Fantasmas
MELANCÓLICA
(A Poeta de Rio Claro)
Rogas!... aos fantasmas que eleva à vida
Da sua ilusão! E entorpeces as magias
Do medo, que aos versos fazias
Indagando, gélida, de alma que não lida!
Pelos teus prazeres! De voz entorpecida
Nas trevas, que outrora, às melancolias
Postou o teu corpo, vil, que não lias
Dentre os teus mistérios, flor ensandecida!
Rogas!... ao teu Deus, o seu engano de dor
Sem lágrimas... no saber exaltar
Os teus passos, presos, sem tanto amor!
E rústica, cantas os teus sons em desfalecer
O seu temor, descrendo, seu vozear
Nas verdades, e nas crenças do teu viver!
Seus dragões e os seus fantasmas lhe colocaram diante de uma luta intensa, menina. Mas, não desanima. Respira fundo. Lembra das outras lutas que você já venceu. Os tombos, menina, te deixam mais forte. O jogo ainda não acabou. O céu pode parecer distante, mas Deus tá pertinho de você. Nem pense em se afogar nas lágrimas. Segue nadando de braçada firme e decisiva. Vibra alto e vai longe, menina.
Nossos fantasmas são como o Fogo que queima desde o nosso nascimento até mesmo no coração mais frívolo. Desanimando e influenciando a paralisia do nosso melhor.
Usados como medos e alimentando nossas limitações como uma arma rumo ao lado negro, rumo ao pior.
Mas quando seu caminho é marcado por camadas e chamas sucessivas de traição, perdas e decepção, o melhor a fazer é exorcizar seus demônios, e deixar-se guiar como um pássaro rumo ao voo. Mas você nunca estará totalmente curado, pois a verdade absoluta do exorcismo causa amarras e cicatrizes em seu coração. Ninguém escapa do passado. Estamos todos juntos, porem sozinhos.
Com aspecto de devoção e piedade não exorcizamos nossos fantasmas mais adoçamos o demônio.
Escrevia para afugentar as amarguras, para exorcizar velhos fantasmas. As letras vigoravam além de toda manifestação compreensível das palavras. Tornavam-se a única sobriedade remanescente da sua introspecção doentia. (Do Livro – O Segredo de Clarice Lispector)
A felicidade é uma busca interna. Um caminho individual através do qual enfrentamos nossos fantasmas. Não são as coisas que conquistamos ou as pessoas com quem nos relacionamos que nos fazem felizes. O que nos faz feliz é a forma como enxergamos, o significado que damos a tudo isso.
A felicidade, assim como a tristeza, não é maior que o tempo entre duas descobertas. A intensidade com que vivemos é que determina o tempo que levaremos para renovar nossa alegria ou reciclar nossa tristeza.
É um caminho que fazemos sozinhos, mas não é um caminho solitário.
Encontramos outras pessoas ao longo da nossa caminhada. Algumas mais evoluídas em suas descobertas e outras menos. Existem também aqueles que, com medo de andar e sem coragem de admiti-lo, ficam à margem da estrada criticando os que caminham. Agem como se fossem donos da verdade, ignorando que a verdade só descobre quem pega a estrada. Só vão se dar conta de que não viveram, no final. Daí acordam para o fato de que a decisão do primeiro passo lhes pertencia, do último não.
Fantasmas da minha Imaginação.
Fumava meu cigarrinho de paia assentando no banco da
Estação da Estrada de Ferro Madeira Mamoré em Abunã.
O apito do trem relampejava os trovões da prosperidade
E com ele vinha um moço que mais tarde seria o maior
Fofoqueiro da região, Doutorzinho Joaquim Tanajura.
O cheiro da borracha era melhor que o de uma rapariga
Um me enchia de prazer e o outro enchia a minha barriga.
A coisa começou a ficar preta, além da borracha, anunciou
A corneta, com a invasão pelo Abunã de Los Hermanos,
Culpa dos meus irmãos que invadiram La Banda pelo Purus.
Sai em disparada para outra vila estação, sem saber ao certo
Em qual iria ficar se de Jacy-Paraná, Mutum ou Vila Murtinho,
Pois aqui nem mortinho fico e com as porteiras escancaradas
Vim parar no núcleo de Poço Doce que de doce não tinha nada.
O tempo passa e volto para minha vila de Presidente Marques,
Ansioso procuro por minha estação de Abunã e meu banquinho
Que pelo tempo foi substituído, cadê meu povo? Cadê o trem?
E a Borracha com a prosperidade não mais vem? Aonde estão todos?
Estavam onde sempre estiveram os fantasmas da minha imaginação.
Construa teu castelo de sonhos e deixe os fantasmas do medo saírem pelas janelas, e ao adentrar feche o cadeado (coração) e respire fundo e sejas tu majestade de tua própria mente , não olhe mais pra trás e jogue a chave fora. E as janelas? - Deixe-as abertas, as cortinas também esvoaçam...
Enquanto Ela Range os Dentes
Eu Espero os Fantasmas
Os fantasmas bebem comigo quando a lua vem
Eu abro a minha porta todas as noites
Eles aparecem e se apropriam das poltronas
coçam meus pés e bebem meu vinho
Não falam da vida os fantasmas
nem comentam as fotos que guardei
Eu me sinto bem com os fantasmas
Eles apenas gostam de ficar por ali
assoprando nas orelhas do cachorro
o cachorro se acostumou com os fantasmas
já não tira os chinelos das poltronas
percebeu o quanto os fantasmas são
importantes pra mim e o cachorro também
não quer me ver triste e eu sei que de
uns tempos pra cá o cachorro também ficou
dependente deles pois uiva de dia enquanto
eu leio Frost no telhado
o dia passou a ter 72 horas
o dia passou a ter grossos livros de poesia
o dia passou a ter Whitman, Thoreau e Bashô
o dia agora é um osso esquecido no assoalho
o dia agora é uma longa espera da noite
que é quando os fantasmas aparecem
Eu espero já sem muita paciência
não há nenhuma suavidade ou delicadeza em meus gestos
os fantasmas são a melhor companhia pra
quem descobriu que está realmente sozinho.
Somos nós, fantasmas do underground, ou a própria marginalidade em si, quem criamos o novo, abrimos as percepções, provocamos, incomodamos, insurgimos.
O silêncio é a pior resposta que podemos receber de alguém...
É como se fôssemos fantasmas e ninguém pudesse nos ver!!!
O problema da imaginação fértil é que germina só na nossa mente e criamos tantos fantasmas e mundos incógnitos que até nos surpreende.
29 de agosto de 2013.
Os fantasmas da sua ausência me assombram,e levam consigo todo o ânimo e força de vontade que um dia já tive.Como queria estar ao seu lado e ta fazer feliz.Espero que esteja bem.Te amo Gabriel.
Sou livre o bastante para não permitir que fantasmas passados assombrem o meu presente, basta a cada dia o seu mal. Por isso planto flores, cores, amores e tudo o que há de melhor nesta vida, e o que tiver de ser será.
Estive cercada de devaneios que me faziam conversar com fantasmas. Estive cercada de encostos que não me deixavam viver. Animais soltos tentavam devorar-me. Não fugi de nada. Não refreei em nenhum momento meus pés. Olhei-os atentamente. Eram ilusões , eram apenas ilusões saídas de um circo que eu desenhei.Fui ao espelho, retirei minha maquiagem , nada adiantou. Então resolvi me tornar cinzas. Ascendi labaredas e ao fogo me dei. Quando amanheceu, lavei minha alma com meus afetos. Fui olhar o mar e percebi que eu estava morta. Havia parado num tempo que não existia mais. Perguntas e mais perguntas me cercavam. Basta ! Não sei o que dizer-me. Estou comigo , estou com Deus. Retalho as lembranças. Mais tarde volto , estarei inteira.
_____ Lene Dantas
Todos nós temos nossos fantasmas, que nos atormentam e tiram nossa concentração.
Dia após dia trabalhamos incessantemente seja em casa no trabalho ou até mesmo no lazer essa canção psicológica que tenta nos tirar do caminho que determinamos.
Não tema o desconhecido, não se assuste com tais fantasmas, pois eles são necessários na nossa atual historia. Só quem os supera consegue escrever no mural da vida o progresso alcançado.
Os meus fantasmas estão por ai, tem dias que eles simplesmente aparecem, me angustiam, me perseguem, dominam minha alma fazendo com que às vezes eu me sinta sufocada, sem um caminho, sem ter para onde ir. Nos dias melhores eles estão adormecidos, quase nem lembro que existem, sei que estão ali, mas nesses momentos quem os domina sou eu.
Quem dera que pudesse domina-los todos os dias, esquecer tudo que me angustia dia após dia e ser apenas feliz. Quem dera eu pudesse escolher apenas não lembrar, não sufocar, não tirar os pés do chão, não flutuar em meio ao caos que é a minha mente, parar de me debater contra a correnteza que insiste em me arrastar pra longe da minha pequena ilha, onde acredito estar minha segurança, ou melhor, minha sanidade.
Só quem já teve a sensação de estar enlouquecendo sabe como me sinto agora.
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