Poema de Pablo Neruda Crepusculario
A rua é minha escola, e foi nela que tudo eu
Aprendi, o ser humano é todos hipócritas, um
Pior que o outro, que a cada momento se
Contradiz.
Eu não quero ser melhor ou pior que ninguém
Apenas quero ser diferente, e a vida foi quem
Me ensinou assim, desse jeito, e ainda levo a
Honra de ser brasileiro.
Eu não estudei o português, inglês, irlandês, quanto
Menos matemática, biologia e francês, pra da aula
E querer ser professor, mas fazer oque? Se a rua quem
Me ensinou, eu vim de lá, foi de lá que eu vim doutor
Acredito que, a maioria dos sonhos de um menor um
Dia é ser jogador, acredito que, a maioria dos sonhos
De um menor, um dia é ser jogador.
Se muitos de nós tivesse a mesma sintonia, telepatia
Tudo seria melhor, se a gente se colocasse no lugar do
Outro
Mas, só vejo de mal a pior, eu vejo que nunca vai mudar
Nunca vai ser melhor, porque o que está faltando mesmo
Dentro de nós, é mais amor, o que tá faltando dentro de
Nós, é mais amor.
É que eu tenho muita coisa pra falar irmão, e se eu for
Escrever tudo isso, dá mais de 100 livros, e nunca vai
Acabar com isso não, nunca vai acabar não.
Distância -
É sempre muito,
muito complicado quando
amamos alguém que
está longe.
Longe o suficiente para sentirmo-nos
inúteis, impotentes diante
da sinuosa e fria
distância.
É um troço meio esquisito:
é a coisa amada lá - longe -
e os sentimentos
explodindo cá - dentro.
Um aperto sem toque;
um sentir sem cheiro;
uma saudade sem
tamanho.
Fecho, abro os olhos
e tudo é deserto,
vazio, distante.
Tudo, menos o teu
nome.
Esse...
ah, esse é segredo!
Não Há Escapatória -
Eu entendo:
não há escapatória.
Não posso estar muito
longe do cinza das
tempestades,
da névoa da melancolia,
do abismo da rejeição - da tristeza.
A maior parte da minha poesia
morreria.
Assim como não posso viver
totalmente
mergulhado nesse
caos,
nessa escuridão sombria,
sem um pouco de luz quente,
gestos leves, alegria
genuína.
Minha cabeça explodiria.
Morreria, então,
o poeta.
Eu sei parte dos motivos
e escolhas
e consequências.
E,
independentemente
da cor do dia,
do estado meteorológico,
mental, físico,
tudo que eu preciso é
escrever,
somente escrever.
Nada além de
escrever.
Depois dos interesses,
há que se destacar três coisas
que costumam unir
e transformar
pessoas:
O amor, o tempo e as tragédias.
Nu Com Minha Poesia -
Descobri, esses
dias,
que sou extremamente
exibicionista.
Gosto mesmo de mostrar-me
descaradamente.
Dispo-me sem vergonha e deixo-me
à mostra para quem quiser
ver.
Ora, ora, se vou esconder
sentimentos - Poesia.
Tortura Sentimental -
Não acredito mais
na conquista sentimental
do outro
através de uma longa
insistência.
Não.
A grande maioria das pessoas
hoje,
faz disso um jogo, e desse
jogo
alimento para inflar seus
egos cebosos e
gordurosos.
Essas pessoas nunca dizem
um "não" categórico.
Elas costumam colocar certos
limites,
fazer certas restrições,
mas estão sempre deixando
cair migalhas de reciprocidade,
aproveitando-se do nobre sentimento
do outro,
para mantê-lo por perto (acorrentado, rastejando),
aprisionado a esse caos psicológico,
a essa condição humilhante
em que se perde paz, dignidade,
tempo - vida.
E tudo isso,
para alimentar desejos egocêntricos,
gostos superficiais,
vaidades fúteis,
através de uma maldosa, dolorosa
e traumatizante tortura
sentimental.
Não há,
certamente,
uma verdade absoluta
para isso,
mas:
ou tudo acontece
de maneira natural (claro, com todos os esforços e entraves naturais das relações interpessoais),
ou,
naturalmente, não
acontece.
(Não como deveria
acontecer).
Minha essência
Minha essência
Minha etnia
A minha vivencia
Vem do dia-a-dia
Se minha cor não te julgas
Por que tu julgas a minha?
Sou negra, mulata, preta!
Sou tudo isso sim
Tudo isso é minha essência
E tenho orgulho de mim
E quanto ao padrão de beleza
Pra que rotular?
Tem gente bonita em todo lugar
Esse papo da sociedade
De defender e defender
vem viver nosso perrengue
pra saber se vai doer
Cansamos de ser rebaixados
Todos nós temos direitos
E pra que preconceito?
É hora de mudar
Esse tempo já passou
Ser ignorante não vai rolar
Já dizia a princesa
"Se mil tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para por fim a escravidão"
Então pra que protestar irmão?
E por fim vou deixando minha mensagem de paz
Pra te conscientizar
Que ser negro não é defeito
Afinal somos todos iguais.
O Meu Eu Ideal -
O meu "eu ideal”
teria que ter a imaginação e os
sonhos de quando eu era
criança.
A saúde e disposição de
quando eu era
jovem.
A sabedoria e consciência
da fase adulta.
Coragem, espiritualidade,
sorte, esperança, família,
amigos e amor de
uma vida.
Amarras
Um dia, te terei em meus braços
Sentirei teus afagos, teus mimos
Quem sabe, poderemos mudar nosso destino
Um dia, conhecerei o teu coração
Longe dessas amarras, longe dessa prisão
Enfim, poderei transformar tuas razões
Numa verdadeira paixão, sem hora de acabar
Sem ninguém para nos amordaçar
“Veras Prima”
Calenda ancestral,
De dia igual nos aparece,
Dia de antigo ritual,
E, no entanto, para nós sem igual!
De nova tormenta esta data se passa,
De um dia em casa sem te poder abraçar,
Olho para ti na bela Praça,
Aquela que em minha janela te consigo alcançar!
Década nova e novo ano tu já o sentes,
Desta nova humanidade,
Do ímpeto confinado de boas gentes,
Num abraço coletivo das idades!
E tu, oh Primavera, tu que és a mais velha de teus irmãos,
Do teu ancestral reino nos trazes sempre a alegria,
Na conquista do Titã Cronos,
Peço-te assim um belo novo Dia!
Neste diário de infame cativo,
Espero que a minha voz te consiga alcançar!
Voz essa de velho amigo,
E que pede, por fim, um despertar!
Na esperança das velhas conquistas Lusas,
Das Tormentas à Boa Esperança!
Somos a voz das gentes tuas,
Que apela à tua Confiança!
Barreiro, 20 de março de 2020
Não é Mais Um Dia: É Menos Um -
Percamos tempo alimentando
orgulho e vaidade,
e colecionando perdas e
despedidas.
Nesse tempo de crise
ignorância é uma arma
mas o medo em excesso se
torna
uma cela
onde só o bom senso geral
pode
ajudar
a menos estrago
vim a criar
O Outro -
Sim,
somos, também,
responsáveis pelo outro.
Mas acredito que,
a partir de certo ponto,
devemos tratar as pessoas
tal como elas se comportam diante
dos outros e de si mesmas.
Porém,
em se tratando das piores,
eu aconselho distância e
indiferença.
Pandemia
O único proveito da pandemia
E o crescimento real.
Melhora a própria Vida,
E o todo. Porque; cada um,
é parte do todo.
Se não; é apenas uma penitencia
Coletiva, que o tempo se encarregará
De apagar. Porque, Vida e transformação,
só existe no agora.
Marcos fereS
(em tempo de corona)
Cheio e Vazio -
Acho que é isto que mata
a gente:
Esse "cheio e vazio
do peito",
em forma de expectativas
e decepções
que a vida costuma nos proporcionar diariamente.
Submersão
Negar-te como amor
Temporariamente é impossível.
Não há como domar o que sinto
Nesse consumar do instinto.
E uma agonia me consome
Quando ao homízio me encontro nivelado,
Pois a cama é nosso maior reflexo
Dos beijos, do toque, o mel provado.
E rente ao meu (eu) me defronto
Uma imparável e tenebrosa guerra fria;
De um lado o ego ferido - talhado,
De um outro a razão que me guia
Mas ambos num mesmo prisma distinto
Por querer enlaçar-te aqui e agora
E mesmo ao recente epílogo que se fez
Hei de por ti padecer à demora.
E assim a vida segue seu curso
Onde tudo que existe nasce e morre
Feito a chama que inda vive em mim
Que externamente implode e interna eclode
E por estar sendo sem sentido
A insistencia dum sentir sem estar
Nada mais comporta tamanha dor
De estar remando sem rio navegar.
Agora, doce minha, mentira- peregrina
Translúcido louca(mente) desvairado
Acorrentei-me às palavras furtivas
Que fortes eu teu amor, teu amado.
Negar- te hei, oh abioso tempo
Para que tuas feridas nao me sumam às presas,
Mas que bem sei, quando bem querer
Haveis de curar-me dessa dor que me resta!
Willas Gavronsk