Estrada
Tudo que eu tinha para oferecer alguém era uma boa companhia para nos perder pelas estradas a fora desse mundo louco.
Viajando pelas estradas, cruzando rios, andando sobre picos, nos altos picos minha alma meditava. Na natureza minha alma se encontrava. Percebia o quanto era bom; saudável ser livre. Com todo amor que preenchia meu coração. Livre de toda a civilização. Sujeito as leis da natureza... as leis do próprio universo. Que a noite me servia de teto. Na natureza minha alma jamais havia se sentido tão preenchida de tanto amor; liberdade. Éramos uno um com o outro. A cada horizonte minha alma se fortalecia. Em cada paisagem que o sentir da minha alma alcançava. Estava eu livre de todo tipo de apego que a alma só a corrói. Não tinha mais nada para não perder. Tudo de importante minha alma trazia consigo. Toda a verdade e sinceridade que na liberdade busquei. Coisas imateriais o que realmente tem valor de fato.
Ao me ver livre eu me sentia livre. Um perdido pelas estradas. Cujo o lar era a natureza. E a própria liberdade. A emoção que aos meus olhos me trazia. Toda liberdade de poder sentir se parte da natureza. Navegar nas densidades das matas densas. Poder acalmar a fera que sempre existiu em mim. E que tanto ansiava voltar a natureza.
Rejeitei o mundo e abracei as estradas para o bem da minha total... livre, liberdade. Um uivo entre as estrelas longe de toda escravidão social.
Em plena liberdade no mar de estradas a navegar livre com toda sua liberdade. Ao sentir-se livre me joguei em um mergulho profundo nesse mar de liberdade. Meu coração completo ficou de pura gratidão.
A estrada me proporcionava uma enorme liberdade que me impulsionava cada vez mais em viver. E entre uma curva ou outra me sentia cada vez mais como as correntezas de um grande riacho.
Na natureza vivi a estrada era o meu único lá. Então corri de forma tão apaixonada em busca da verdade. E de toda a sinceridade possível. Não tinha nada além das minhas próprias loucuras para oferecer ao alguém. Eu era um andarilho um super andarilho como eu gostava de mim chamar. Um vagabundo viajante louco pela natureza.
Eu deixava a estrada a me levar para onde fosse. Eu deixava a estrada a me levar aonde o sol sempre nascia. E igualmente conduzia minha mente a cada vez mais a sonhar. Em ser livre um grande homem... um homem livre.
Homem só
Uma busca insana
Um desejo enlouquecedor
Um homem perdido
Uma estrada , sem valor
Uma conquista insensata
Uma implacável realidade
Um sorriso disfarçado
Um lenço ensopado
Do herói nada sobrou
Apenas seu dessabor
Hoje encontra-se sozinho
Por não saber manter o amor
De tudo teve um pouco
Mas não soube dar valor
Na solidão está
Triste a contar
Os fatos vividos
Ás lembranças de outrora
Dos tempos felizes
Que ficaram na memoria
Islene Souza Leite
“Não desista da sua viagem porque a estrada tem buracos, nem fique o tempo todo desviando deles, mude de caminho”
Ney P. Batista
Jul/15/2021
A medida que a vida passa mais certeza temos que o homem contemporâneo caminha por estradas obscuras, pois a luz que ele utiliza não aponta para o seu futuro, mas apenas para o seu presente.
Na estrada da vida, as vezes é necessário pivotar, seguir novos caminhos, reinventar a roda, recomeçar com pequenos passos. Neste recomeço, podem surgir surpresas, te embriagar de sorrisos e embelezar seus dias de felicidade.
Árvore
A tua sombra é oásis na estrada
Suas raízes sustenta-lhe à vida
Seus frutos tua missão na jornada
Renovar-se é tua veste caída
Valorize-se. Exalte a sua força e o a sua luz, sem modéstia
Quando vislumbro a estrada, o meu primeiro passo é literalmente o primeiro passo de todos que serão necessários para eu chegar ao meu destino. E eu chego.
Solto os meus cabelos ao vento e sigo sem olhar para trás.
Quando vislumbro os céus, aciono minhas asas.
Taxiando em direção ao ponto do impulso sagrado, rumo à sensação de ser um pássaro, decolo desprendida do cinto de segurança e voo ao encontro de mais uma realização da liberdade de ser.
Quando preciso manter-me em uma rotina inevitável, agradeço por ter uma rotina que me é salutar. Agradeço por estar viva e com autonomia de poder a rotina mudar.
Quando penso que algo pode ter chegado ao fim, vem a vida e me prova que cada experiência é apenas um novo ciclo começando, só depende da nossa ótica, aliada às nossas bem intencionadas ações.
Então, mais uma vez, constato que eu realmente sou dotada de um olhar holístico, especial e diferente sobre tudo. Sou dotada de muita sorte e poder de transformação.
Tudo que é tido, por muitos, como o fim para mim acontece simplesmente com o propósito de um renascer. É quando eu mais brilho, no meu poder de metamorfosear.
Transmutação tal que atua como a consagração das minhas tantas realizações, mas também como fonte próspera das tantas conquistas que estão por vir. E elas vêm. Sempre vêm. Sou realmente iluminada.
Quando eu penso que a vida vai cansar das minhas ousadias e desistir de me dar tanta moral e proteção, ela me oferece novos desafios. E melhor, ela redobra o número de guardiões para cuidarem de mim, nas minhas aventuras opcionais, ou carmicas.
Eu, emanando proteção divina, coragem e paz interior calço um belo salto, visto tons mais coloridos, "solto meus cabelos ao vento", visto uma minissaia, exponho o meu sorriso espontâneo e nem preciso pedir licença para passar. Os caminhos estão sempre abertos. Livres para eu fluir com a minha luz própria. E chegar onde preciso e mereço chegar.
E eu, realmente, sempre chego.
Estando eu na estrada, ou no ar o meu novo show de ousadia e sucesso encontra sempre as cortinas abertas para a qualquer momento o espetáculo começar.
Quando a alma se expande em verdade. Quando a alma exala qualidade na sua essência, e brilha sem os artifícios pirotécnicos tão comuns nas almas fúteis, autoritárias, narcisistas e cênicas a única mentira que frusta é aquela que afirma que podermos "vir a lua todas as noites". Sim, isto é frustrante, pois nem sempre é possível vê-la imponente no céu, independente do traje de cada uma das suas fases.
Contudo, até o breu celestial, sem a presença do satélite deste planeta azul, que encanta os corações através de olhares sensíveis, se rende ao nosso luzir pessoal, apesar de estar há anos luz de distância de nós e ter uma infinidade de estrelas reluzentes habitando todo o firmamento.
De uma forma ou de outra, na vida, a gente só tem o que merece. E eu sou grata, porque tenho merecido bastantes coisas boas. E por saber valorizar e usufruir dessas riquezas, não me permito mais perder tempo com nada, nem com ninguém que ainda pauta suas vidas na construção e vivências de momentos e atitudes que priorizam, com extrema naturalidade e inconsequência consciente, sua total insistência na falta de mérito explícita nas suas ações mais ocultas e mascaradas de atos de gente de bem, enquanto escancaram para o Supremo o seu explícito demérito no que se refere o pavimentar do seu futuro que claramente ficará fora da obtenção do status de glória.
Quando na estrada da vida optamos por trilhar, preferencialmente, pelos atalhos é sinal que a nossa tendência à aquisição de aprendizados, de um modo geral, é retardatária
Se a minha opção fosse, somente, transitar confortavelmente pela estrada do politicamente correto, que é pavimentada, também, pelas exigências da hipocrisia; hipocrisia que costuma causar dependência enquanto as belas paisagens ao redor ocultam os sorrisos amarelos dos transeuntes, eu não estaria livre para ter a satisfação de ser uma camaleoa no contexto da minha expressão literária. Ok, sob um paradoxo, camaleão não é exatamente um animal encantador e cotado para ser um companheiro agradável de estimação, porém, considerando que o natural da natureza é ser brisa e vendaval, garoa e tempestade, floresta e deserto e, igualmente, ser essência na beleza do gatinho e da onça, sinto-me uma privilegiada. Sinto o natural em mim. Sinto-me parte do verdadeiro sentido do existir
Aquele que segue a estrada para juntar-se às estrelas, porém deixa luz e inspiração no coração dos poetas, é um ser que não passou inutilmente pela existência material
### A ESTRADA NÃO TRILHADA II ###
Em noites de silêncio, onde as sombras dançam,
Penso nas trilhas que a vida não me fez passar.
Decisões guardadas, sonhos como pássaros engaiolados,
Há uma caixa de Pandora dentro de mim, em silêncio...
Os risos que não ecoaram pelas colinas,
Amores que se desfizeram antes mesmo de florescer,
O tempo perdido, entre incertezas e convicções,
Cada escolha que hesitei, me trouxe até aqui...
Se a vida tivesse outro percurso, outros ventos,
Será que encontraria mais paz, mais serenidade?
Ou seria um espectador de uma outra existência,
Ainda buscando o verdadeiro sentido do ser?
As sombras das vidas não vividas me perseguem,
Ecos de um passado jamais realizado, sussurrando.
Mas no destino que escolhi, encontro pedaços de paz,
Aceito as imperfeições que me moldaram, com gratidão...
A vida, com suas incertezas e suas belezas,
Não pode ser domada, moldada ao nosso querer,
Mas pode ser apreciada em sua essência plena,
Encontrando beleza em cada dia, em cada amanhecer...
A aceitação do agora, com suas alegrias e dores,
Permite que eu viva plenamente meu mundo interior.
O futuro é uma página branca, pronta para ser escrita,
E cabe a mim preenchê-la com experiências e amor...
As vidas não vividas são mistérios guardados,
Mas a vida que escolhi é profunda, verdadeira.
E em cada segundo que passa, encontro razões
Para seguir adiante, buscando o sublime no mundano...
--- Risomar Silva ---
Aqueles que se recusam a evoluir acabam ficando a beira da estrada, é cruel, mas é a seleção natural!