudo se transforma em nada,
E mais do mesmo,
Vazio,
Pó.
Coração de pedra
Cheguei em você doce e meiga
te falei das minhas feridas e cicatrizes
você me mostrou, não ser diferente de mim
contou suas batalhas, suas derrotas
e quando ficava ansioso,
queria minha atenção, queria colo,
eu alí estava, pronta a te acolher
mas quando foi eu que precisei
você se assustou, sumiu,
não teve empatia, se fechou;
eu com meu coração mole e bobo
tive paciência, te dei colo novamente,
mas, outra vez não demostrou reciprocidade.
O seu coração é de pedra,
que só enxerga a si mesmo,
duro demais para deixar alguém entrar
para consolar meus prantos,
para doar seu colo e proteção.
Cuidarei de mim de hoje em diante.
e sei que mereço alguém que segure minha mão
que não fuja, não se esconda,
que tenha um coração recíproco,
afinal, o que se precisa cobrar,
não vale a pena!
Estive aqui, o tempo inteiro. Por mais que tenha me dado mil motivos pra partir, eu fiquei.
Esperei... Pacientemente esperei.
Não que eu devesse esperar e não que tenha me pedido pra ficar... Apenas para que visse que era eu quem estava ali, mais ninguém...
E quando eu partir, lembrarás...
Não importa com quem eu esteja;
Não importa onde eu vá;
Não importa o que eu faça;
Esse sentimento de solidão estará sempre comigo.
Noite que se envolve em sombras
deixando apenas nesgas de luar
escondes do tempo um pergaminho
onde há estrelas a brilhar
Coloque em meus olhos a luz
para ver todos os caminhos
onde cintilam tristes olhos
que já não encontram algum carinho
Que neles eu veja um pouco de alegria
em sutis lampejos de felicidade
e que me vejam, que me beijem,
nos toques de retinas em saudade