Outra vez
Anoitece outra vez
Acaba mês, começa dia
Se eu conhecesse a verdade
Contava pra todo mundo
O valor de cada segundo corrente
Existente roda do tempo
Onde cada momento
Representa a uma ínfima engrenagem
Um fragmento de fração
Eu penso em nem pensar, mas penso
No silêncio do relógio, que tiquetaqueia
Permeando o bojo da vida
Fortalecendo o fraquejar da vontade
Que eu sei, haverão de ecoar
Por toda uma eternidade
Perdidas, irremediavelmente perdidas
Por detrás do vidro convexo
Que expõe pra todos nós
E ao mesmo tempo nos afasta
Dessa relógio gigante, chamado Universo.
Impedindo-nos de tocar nos ponteiros
E parar, nem que fosse por um único instante
O tempo que se vai ...e nos arrasta
Pra algum lugar muito além
de qualquer coisa que talvez
Alguém pense em chamar de fim
E enquanto isso
Amanhece outra vez.
Edson Ricardo Paiva.
Eu estou lá outra vez e as primeiras pessoas a me receber tem as mesmas caras de sempre, com a mesma conversa premeditada de antes e você também.
Ah, sim, você mesmo, até tu se apresentou para aquele rosto novo que eu apresentei e trocou uns flertes, como se nunca tivesse encontrato pessoa mais linda do que aquela imagem angelical.
Quanto a mim, recebi sua primeira aproximação e de cara o reconheci, não consegui esconder o contentamento e celebrei ter sido encontrada por você pela segunda vez.
Eu acreditei mesmo que estavas a me reconhecer também, que havia sentido a mesma saudade que a minha.
Foi quando tu te apresentastes como um desconhecido, depois de meses distante daquela ultima conversa sem despedida.
Eu até me esqueci que eramos novamente desconhecidos, bateu um ressentimento e um pouco de desprezo ao seu entusiasmo de estar falando com a nova menina, querida e tão linda, também me doeu te ouvir dizer como eu parecia ser tão legal e interessante, só por causa da minha bonita aparência nesse dia, ainda por cima depois de anos que nos conhecemos, foi decepcionante.
Sim, eu esperei você dizer que estava feliz em me reconhecer e de não ter me perdido, queria que me sacudisse os ombros e me desse de novo aquele abraço de saudade.
Queria ter ouvido da sua boca aquele eu te amo de antes, de noite, de madrugada, de tarde, de manhã, aquele me chamando pra ficar para sempre, quando tu prometias que ia cuidar de mim e não podia mais viver sem me ter te esperando em casa.
Talvez fosse nossa segunda chance esse reencontro do acaso, eu ao te ver outra vez pensei numa providência do destino.
Mas, foi só um engano! Você não era o que parecia antes, suas declarações eram da boca pra fora outra vez, sua preocupação com meu bem estar, suas palavras queridas e interessadas, sua vontade de ter alguém para vida inteira, nada disso teve valor real ao ser vista como uma conquista a mais, dessas que te fazem confundir conversas e rostos, pois são incontáveis.
É por isso que você está sempre escondido, não pode ser facilmente identificado e ainda mente sobre sua conduta reservada.
Eu vi na sua iris, a mentira realmente seduz, mas a verdade liberta todos nós da infelicidade.
“As ações falam mais do que as palavras. Podemos pedir desculpas uma e outra vez, mas se nossas ações não mudam, as palavras ficam sem sentido”
E rastros da solidão me perseguem outra vez, angustiante, machucando profundamente minh'alma, trazendo de volta a solidão que tinha se refugiado pra longe da minha alegria.
Estava sozinha, como sempre largada por quem dizia a ela que amava...sozinha; sozinha outra vez.
A bola ressaltava uma e outra vez, num movimento contínuo e perfeito, molhada pela chuva miudinha que pingava sem fim.
O silêncio recortava-se no horizonte e o calor era tímido, molhando-me o corpo, ao qual a roupa já aderia como uma segunda e profunda pele.
De sorriso molhado, soltei a gargalhada, os lábios húmidos e quentes, em uníssono com o ladrar do meu imprevisível cão.
O ribombar de um trovão passou por mim e, algures, bem longe, ouvi o zipar do relâmpago azul e branco cortar o ar e cair.
Todo o mundo recolhido e eu aqui, louca como eu só, deliciando-me na chuva.
O Meu Amigo Travesso
O meu amigo travesso
Outra vez correndo perigo
Ele está de volta a um começo
Aonde tudo começa contigo
Amigo maluco, travesso
Que apuro!
Você é o susto
Que alimenta a amizade
É o barulho que assusta
E acorda toda cidade
Diante de tudo isso
Toda manhã é preciso cuidado
Amigo travesso,
Maluco, pirado
Toda manhã
Eu preciso um bucado
De está pertinho de você
E amigo assim
É pra se ter dentro guardado
E assim pra sempre vai ser
Nunca aqui dentro ter fim
Mesmo que o mundo tiver acabado.
A garoa caia,
Na varanda,
Outra vez.
Ela caiu!
No chão e nas árvores
Tão simples
Garoa fina, de Paris!
Tudo outra vez...
As lágrimas caíram...
Eu fiquei sozinha.
Outra vez você sumiu.
Essa dor minha,
Me deixa fio a fio...
O que conto nestas linhas,
Hoje se tornou frio.
No dia que as tuas lágrimas escorrerem pelos teus olhos outra vez, lembre-se que as plantas só florescem depois que são regadas.
Quisera sentir amor
Quisera me apaixonar loucamente outra vez...
Quisera amolecer meu coração...
Quisera amar...
Quisera tirar esse luto...
Esse vazio que me assombra todas as noites...
Essa dor sem a menor razão...
Esse olhar triste escondido atrás do meu sorriso amarelo e desconfiado....
Quisera amar!
Não existe lição de vida mais certeira como a de tocar no fundo, uma e outra vez, numa só batida, para voltar à superfície.
Quando você chegar, os campos estarão floridos, a terra produzindo, tudo será outra vez, novo, porque tudo, é sempre um recomeçar.
by/erotildes vittoria
(do meu poema, Primavera).
Sem Razão.
Ontem, depois da chuva
Outra vez algo constante
Presente em pensamentos
Sem palavras, sem versos,
Sem traves, graves incidentes,
Sem pauta e sem clave de sol
Duram sempre
Pouco menos que momento
Constantemente cortantes
E que demoram muito a passar
Meus olhos, não sei dizer se choram
Sei que o coração sempre se abate
Timidamente, um tanto pálido
Palidamente lívido
A noite passa
Hoje, bem antes do Sol
Respiro o nevoeiro
A cada dia mais sólido
A graça dos raios
Sutilmente coloridos
Despontando no horizonte
Ausentes aos olhos
de quem busca somente nos sentidos
A causa e a razão para vê-los
Eu penso e relembro
A imagem de olhos, cabelos, palavras
Penso no nada
Existente num lugar incerto
Que fica exatamente
Na linha imaginária
Que demarca o limite Longe-Perto
Um lugar que fica
Entre o Mar e o Deserto
Existentes
Nos nossos corações humanos
Agora, antes da tarde
Compreendo o ponto tardio
Uma certa visão
Que em outra versão
Ou época qualquer
Causaria arrepios
Mas agora são tão poucas
deslocadas, sem foco ou razão
Que quase nada me causam
Além da costumeira tristeza
Última certeza que restou na vida.
Edson Ricardo Paiva
Aviso Importante ! Quando ela te pedir algo que vc tire dela um"ta bom",faça outra vez! porque não está.Faça pra arrancar um sorriso.
Quando ela pedir pra escolher a cor do esmalte,ou a roupa,escolha!! mesmo sabendo que ela vai usar o oposto,porque pelo menos ela vai saber o que vc gosta nela.
Quando ela perder horas se maquiando,fazendo o penteado,se perfumando ou preparando aquela lingerie,não reclame a demora,elogie!!Diga o quanto ela esta linda porque quando vc não perceber que ela cortou 1 milímetro de cabelo ou mudou para aquele tom imperceptível(para os homens)ela vai se lembrar o quanto vc repara no que ela faz por vc.
Quando for o dia de vc's se verem e ela disser"não vem hoje",vá porque se não for ela vai ficar magoada contigo.
Quando ela estiver"naqueles dias",vai te pedir pra sumir,depois pra voltar,te mandar calar a boca e depois questionar seu silêncio.Tenha paciência,porque quando isso passar vai valer a pena.
Quando for assistir o jogo,convide-a,ela não vai prestar a atenção mas aí vc deita ela em seu peito e enrola ela com carinho que ela nem vai perceber que o jogo é tão longo e nem vai reclamar.
Enfim,quando descobrir que ama uma mulher faça isso e muito mais porque se ela te amar nada no mundo paga o valor de ser amado e mesmo elas sendo tão complicadas não vivemos sem elas.