Inquieto
Mantas da vida..
Quando inquietos, o que hoje não é raro, talvez estejamos a buscar sentidos no que ainda se faz oculto, mas está presente em nossa caminhada.
Difícil, mas necessário aprender com o tempo que o melhor é não escolher atalhos afoitamente, embora aparentem encurtar caminhos, apenas ensejam e alimentam a ânsia de chegar mais rápido, onde estão nossas entranhas para lá nos fartarmos de todos nossos segredos.
Apenas engano, necessário jornadear por onde tem que ser, assuntando os sinais, sons e cheiros que, por menores e supostamente desconexos que sejam, na verdade são significativos retalhos das mantas das vidas, estas sim, entrelaçadas com um único fim que ainda desconhecemos...
Represa De Mágoas
No interior de um sorriso feliz represando um triste nos frisos da pele enrugada e esticada se perfaz um ingrato consigo mesmo, iludido pela transparência ofuscada da mentira e da desonestidade em seus sentimentos açoitados.
A base dessa ilusão são os singelos exemplos de força e sobrevivência buscados em momentos, em sons ensurdecedores onde o não tão inocente se arma para ser o próximo.
Em nossos reflexos desviamos o olhar para onde nossos olhos não enxergam, mas veem.
Analisamos erros e oportunidades achando que perdemos de ganhar e ganhamos de perder, de vencer ou concorrer.
Olhamos para frente e não nos vemos lá, ou quem sabe sim, mas como, com quem e de que forma?
O melhor a fazer é curtir o momento, viver o tempo como se fosse o último, assim nos embriagamos sem álcool, onde o tempo nos passa e ultrapassa como em movimentos motores vistos pela sua janela.
Arbustos, árvores, pedras e sinais ficam para trás, deixando não rastros, mas evidências de que por ali passei.
Com um pouco mais do passar do tempo percebo que nunca perdi nada, nem mesmo deixei de aproveitar algo, pois as pessoas apesar de deformações e formações são as mesmas.
O que pensava ser bom se torna simples, o doce se torna inverso, e tempo perdido sinônimos daquilo que nunca fiz nem nunca tive.
Agarrar momentos é como apertar o líquido, o vento, areia e o pó, podemos tentar, mas se vai assim como veio e seu ciclo percorre linhas circulares.
Quero chorar quando sentir dor, berrar quanto meu fôlego suportar e minha garganta raspar.
Quero me afinar em gargalhadas, deitar e suspirar passando minhas mãos sobre meu lençol.
Quero olhar para as paredes e sentir a liberdade e a inocência mental da honestidade em meus momentos seja ele qual for ou onde quer que seja.
Não anseio por choros de lamentações nem sorrateiramente declino meu pensar em cargas passadas, mas endureço as vigas que sustentam minha vida, e essa mesma razão desenharei em cima daquilo que um dia me derrubou.
Não quero momentos, nem distância daquilo que me fez mal, muito menos quero ser aquilo que serei sem as cores que me borraram.
Posso não mudar o que passou, mas posso unir experiências boas e ruins, fortes ou fracas para reescrever minha história, pois o passado é imutável, mas o meu futuro é inquieto.
Autor - Massáo A. Matayoshi
SONETO DO AMOR COMO O VENTO
Capítulo I
Coração tão confuso e tão inquieto
Movido à eternidade em sentimento.
É todo inesperado como o vento
Que vem intenso ou muito bem discreto...
Este vento me faz um ser completo
Vivendo de emoções todo momento.
De incertezas, então, eu nem comento
Pois delas com certeza estou repleto.
Tento me equilibrar nas ventanias
Mas me entrego ao amor que vem profundo
Sem saber se vem firme ou passageiro.
E vou avaliar nas calmarias...
Pensar na vida e refletir o mundo
Neste inconstante ciclo aventureiro.
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Capítulo II
Há nuvens que anunciam com ternura
O turbilhão do tempo logo adiante...
E a ventania surge em um instante
Com o exaspero que a paixão procura!
Recomponho-me forte na estrutura
Enquanto tudo encobre o meu mirante...
Percebo o sentimento vir radiante
Em soneto de amor como aventura!
Respiro e jogo-me de novo ao léu
Após a calmaria que passou...
Yemanjá que me ajude, por favor...
Soletrando meus versos de cordel
Seguirei novos rumos do que sou
Aflito e naufragado pelo amor.
O silêncio ajuda o inquieto a se perturbar, o ignorante a reclamar e o sábio a refletir, planejar, sonhar e vencer.
Honrosa Tutóia
No decair do dia em Tutóia, se faz brindar, de belo encanto,
à brisa que vela o manto,
da canoa que do mar retorna,
trazendo em si a vitória, daqueles que nela estão agora,
pescador, rede e o pescado, que neste o sabor tem o agrado,
que faz seus filhos a tal terra bela voltar.
Por isso, não troco minha Tutóia, por nenhum mar de concreto,
prefiro o pé preto, do mangue a mar aberto,
a pele queimada pelo sol constante,
pois sei que nela, haverei diante,
de suas dunas de areia dançante,
abrandar meu coração inquieto,
sossegar neste berço eterno e assumir ser dela fiel amante,
declarando ao quatro ventos, minha gratidão e amor,
e assim faço o devido louvor, a Deus por ter nascido,
em tal terra de mares bravios e suaves rios,
e que encanta aqueles que nela pisaram, e apaixona a cada dia, os que nela habitam.
Culpa do coração...
(Nilo Ribeiro)
Um amor nunca descansa,
ele está sempre em movimento,
este amor faz cobrança,
pois é de fogo o sentimento
a paixão é um conflito,
ela às vezes é contraditória,
às vezes atinge o infinito,
às vezes muda a trajetória
o amor é inquieto,
o amor é impaciente,
às vezes muda o projeto,
não ouve o coração da gente
o amor é vivo,
o amor é combustivo,
o amor é expressivo,
o amor é explosivo
o amor só tem um fim,
é quando ele morre,
mas ele está tão forte em mim,
que meu coração vem e o socorre
enfim uma conclusão:
"meu amor é um inferno",
mas o que fez meu coração,
fez meu amor por ti, eterno...
Perco-me
No encanto dos teus olhos,
me inquieto, sem que venhas
a sentir.
O carmim dos teus lábios
marcam trilhas em meu corpo.
Me abandono, te contemplando.
É bom sentir este apetecer,
teus cabelos lisos, com uma
rosa neles posta, me faz sonhar,
melhor ainda, faz eu em ti, me perder.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A não-poesia nos versos
Versos as avessas
ao contrário do inverso
as avessas do contrário
versos!
Desconformes
anárquicos
inquietos
postos nos versos das folhas.
Versos parvos
parvos versos
escritos...
Impressos!
Versos
e universos inteiros,
nos poemas - partidos ao meio -
tomados de emoção.
Versos
e segundos inteiros
lançados ao ar,
feito estrelas à imensidão.
Regresso da lua e da pena
alquimia de tinta e papel
versos esculpidos um a um
odisseia num mar de escrevinhação.
vozes
e silêncios inteiros,
acomodados em um súbito rompante
da mais pura inquietação.
Pausa em ritmo contínuo,
Parece que tudo está fora de mim,
Mas tudo pulsa num silêncio ininterrupto,
Vazio de um inquieto eco sem fim,
Estou aqui na minha cama só pensando em você.
Netflix com insônia, nada faz eu te esquecer.
Fico aqui meio inquieto, um oi seu a esperar.
Te falar bateu saudade, volta logo, vem-me amar.
Se o seu silêncio for mais barulhento que a sua voz, então é bom que cante ao invés de falar e falar.
INQUIETUDE
Vem de dentro
sobe sorrateiro
pode ser ânimo ou preocupação
ansiedade, falta de sossego
bate no peito, move coração
agitado, receio
sufoca por dentro
tira atenção
é complexo ou chamego
que me queira
busca da razão
tudo vai, logo volta
se é dentro ou de fora
passa tempo, passe agora
inquieto vá-se embora
-Inquietude-
E se não fosse por minhas inquietudes, jamais descobriria que desconheço uma grande parte dos segredos do meu ser.
A necessidade que habita em mim é sempre descobrir mais, mais do que possa existir, mais daquilo que me falta e sempre faltará.
A necessidade que habita em mim é de descobrir que sempre o que se sabe, sabe-se pouco em sua integralidade.
É no silêncio que falamos sutilmente a muitas pessoas que há coisas que não devem inquietar a nossa alma.
Certa vez um velho sábio disse a seu aprendiz: sente aqui e observe;
Então o aprendiz ficou esperando por alguns minutos; mas o sábio não se movia, o mesmo foi ficando irado, inquieto, até que num súbito instante perguntou: O que vamos observar e quando vamos?
O sábio calmamente responde; não consegues ver nem mesmo o que sentes, como queres ver o que ainda está em oculto.
Quando estiver inquieto e quiser descobrir a raiz do problema... apenas pare e escute bem os desejos que o coração está exigindo de você.
Inquieto Coração
Meu coração é um eterno sonhador
Viaja nas mais longínquas paisagens
A procura de encontrar o seu amor
Onde o sol arde e a alma vê miragens
Meu coração tem sempre pensamentos
Que deslizam pelo corpo como clamor
Impulsivas emoções e contentamentos
Que mesmo calados, ainda falam de dor
Meu coração chora lágrimas contidas
Perturbando o silêncio da madrugada
Rasgando o peito com abertas feridas
Acorrentando os desejos nesta morada
Meu coração está sempre a desafiar
Perdido nos corredores dum labirinto
A procura do algo mais para acalmar
Sua inquietude latente neste recinto
Minha razão transita entre espinhos
E leva na bagagem toda sua emoção
Traz consigo, também, o seu carinho
Para ver serenar o inquieto coração!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/05/2008, segunda feira, Rio de Janeiro, RJ
É com tamanho entusiasmo que olhamos e vemos que nossos percursos cheio de aventuras foram legais ,mas quando nos deparamos e acompanhamos alguma aventura alheia ,não é tão divertido e tão pouco saudável, que nos corroemos por dentro sem poder manifestar alguma reação.
O paradigma pragmático vai deitar-se com seu celular e diz baixinho pra ele. Para de vibrar, sossega.
Vai dormir Android, boa noite. rsrsrsrsrs...
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