Menina Dançando
nossas almas dançando diante de uma plateia infinita de estrelas,
ao som doce e perpétuo de uma estrela cadente dos desejos atendidos..
A dança das almas
Porque se eu acordar
Eu vou ter que
Acabar
Mais um dia sozinho
Dançando no meu quarto
Pra mim tá sempre igual
Meu caminho é
Uma curva de nível florida
Perfumada e colorida
E por ela eu passo dançando
De alegria desfilando
Pelas minhas conquistas
Pelos obstáculos superados
Pelas bênçãos merecidas
Pela felicidade alcançada
Pela sorte dos dias
Pela alma com lavanda lavada
Pela caridade praticada
Pelo amor recebido e doado
Pelas tentativas frustradas
Pelas amizades queridas
Pela saúde gozada
Pela misericórdia que me é destinada
Pela liberdade espiritual
Pela vida, gratidão
E mais nada!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Os primeiros reflexos
No mar é lançado
Seus raios fulgurantes
No grande espelho refletido
Dançando a valsa da brisa
Hoje grito os 400 mitos que se foram
Os mitos desfarçaram-se novamente
Logo estarão dançando e festejando sua demência
Não há doença quando o festejo é coletivo
Serão eles/elas hoje arrependidos
Queriam ver o sangue daqueles que não o deles escorrer
No sentimento do ódio a loucura reviveu e tomou corpos
Os doentes e viciados, eles afogados nos seus dentes podres, atormentados, amordaçados e desprezados
Eles/elas gritam o seu ódio por viver
No mundo formado por um invejoso, seria óbvio fazer do outro o invejador
Assim dançam, festejam, bebem o sangue imundo do poder
Eles/elas vivem uma eterna romantização dos braços, beijos e afago que eles/elas afogam por querer
Ciranda de roda
Ouvi segredos sobre quela moça,
dançando com sua saia rodada
uma poesia no meio da praça
girando
girando
girando
sorrindo em sua ciranda...
derramando alegorias a cada piscar de olhos e poeira a se espalhar...
confetes e fetiches rodeando os olhos que a admiravam...
para aqui e apara lá...
cochichos aqui e ali....
a boca carnuda e rosada a chamar a atenção...
borboletas, me perdoem, mas ela faz voar inspiração...
tirou o moço de barba e chapéu de palha para dançar
e ele ficou todo dengoso
quando a moça se pôs a girar...
chegou o arrasta-pé
e a moça soltou suas mãos negras e lindas...
e sem olhar para trás,
puxou a menina de cachos rosados,
que admirava seu gingado há dias e risos...
e gira
e gira
e gira
menina doida, essa menina
vira criança sonhadora
quando na ciranda se solta,
roda, roda, roda aquela moça...
passarinhos que me mordam
e me perdoem logo em seguida,
se não resisto àquela moça...
deixando a cacheada rosa, chamou aquele moço,
tirado a emburrado, com a cara de entojo,
mas todo mundo sabia que era pura mascaria, no fim das contas
e da folia, era amor que ele tinha e sofria de desgosto...
mas, meu sinhô, minino doido... disse a menina a bailar...
não se apegue, nem se solte,
dance a ciranda e rode, que a menina gosta de um xote...
só dance
sem se amarrar
porque a doida por uma ciranda
gosta mesmo é de dançar.
Dançando Negro
Quando eu danço
atabaques excitados,
o meu corpo se esvaindo
em desejos de espaço,
a minha pele negra
dominando o cosmo,
envolvendo o infinito, o som
criando outros êxtases...
Não sou festa para os teus olhos
de branco diante de um show!
Quando eu danço há infusão dos elementos,
sou razão.
O meu corpo não é objeto,
sou revolução.
Dançar... como me faz bem!
Dançando me esvazio
de tudo o que me incomoda,
de tudo que me falta,
de todos que me julgam,
de todos que me olham,
de tudo que deixei de fazer e
de tudo que abri mão.
Dançando acalmo o coração
por toda a necessidade humana
que me faz sentir inútil,
por todas as pessoas que perdi
e estão em outro plano.
Dançando me conforto
por todo o trabalho que não posso fazer,
por estar distante de pessoas queridas,
por tudo o que quis estudar,
aprender e não foi possível.
Dançar me faz sentir feliz quando
estou com o coração sangrando.
Dançar é meu remédio.
E como dizia Friedrich Nietzsche,
“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música"
É isso...não esvazia,
aquele que não pode ouvir a música!!!
nas asas das borboletas vamos
subindo e colorindo
sorrindo e fluindo
cantando e dançando
voando e encantando
amando e perdoando
pensando e alegrando
vencendo e envolvendo
conhecendo e agradecendo
florescendo e merecendo
toda beleza, aos olhos vendo
todo amor, ao coracao sentindo
toda ternura, em nós crescendo
toda gratidão desabrochando
toda fé transbordando
no infinito céu da esperança
mergulhada na lembrança
na alma de uma criança
tudo é uma grande festança
e pro espírito uma bonança!!!
O vazio
Sinto-me oca.
Leve como uma pena,
Dançando ao ritmo do vento.
E pesada, plantada ao chão,
Com raízes firmes,
Como uma Sequóia.
O que me impede de fugir.
Nesse ambíguo sentir,
Esvazio-me.
Título - Felicidade
Como um conto de fadas, vamos todos dançar e sorrir. As fadas dançando nos céus e cantando melodias tão doces que agraciam nosso ouvidos tolos. Vamos, vamos brincar igual antes, nos divertir como crianças sem se importar com coisas fúteis como "Amor" ou "Tristeza". Deem as mãos e girem, girem olhando para as lindas fadas que estão nos céus.
NoLife$
NA CADÊNCIA DO SAMBA
Na cadência samba
conheci você,
dançando ciranda e o maculelê.
Morena brejeira dos olhos de mel
não és Julieta, e eu não sou Romeu
somos versos da história
que o amor escreveu.
Morena bonita
de endoidecer
eu fiz este samba pra lhe enaltecer
na rua ou no asfalto
meu partido alto é você.
Na cadência samba
conheci você,
dançando ciranda e o maculelê.
Despretensioso ouroborus
Olhando para o céu
Desejei ser passarinho
Livre, leve a planar
Dançando no ar, o seu caminho.
Agora que sou:
Desejei ser o vento
Para a força dele sentir
Incrível é como ele me sustenta
Se é assim no agora, imagina no porvir?
Agora que sou:
Desejei ser o céu azul
Pomposo em toda a sua imensidão
Vagando por ele logo penso:
Se fosse eu, quantas cores não existirão?
Agora que sou:
Desejei ser o sol
Poderoso e brilhante desde o amanhecer
Se como céu já contemplo, uma visão de tudo na terra
O espaço será lugar, muito melhor para ver.
Agora que sou:
Por um tempo fiquei admirado
Mas depois o tédio me tomou
Mesmo no privilégio do poder
A solidão me abraçou.
Distante da terra
Me sinto tão sozinho
Olhando-a falei:
Desejei ser eu, agora, quando desejava ser um passarinho!
Antagonistas
Tantas vozes, muitos rumores. Línguas dançando em um ritmo descompassado. Era tanta opinião marcante, que tornava difícil entender a cadência da universalidade do som.
E depois de tudo dito, ainda faltou compreensão! Atônito, senti o peso do silêncio em meus lábios cerrados, enquanto parecia escutar o eco de palavras no ar.
Infelizmente, os dois antagonistas por exercerem tamanha força, acabaram por se anularem entre si. Impensável casamento prematuro e trágico, nem pra deixar de lembrança um sentido ...
Numa noite inusitada, ao som de uma arpa, dois apaixonados estavam dançando enquanto
a lua os observava,
Expressavam uma sensação de leveza
como se estivessem sob algum encanto
Quase que pairando no ar, tanto que as estrelas desprenderam-se do céu, queriam de perto
aquela ocasião presenciar
Até que a música parou e precisaram se despedir
Foi um encontro repleto de emoção entre
o Caro Amor e a Bela Razão.
Eu não consigo
tirar ela dos meus pensamentos,
dançando até o chão e me
levando por entre os vãos
da minha mente.
As luzes estão baixas,
mal consigo ver seu corpo,
ver ela mexer está me levando
ás alturas.
Posso ficar acordado
até o amanhecer,
desde quando é necessário
dormir quando se tem você
ao meu lado?
Estou no paraíso?
ou é so mais uma tentação
do outro lado,
por você já sinto
o fogo subir pelas
minhas pernas,
do mesmo modo
que você sobe do chão
e me puxa.
Dançando em meus pensamentos,
de All Green á Gaye,
me leve menina,
me leve baby,
meu corpo queima por você
estamos juntos da manhã
ao anoitecer,
da noite ao amanhecer.
Natureza dançante
Os flamingos dançando charmosamente no meio do pantanal,
As belas aves de rapina dançando em movimentos rápidos entre as montanhas nevadas da Noruega,
Os morcegos dançando agarradinhos e no escuro das cavernas mexicanas,
A vida é uma dança, vamos dançar ?
DANÇANDO NA CHUVA
Aos quarenta e sete do segundo tempo,
você me aparece como se fosse o vento,
levando o que ficou para trás,
e deixando o que senti jamais!
Embarcado nesse amor profundo,
navegando desse jeito, eu vou ganhando o mundo.
E quando vir aquele mar revolto,
você me guiando vai me deixando solto.
Querendo ficar sem saber o plano,
o amor vai tomando conta sem nenhum engano.
Não pede licença nem pro coração,
ignorando até mesmo a reputação!
Sem nem mesmo a tempestade passar,
a porta ficou aberta deixando o amor entrar.
Você me caiu como se fosse luva,
e foi me ensinando a dançar na chuva!