Norte
Pouco me importa se o velho é fraco e o jovem é forte
Se faz frio no Sul e calor no Norte
Se o passado é triste, se o futuro é sorte
Eu quero é Amar a Vida, sem pensar em morte.
Os ventos um dia voltam a se cruzar.. Somos vítima do encontro entre ventos vindos do sul e do norte, do encontro entre o tornado Katrina e o furacão Catarina, essa mistura entre efemeridade e alta intensidade, força e velocidade que faz o tempo passar sem que percebêssemos, desastre que alastra as mais firmes idéias os mais inteligentes planos, carregando consigo o que deve e também aquilo que não deve com um exagerado egocentrismo além do normal, mas que no final termina por ser apenas um sopro, um sussurro aos ouvidos; uma frase de boa noite. Pois até mesmo os fenômenos naturais tornam-se belos diante dos olhos de quem entende, não precisamos ser cientistas para enxergar a beleza de um tornado ou de um furacão, mas apenas ter a sensibilidade de perceber que o que acontece, é apenas a expressão irracional, o desabafo desesperado, de algo que não tem mais como ser guardado ou evitado.
E lembre-se que o hoje o meu guia é o cruzeiro do sul, sairei da América do Norte em encontro a América do Sul, no Sul do Brasil onde se encontra o Rio Grande di Sul, e lá irei direto ao Sul de Porto Alegre, pois sei que ali alguém me guarda no sul de seu coração onde existe muito calor e proteção. Voando como uma águia por cima dos morros em direção aos seus pensamentos, como um sagüi segurando-se pelas árvores tentando tocar o seu sentimento e talvez você nem perceba, pois no fundo sou mesmo um camaleão, mas que diante de todas as minhas camuflas, só não consigo disfarçar que estou te amando.
Baiao de Sao Sebastiao
Vim do Norte
O quengo em brasa
Fogo e sonho do sertão
E entrei na Guanabara
Com tremor e emoção
Era um mundo todo novo
Diferente meu irmão
Mas o Rio abriu meu fole
E me apertou em suas mãos
Ê Rio de Janeiro
Do meu São Sebastião
Pára o samba três minutos } bis
Pra cantar o meu baião
Ai meu São Sebastião
Te ofereço este baião } bis
No começo eu tive medo
Muito medo meu irmão
Mas olhando o Corcovado
Assusseguei o coração
Se hoje guardo uma saudade
É enorme a gratidão
E por isso Rio amigo
Te ofereço este baião
Confesso que perdi o norte. Que me senti sem chão. Sem rumo. Sem nada. Mas quando olhei pra dentro de mim, eu percebi que eu tinha um leste, um sul e um oeste de possibilidades de ser feliz de novo.
Lagrimas fizeram esse rio que vai de norte a sul, olhe para ele sem pena por que ele foi feito com a melhor das intenções, lagrimas derramadas sobre o chão seco por um amor perdido em outra primavera depois de verão que teve um dos dias mais lindos com tantos sorrisos, e sonhos que não se tornaram verdade, e pela chuva que chegou mais cedo assim lavando e levando para bem longe onde ninguém consegue chegar, por que esse lugar fica perto do teu coração partido pelas minhas palavras dizendo adeus sem olhar para traz.
Ate quando a sintonia de um cabresto, vai fazer com que caminharmos para uma luta sem norte, que chamamos de Democracia?
No caminho da história não importa qual foi o norte de partida, o que vangloria é o percurso que se percorreu.
Líderes atentos enxergam de norte a sul, de leste a oeste à sua volta, interpreta as adversidades e as contém, afinal percorre seus caminhos sempre à frente, de olhos voltados para futuro.
Deus nos deu a Bíblia como norte !!!
Em Jó 22.28 você lê:
"Determinando tú algum negócio, seja firme... que a luz brilhará em teu caminho !!!"
Ao traçar o caminho de seu coração... escolha o mais difícil. Pois com toda a certeza, será o mais curto!!!
O Mar
Tu és enorme e forte
Não sei de onde vem,
Mas vai do sul ao norte.
Quero encarar tuas ondas
Temendo afogar sinto medo
Arriscar? Sinto que devo .
Tu me chamas
O perigo me seduz
E o coração queima
Devido a tua luz.
Grande mar azul
Coração dispara ao ver-te
Quero mergulhar, mas...
Temo em não me querer!
Tempo, responda:
O que devo fazer?
Braço, braçado e a curupira espreita no norte do uritizeiro.
Um homem vive e veve das minas e dos góias
corajô ou medrô no sertão,
num sabe o viver e atravessá a montanha do gerais.
Aqui - meu território
limitado ao norte e oeste
pelos ombros brancos do muro
e ao leste por um flamboyant que vomita vermelho
do alto de uma cratera acesa no meio
de um jardim verdeagrestino
incendiado de lavas.
Este território
onde finquei minhas raízes
onde me (mulher) plantaram
E me regaram com a água da vida
por isso que floresci
e hoje sou como uma ilha
cercada (de filhos) por todos os lados."
E as minhas armas são meus pensamentos, enquanto caminho insistente em direção ao meu norte, minhas cicatrizes são pegadas na areia que o mar se encarrega de apagar, como o sol tardando o anoitecer, perduro atrás de um amanhã que sonhei hoje..
As mulheres do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, se reclamam pois sempre pedem um Principe, e só recebem os cavalos. Mal sabe elas que estão sendo sortuda, porque aqui no Nordeste, estamos recebendo apenas os jumentos.