Pétalas
FLOR DA ENXURRADA
Em crescente descida
Esvaem-se aos poucos, as pétalas da vida...
Colisões sucessivas
Formando cascatas
Invernos, enxurrada
Estação sem final.
Nesse leito tosco
Seguem-se nas águas,
Falhas, feixes, folhas
Passos em navalhas...
Rio vasto, vida
Apagando rastros
De tudo o que se havia
Fragmentos e lamentos
Alma chorada em longa estação
Pensamentos vãos
Infinda estação
É longa a descida
Nesse leito tosco,
Águas idas, perdidas
Feridas... a vida!
(...)
Passada a enxurrada
Leito limpo, claro
Vasto, infindo vazio
Notas de frio rio
Marcas do cerimonial
De entorno ao plano
Existencial.
(...)
No alto de uma copa
Uma flor discreta!
Sobra da enxurrada
Flor da resistência
Vislumbre de alvorecer
Renasce a vida.
As vezes penso estar caminhado entre as pétalas caídas das flores dos meus sonhos... Mas aprendi que se estas flores despetalaram, era porque não faziam parte do meu destino, foram só parte da caminhada... Não faz sentido tentar mantê-las vivas e, ao mesmo tempo em que passo por elas, deixo para trás aquilo que não era meu e busco o que está reservado para mim... Não devemos reter o que não é nosso, jamais...
Andréa
Deixe que o Irmão Vento leve de ti somente as pétalas de paz, luz e amor existentes em sua alma. Rogue que esta brisa, leve e agradável, acaricie cada coração existente neste Universo, secando para sempre as lágrimas caídas dos olhares entristecidos. Enquanto às pétalas secas, regue-as com esperança, para que um dia possam nascer novamente.
E quando tu, meu irmão, receber as sementes de amor que o Vento trouxer, semeias com mais amor ainda, e permita que o Vento leve em suas viagens outras sementes, para que um dia possamos, enfim, colher a Paz!
Um novo dia começa e o amor novamente se derrama em pétalas de luz. Com delicadeza vai deixando seu perfume nas horas, em espaços que o tempo não toca.
Eu não sei amar em silêncio, meu amor grita, pede pra eu lançar pétalas de rosas sobre a pessoa amada, pede que eu invada o seu quarto e escreva um "eu te amo" atrás da porta, meu amor briga sempre, luta pra vencer, esperneia, dá socos na alma, vem aqui em forma de escrita, cantarola músicas em shows românticos, toca sirene, chama a polícia, meu amor é bandido, fugido, mas nunca se esconde. Você ainda vai vê-lo nos noticiários de tv. Meu amor é maré cheia batendo forte, só pra tentar chegar perto da sua casa.É cinza e é vermelho.Meu amor nem tem espelho, pode até ser feio, desarrumado, desajeitado mas é inteiro. Amo dentro e fora. Sóbrio ou embriagado.Meu amor volta cambaleando descendo a ladeira gritando seu nome.Por prazer ou dor eu vivo em estado de amor. E por isso vale a pena...
Eu roubaria as pétalas de todas as rosas só para criar um perfume que pudesse me fazer sentir mais de mil cheiros para poder decifrar qual deles seria o seu!
Seu cabelo é como uma onda que leva lindas pétalas de margaridas; seus olhos, como duas luas negras; seus lábios são como a mais linda rosa do jardim; e sua pele mais parece a neve que cai do Polo Norte. Falando nisso, não sei se me comportei bem esse ano, mas já escolhi meu presente de natal: você.
PÉTALAS
Como as pétalas que caem
A essência de todos os amores
Você está em todos os lugares
Mesmo que seja no mais distante
E que este distante seja tão perto
Como a distancia entre a mente e o coração
Aflora em mim, outra vez (talvez)
A necessidade de algo tão certo,
Bem perto mas tão fugaz, que se faz
Então necessário parar de pensar
Ainda que implorar-te-ei
Aparecer repentinamente da imensidão
Como quem invade sem solenidade
Um coração, que está cansado (idade?)
Que antes de pulsar, toma fôlego
Pra não cessar esta nostálgica falta
Que na prática, mais bem do que mal faz
Pois assim meio sem sossego
Escrevo em busca de algo mais
Que nem mesmo a mente pode dar
E se desse, o coração não iria agüentar
Pois felicidade em demasia
É como banho de água fria (sacia?)
Em noite quente de verão
Óh pobre coração, de que reclamas então?
Tente apagar de sua mente (novamente)
Que exista algo melhor que pulsar
E deixe as pétalas que caem
Seguirem seu destino (desatino?)
Pois apesar delas, as flores continuam lindas
E a primavera (estação mais bela) ainda vai chegar...
Uma margarida
Uma margarida, na vida.
Pétalas brancas e regulares.
Anete , Carla, Joana, Camile,
Gorete, Márcia, Luana, Jamile.
Uma flor singela. Tão Bela!
Pétalas francas e singulares.
Teresa, Ângela, Marina, Flávia, Milena,
Karina, Elena, Eleuza, Vângela.
Deusas misteriosas! Vai entendê-las...
Pétalas amarelas, singelas.
Vitória, Valéria, Cristina, Anita, Luíza.
Uma margarida, na vida, imita a mulher.
É brisa, é vento, é tempestade...Tempestades de amor, um raio que corta.
Andréia, Diná, Marialva, Naide, Amélia.
Rita é naipe, é paz, é louvor.
Uma flor! Somente uma margarida!
Pétalas francas e singulares.
É Maria José!
Esse poema é em homenagem às minhas irmãs, mãe e amigas.
Dançastes flor no mover do vento,
Uma canção que não se ouve, sente.
Perdestes pétalas ao mover-te.
E inclinando-se nos invisíveis braços quebrastes, morrestes.
De mãos dadas levada fostes,
Pela suave morte que arrebata o belo.
Que na inveja da dança das flores,
Leva a única vermelha no campo amarelo.
Pétalas de carícias
Me chegam do céu,
Me chegam com o vento,
Me caem nas mãos...
Espalham encantos
No coração.
São margaridas
Trazendo vida,
Tocando a paixão
Que vive escondida
No teu coração.
Petalas
As borboletas voam sobre o meu jardim
São cores vivas, pousam sobre às onze horas
Nas rosas claras, violetas e jasmins
Um beija-flor traindo a rosa amarela
Beijou a bela margarida infiel
Papoula e dália estão cravadas de ciúmes
E o beija-flor beijando flores a granel
Pétalas, asas amareladas
Pétalas, espinho seco
Folha, flor, lagarta
Pétalas
As flores voam e voltam noutra estação
Só serei flor quando tu flores no verão