Escrever
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
Só por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de você não é,
E nunca será demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor é um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminável
Desta primavera incontestável.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
Tenho o balanço das amendoeiras
(mãos extremamente macias),
Tempo para escrever poesias
(tenho muito o quê cultivar),
Tempo para ventar versos...,
(para espalhar o meu perfume)
E no teu íntimo penetrar.
Valsa em mim, não durma!
Balançam as amendoeiras,
Lá no meio da rua...,
Assim sendo infinitamente - tua,
Um acorde iluminado pela Lua
Ciente de que és o Sol e regente,
Das orquestras das orquídeas
Dos afetos sem perfídias,
Valsa em mim porque me toca
Algo mui sublime que plantaste
De tal forma que hoje rio à toa.
Tenho tempo porque tenho,
Tempo e o balanço
das amendoeiras,
O que há em mim,
tem tempo para tudo;
Tenho no pulso
O relógio do amor,
Para mim, o amor não passa
E não muda - nunca!
Brisa tão mansa,
Como a infância,
Doce esperança,
Mística cândida,
Sublime poética
De ser trigueira
E madrugadeira
Que balança
Como uma amendoeira.
A minha extravagância
Tão atemporal,
A minha loucura
Tão celestial,
Nascem do desafio
Tal como o vento
Cortante,
No oceano
A desafiá-lo,
Sou um mistério
Inteiro;
Nascido para te desatinar.
Do nada comecei a cantar
Na beira do mar
Não tive como te abraçar
Pûs-me a escrever nas areias
O belo amanhecer
Recolhi carinhosas conchas
Lindos presentes das sereias
Vendo o barco passar
No balanço das ondas do mar.
Cantei algumas músicas
Todas em espanhol
O meu coração se abriu a sonata
A mais bela celebração apaixonada
Tentativas de quem não sabe
Mas de quem de coragem
De um dia aprender
E os mares cruzar
Só para te rever.
Acariciando o mar
Enternecido amanheceu o sol
E eu bem longe de você
Louca para te amar
Espantando o frio do outono
Resolvendo com tudo romper
A poesia praiana irá te ter
Como o Universo se abre para a Terra
Tens todo o meu amor e minh'alma
Que o Mal do mundo jamais encerra.
O beija-flor-de-orelha-violeta
emprestou a cor das orelhas
para escrever este poema
para dizer que quando você
acha que ninguém te vê
é quando por todos os lugares
você anda sendo mais visto,
ou melhor, 'bem mal visto'.
Poesia Alexandrina
Capturar inspirações
nas estrelas para escrever
a Poesia Alexandrina
que me leve a atrever
a ser inesquecível
na sua vida de um jeito
que você não imagina,
e com insuperável magia
que ninguém há de deter.
Amo Viver em Rodeio
Não tenho razões
para escrever uma
elegia porque amo
viver em Rodeio
e aqui é só alegria.
Dicas para quem quer escrever um poema para a sua cidade
1- Não se preocupe em ser certinho na hora de escrever, manifeste o seu sentimento afetuoso pela sua cidade,
escreva como se estivesse conversando com uma pessoa que você admira muito.
2- Não tenha vergonha de elogiar as pessoas da sua cidade.
3- Conheça a História e os aspectos geográficos da sua cidade.
4- Elogie a História, a Natureza, a Cultura, a fé e as festas ou algum outro aspecto que você ache interessante em registrar no seu poema sobre a sua cidade.
Poeta sem vergonha
Disseram-me que eu deveria
ter vergonha de escrever poesia
porque a minha escrita é comum,
Graças ao meu bom Deus
que muitos dizem me entender, diferentemente da tal
pessoa que disse não gostar
e desconfio que ela não sabe ler.
Ler não é o ato isolado de ler,
existe gente que só de escutar
ou até simplesmente tatear
sabe com maestria entender,
Na vida só se pode dizer
que sabe ler só se você
de fato consegue entender.
A tal infeliz ainda ratifica que
eu deveria ter vergonha do que
escrevo e de ser chamada de poeta,
Vergonha mesmo eu não tenho,
porque ser poeta sem vergonha
é só para quem nasceu com talento.
Vivo em flerte com
o nosso Folclorismo,
e por escrever poesia,
busco, revivo, danço
e reúno na minha
mesa as tradições,
Inclusive aquelas
que não têm a ver
comigo para que
da memória não
sejam esquecidas,
Como as batidas
de frutas típicas,
a Cachaça,
o Vinho quente
e o Quentão
da Festa Junina,
Se tiver calor
eu bebo suco,
e se tiver frio
vou mesmo é
de Chocolate
quente com Paçoca,
A opção sempre
é ficar sóbria
para nunca perder
o trem bão da História.
O Sol vespertino que beija
carinhoso a Ibirapita,
Dá motivo para escrever
um poema e ser poesia
até o final do nosso dia.
O primeiro dia do ano
O primeiro dia do ano
é a tua oportunidade
de escrever a sua poesia interior
para levar os doze meses
que virão pela frente com amor.
No vigésimo dia do ano em Rodeio
Crie uma rotina de escrever
poemas e poesias de amor
pela nossa cidade de Rodeio
neste vigésimo dia do ano,
Vivemos num belo recanto
que merece ser regado
com amor diário para que seja
sempre carinhosamente preservado.
Ipê-ouro sublime
e poético nesta tarde
serena onde me faz
escrever com a sua
cor o meu poema
sobre a sentença
do meu divino amor.
Que toda inveja se transforme em inspiração para escrever, escrever, escrever...
Não apenas pra mim, mas pra quem já sentiu ou sente esse monstrinho capaz de atrofiar asas, pensamentos...
Mas e se ela escrever sobre mim?
Pois é, nem sempre ela faz isso, mas o enredo da história quem faz é você.
Quer se sair bem no texto?
Entre direito na vida dela!
Quando se demora começar a ler
O jeito é, pra compensar, escrever
Para o coração de uma amiga alegrar
E dos seus escritos poder testemunhar
Nossa amizade começou na flor da idade
Bem nos tempos da faculdade
Na UFG nós estudávamos
Mas ganhar o mundo almejávamos
O tempo rápido passou
E o destino nos distanciou
Mas a vida tratou de nos aproximar
Quando do forno saiu Au Noir
A leitura muito me doeu
Sabendo o que lhe aconteceu
Um misto de tristeza e alegria
Sem bem definir o que me ocorria
A alegria era de orgulho
Au Noir é um verdadeiro mergulho
Para as suas memórias, querida escritora
Você sempre terá uma fiel leitora
En Blanc veio sem demorar
Eu logo quis sem titubear
Qual seria agora a faceta da amiga minha?
Li, Lili, Eli, Eliane ou Elianinha?
Demorando estava a leitura
Minha amiga já na maior frescura
Este poema eu escrevia em gratidão
E ela achando que recebia um sonoro não
En Blanc é como Au Noir
De qualquer um capaz de tirar o ar
Histórias que tocam a alma
Impossível não devorar e ler com calma
É envolvente e não passa em branco
É mesmo um verdadeiro encanto
É sincero e também louco
Impossível não ficar confusa um pouco
É leve, mas também denso
Muito suave, porém intenso
Faz chorar e faz sorrir
Dá vontade de ficar e de partir
O que tenho a lhe dizer, amiga querida
É que seus livros impactam, dos leitores, a vida
Melhor é saber que é sua história
Eu a guardarei pra sempre na memória
Au Noir, En Blanc e outro tanto
Lerei todos sempre com o mesmo encanto
Impossível por seus livros não se apaixonar
O que você escreve nos faz viajar
En rose espero que sempre fique
E que nessa estrada se solidifique
Todos os dias "au Petit bonheur la chance"
Férias, Europa, estrada e romance
Deus preserve essa capacidade
E que ela só melhore com a idade
Que dias en blanc sejam constantes
E que nunca lhe falte maravilhosos instantes
Continue a viajar
Para com suas histórias nos animar
Que seja sempre cheia de inspiração
E que a Ele entregue sua gratidão
Não existe um só
dia que não recorde
dos lábios de Abiu
que me fazem escrever
Versos Intimistas
do anoitecer ao amanhecer.
(É sobre o nosso silente querer).
Na sua pele doce
como Cupuaçu colher
Versos Intimistas
para juntos escrever
em silêncio poesias,
e só de muito amor viver.
