Melancólicas
A Sinfonia dos Corações Partidos
Por: Aleff Lavoisier
A sinfonia melancólica
da caixinha de música,
consegue exprimir
as sangrias sensações
que a mim motivam.
A melodia dramática e profunda,
traz à memória fatos passados
que na verdade não passaram,
apenas estavam adormecidos,
guardados num mundo de segredos
à espera de quem abrisse a caixa.
E novamente a música da dor
toca o coração cicatrizado,
e ferozmente ecoa
no infinito sem rumo.
Ao decorrer do tempo,
sua melodia desvanece do peito,
porém, permanece à espera
de quem a recomece.
Em vez de murmurar e fazer sua vida se movimentar em círculos melancólicos, pense: por que vou desistir no melhor momento de aprendizado da minha vida? Isso mesmo! Desistir pra quê? seguir em frente é uma mudança de atitude positiva, e como faz bem.
Melancólica? Talvez.... Eu tenho pulsação sanguínea que bombeia para o cérebro e coração. Sou humana. Eu tenho sentimentos. Eu não troco a minha melancolia pela falsa fábrica de sorrisos das bonecas de plástico. Pessoas vazias não acrescentam nada em tua vida. Elas apenas adornam por um curto período de tempo a tua estante empoeirada. O tempo passa e cai a máscara do sorriso manipulado. Ser sentimental talvez seja um erro, pois nem todos merecem a tua melhor parte. Nem todos merecem o teu coração. Mesmo assim é preferível ser intensa e profunda do que ser rasa e vazia de sentimentos.
Como um avião que rasga o céu tirando sua harmonia e deixa um rastro melancólico pairando sobre nossas cabeças, que vai se dissipando aos poucos como bruma ao amanhecer, mas logo tudo vai voltar a ser o que sempre foi. Até outro avião passar novamente.
E aqui estou eu de novo, descontando toda minha raiva escrevendo qualquer coisa melancólica sobre amor, abstraindo dos meus sentimentos toda frustração que me fez passar outra vez. Mas tem que ser assim mesmo, devaneio meu pensar que olhando em seus olhos vou conseguir falar todas essas coisas sem fraquejar.
E ai? E ai,que nós só somos dois carentes melancólicos a procura de alguém pra quebrar nossa solidão.
“Só existe um triste e melancólico FINAL, quando não há perspectivas e esperança de um novo RECOMEÇO!”.
SOMBRAS DO PASSADO.
Eu hoje acordei melancólico, busquei no passado por uma lembrança sua e decidi passar assim o meu dia, com você, então eu fiz sua imagem conforme as linhas e traços que me veio no pensamento; sem me lembrar verdadeiramente de você, por momentos; tracei na imaginação aquele desenho que você ainda pequenina riscou no chão, sobre um pedaço de papel, ainda em desalinho, lembra?.. Só isso ficou em mim e é desta forma que eu te imagino hoje.
No desenho você brincava no tapete da sala, e engraçado, os riscos verticais espaçados na cor azul, pareciam indicar pingos de chuva, sim, porque tu empunhavas nas mãos uma “sombrinha” colorida. É assim que eu te tenho hoje, apenas um esboço como um vulto tênue meando a luz e a escuridão; e interessante; no desenho você ainda sorri. Mas, num repente a imagem parece me encarar, vejo na sua testa o franzir como se quisesse me intimidar; parece não me reconhecer mais; mas, eu continuo sendo seu amigo, eu sou seu pai, não te lembras?
Hoje retrato- te aos poucos, pois restou- me apenas a vaga lembrança daqueles riscos desordenados no papel; pois que também me são raros os momentos de lucidez, e nesta fase difícil em que me encontro, vivo apenas de esboços esporádicos que me vem na memoria já bastante enfraquecida... Parece triste, mas tem sido assim a minha vida.
Às vezes penso que são apenas sonhos, mas que por instantes me parecem tão reais... Assustado e sentindo muito medo, desvio o olhar, miro para a luz e começo a rezar, então, lentamente retorno-o à escuridão e sinto um calafrio, pois o vulto permanece lá, delineado no vazio, com seu olhar de reprovação..
Sinto ser você pela beleza, mas a mente doentia, já não me permite mais a certeza, pois que quase nada de você ficou comigo, talvez apenas fragmentos de uma trágica desilusão, mas aqui no meu no coração, algo me diz que eu te conheço, e que em algum tempo ou lugar, eu já estive contigo.
“Sobrevivemos alimentando nossos sonhos, mas, havemos de morrer diante da nossa realidade”.
Do livro: A cadeira de vime.
Abraços fraternos
Melancólico é o coração do poeta que, conhecendo a doçura e a surrealidade dos pássaros, resolve reverenciar propositalmente a brutalidade lídima dos elefantes.
Aquilo que não dizes
me é melancólico discurso
Pois, navega tua vida
e eu seguirei meu curso
Nada de até logo ou adeus
embarcados apenas em sonhos
Eu nos de alguém, e tu nos meus.
Estava meio surumbático, esquisito, melancólico, tão, que só Camões,quando morreu sua esposa Chinesa, no naufrágio de seu navio no mar da China. Depois, foi ele se exilar e garantir as possessões Portuguesas no estreito de Hurmog, hoje Hormuz, e nos brindou com a grande epopeia lusitana, que o soldado luiz Vaz de Camões, versos inigualáveis nos Lusíadas. Livro obrigatório, pois ali, mesmo com a exaltação vista por todo o texto, estava claro a tristeza, a saudade e a melancolia, como podemos ver nestes versos:
"Anda tao unido o meu tormento comigo que eu mesmo sou meu perigo"
Ali, podemos entender toda nossa contemporaneidade e nossos medos que desde o século XVI, o mesmo dos navegadores continua a nos assombrar. Através de Camões podemos entender toda a nossa desilusão e melancolia, entrelaçada de furores de jubilo e esperança. Ali Camões, curou toda a tristeza da perda de sua amada. Porém, ao que parece, pois não há dados históricos verossímeis, mesmo em batalha, pois estas sempre lhe acompanharam, curou-se da saudade, mas a tristeza e melancolia que o habitava, permaneceria em toda sua vida.Como tudo na vida tem algo de bom, fomos brindados com uma saga e versos dignos de nos darmos o título de civilizados. Cada dia que passa, sinto que a única coisa que nós fará sermos lembrados daqui uns 10, 20 mil anos, se muito, serão os livros. Mas voltando a minha dor camoniana, estava eu pronto para ir para Brasília e sabia de antemão, que a cidade havia se tornado um deserto. Ninguém queria falar com ninguém, os tribunais e repartições estavam parados, as boates antes tão cheias, vazias. até as garotas de programa, tão procuradas pelos nobiliárquicos ores do poder, estavam dando 50% de desconto ou mais, ou seja, a cidade estava sendo movida a lexotan e pronazepan, era uma melancolia estampada no rosto de todos. Nunca a cidade esteve tão desesperada, não havia Hormuz, para ninguém se exilar e esperar o tempo curar todas as dores. O tempo conspirava contra todos, os cargos e empregos ia virar pó. Mas eu tinha que ir, havia recebido os honorários e tinha que despachar no tribunal, não tinha, depois que vazou a lista de processados ou citados pela procuradoria da república. Alguns, mesmo deixando claro que não tinha outra saída. peguei o voô e em uma hora, já estávamos desembarcando, quando num dos assentos, vi uma propaganda da prefeitura de Curitiba, que algum passageiro havia deixado, me interessei e a levei comigo. Enquanto ia pegar minha mala, fui lendo e eme interessando cada vez mais. sabia, que dado o baixo astral da cidade, eis que ali é uma rede e todos, todos sem exceção fazem parte dela, seria inútil minha ida naquele céu exuberante como tão bem Toninho Horta, retratou na música céu de Brasília. Cheguei ao Hotel e havia decorado todo o panfleto, confesso que já me sentia um especialista. Nem mal me aloquei no quarto e já fui visitar uns sites chinesas, pois se você procura conhecer de coisas bizarras, tem de procurar na china. nós ocidentais somos muito caretas. E não é que achei, li tudo, decorei, as diversas cores, prendi a ler a sorte e o futuro, pequenos tocos, pois eu que nunca pensara ser possível, depois que me dei conta, que desde sempre ele esteve comigo. Ao final, tendo todas as minhas previsões que Brasília, estava uma bosta, curei-me de minha melancolia, me tornando um especialista em cocô, afinal um país que tem uma elite de merda, só sendo especialista em cocô, é que é possível sobreviver, neste deserto sem qualquer futuro.
Desde criança, ouço histórias de que o domingo, no final do dia, é sempre um pouco melancólico. “É um entardecer estranho!”, dizia uma jovem que sonhava com casamento e que morava na minha cidade. “É solitário, é como se a semana estivesse acabando e, com ela, acabassem as chances de algumas coisas novas acontecerem”, lamentava ela. Eu argumentava, dizendo que a semana acabava no sábado. Domingo era o início. E todo início nasce com alguma possibilidade. Lembro-me de um padre que falava sobre isso. Que dizia que era bom, depois da missa, ter retreta para alegrar a noite de domingo. Coisas do interior.
Ouvi gente dizendo que a melancolia do domingo vem da consciência de que o fim de semana acabou e de que tudo recomeça na segunda-feira. Ficava pensando eu, "Mas quando se trabalha no que se gosta, isso não é um problema". O tempo foi passando, e eu fiquei com a impressão de que essa melancolia era coisa do interior. E de que, nas grandes cidades, com mais opções, o domingo era uma festa. Teatro, cinema, shopping, shows musicais, encontros interessantes. Foi quando, numa roda de amigos, ouvi alguns desabafos semelhantes àqueles da cidade de onde vim. Final de domingo é melancólico, final de domingo é quase uma dor.
"Dor"?! Perguntei um pouco chocado. "Dor do quê? Dor, por quê?” Ficaram se entreolhando e talvez imaginando que a minha pergunta não fizesse muito sentido. Que era óbvio que essa tristeza do crepúsculo dominical vinha sem ser convidada. Insisti. E eles ainda em silêncio. Então, uma amiga disse: "Vamos fazer compras?", e outra retrucou: "Prefiro um cinema, o tempo passa mais rapidamente".
Querer que o tempo passe mais rapidamente é não compreender sua grandeza. Cada tempo é tempo de existir sem descrenças, sem desistências. Sejam domingos sem luar ou quintas-feiras promissoras. Não importa. Reinventar as ações é prova de compreensão da vida. Cada dia tem o seu tempero.
Fiquei lembrando quantas pessoas que conheço e que aproveitam o domingo para fazer algum trabalho voluntário. Visitas a hospitais, asilos, abrigos, comunidades carentes. Contadores de histórias, fazedores de bolos ou de outras comidas. Operários das boas ações. Boas ações fazem aqueles que visitam amigos que, por alguma razão, sentem fome de gente e para quem só a solidão é presença frequente.
Para muitos, o domingo é um dia santo. Rezar nos preenche dos melhores sentimentos. Ajuda-nos a refletir sobre o que fizemos e sobre o que necessitamos para que nossa ventura na vida tenha um sentido. Muitos sentidos. Rezar ajuda-nos a ficar um pouco com as nossas feridas e com as lembranças de futuros com que sonhamos.
Não é proibido sonhar aos domingos. Nem nos outros dias.
Fernando Pessoa, sob o heterônimo Álvaro de Campos, no início de seu poema "Tabacaria" surpreende-nos com dizeres benditos:
Não sou nada. Nunca serei nada, não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
À primeira vista, lendo esses versos, invade-nos uma sensação de vazio, de angústia, de descrença. Mais atentamente, percebemos que o eu poético confessa que pode não ser nada, mas pode ter sonhos. Só o que possui são muitos sonhos. Todos os sonhos do mundo! Que grandeza! Que bênção poder sonhar! É a presença que supre todas as ausências. É um mistério que o domingo ou qualquer outro dia pode não ver, se não desejar ver.
Que os pensamentos que vestem de tédio alguns domingos arrisquem momentos ricos de reflexão. A reflexão que agrega e não a que deprime. A reflexão de que a vida é útil, de que cada instante é precioso e de que os futuros são sempre bem-vindos. E nos desperte, também, “a sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro”. Quem sonha tudo pode. Até mesmo colorir de alegria todos os momentos de todos os dias. Não desperdicemos a vida, não apressemos o tempo, com lamúrias e queixumes.
Bom domingo a todos! Recebamos felizes a chance de mais um início.
Sou um palhaço melancólico, um poeta sem memórias.
Sinto-me cair, com pernas bambas, tudo balança.
choro de pesar, minha alma está presa, e meus sentimentos... estão mortos.
"Querido,
A sua carta talvez seja a mais melancolica. Você foi um daqueles amores inesquecíveis. Nunca esqueci como e quando trocamos número de telefone. Ambos tímidos e com certa insegurança do que viria depois. Mas o depois veio, nos trouxe momentos duradouros e decepções e sofrimento que em vão tentei deixar no passado mas que ainda carrego no peito. Suas lembranças estão comigo, presas em fotografias. Com você, pude ser eu sem medo de parecer rídicula. Aceitamos os defeitos um do outro e o fato de sermos orgulhosos, e estamos seguindo em frente e aceitando ambos nossas decisões. Eu te compreendo, espero que me compreenda também, por ter esmorecido e estar enterrando o passado, com essa carta que nunca será lida por você.
Com amor, Anônima."
melancólico sentimento
melancólico olhar
frio meu destino
abruto repente,
afloro meus cortes;
são meu sangue minha vida
que correm sem destino,
me atrevo a deixa sem despedida.
doce sabor de um veneno...
ate confortante no tremor de minha palavras
dignas ou mais sopro do final derradeiro,
minhas angustias são flores ao vento,
espalhas por minhas dores...
diria um amor ou destino que sofra
mais nunca será igual sentimento.
morte por dentro não existe glamour.
fora corpo frio sem vida...
diante a escuridão da eternidade,
seja mais há flor que se decompõem na sua beleza,
real temor está na vertentes do amor abandonado...
friamente declarado no imenso teor da humanidade,
castigo, talvez, o banimento seja resto deixado...
nas centelhas de uma paixão, assim vinculada
triste história como uma avalanche num desastre natural...
entretanto pode ser normal abstenção dos sentimentos.
apenas uma peça de troca uma mercadoria com defeito
de fabricação ou seja a insensível que trás no coração...
contraste minhas flores mortas por sentimentos.
esquecidas na minha vida.
Ao profundo insano mundo d informações... ñ saciamos nossa sede melancolica d desejos banais... necessáriament dependmos d reavaliação d nosso subconciênt... q as veses, só ñ conseguimos... a ste proposito... dominants psicófagos, demostra seu proposito.
Seu amor, sua paixão, seu agradável embora melancólico
Anseio desaparecera como a maior parte de suas outras reações
Emocionais ainda tinha consciência de seus sentimentos por ela
Mas eram como outro aspecto de si mesmo que se destacara;
Como um espírito saindo de um corpo sem vida.”
Pássaros sem asas
Todo pássaro engaiolado
É de uma inocência santa.
Com cântico melancólicos
O seu algoz ele encanta.
São preces para ir embora...
É um poeta que chora,
Não é um pássaro que canta.
Cínico e cruel, o homem
Diz que o amo o dia inteiro.
No entanto sorrir, ao vê-lo
Ali inocente e prisioneiro.
E sem amor no coração
Ainda chama aquela prisão,
Onde ele morre, de viveiro.
Gostaria de colocassem esta poésia em toda as gaiola onde existise um pássaro aprisionado chorando, enquanto seu algoz delira pensado ser um cântigo, e pior ainda diz que o ama.
O Natan, um amigo meu de profissão, apôs ler esta poesia soltou um pássaro, então o pedi que lesse todo os dias e hoje ele não cria mais nenhum e ainda distribui esta poesia por aí a meu pedido. Tente você fazer o mesmo.
Obrigado.
Já Vai, Tarde?
O sol desce no horizonte.
A brisa, correndo campo afora.
Melancólicos, girassóis reverenciam.