Escrever
Eu sou violento ao escrever, quando estou indignado, mas a minha caneta só emite tinta preta, não sangra.
Quem deve sangrar são os estúpidos fazendo força para entender o que digo..
"Escrever para mim, é como tocar piano, sem nenhuma analogia digital.
A nota certa só é alcançada depois de muito ensaio-assim escrevo poemas e aforismas, com os quais consigo deixar escapar minha verdade,
sobre o modo de como vejo mundo."
Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando definido o rumo a ser tomado, personagens escolhidos e nomeados, então já temos uma história, história que será revelada a cada página. O Autor, quando entrega-se completamente à voz que escuta do narrador, não pode mais mensurar as medidas da obra que pensa que escreve.
Evan do Carmo. Autor de 30 livros. entre prosa e poesia..
A IDADE DA RAZÃO
Aos 58 anos, penso, talvez, que seja a hora de escrever um livro maduro, cheio de experiências reais, experiências que acumulei durante toda minha vida. Contudo, não sei por onde começar. Qual seria o titulo deste livro? Notas do Subsolo, ou um simplório Zé Ninguém?
Um poeta, pois é assim que defino-me, não deve encher o mundo de miséria, nós temos a obrigação moral de incutir nos homens a ideia abismal de que a humanidade tem conserto. Logo concluo que um romance realista seria de pouca ou de nenhuma importância neste momento. A vida anda muito difícil pra muita gente, precisamos de fantasia, de ilusão, mesmo que passageira, a ilusão nos alimenta de esperança, e esta esperança, não raro muito fugaz, pode aliviar a dor emocional das guerras em curso, e, sobretudo do cataclisma que foi o holocausto e a recente pandemia.
O vinho e a poesia ilude, mas cura, se usados na medida certa.
Sobre ser poeta
Ser poeta
não é escrever.
É sangrar sem ferida visível.
É andar entre os vivos
com os pés fincados no invisível.
Ser poeta
é ouvir o que não foi dito,
ler o que o tempo omitiu,
beber da fonte que seca os outros.
Não há descanso para o que vê demais.
Não há paz para o que sente em excesso.
Ser poeta é dormir com as cicatrizes abertas
e acordar com palavras grudadas nos olhos.
É saber que nada dura
e ainda assim amar —
como quem beija o rosto da água
antes que ela escorra.
Poeta não descreve.
Poeta desvela.
Poeta não tem vocação.
Tem maldição.
É escolhido pelo silêncio
pra dizer o que mata
e, ao dizer,
sobrevive.
Escrever, hoje em dia, é um ato de resistência contra a insanidade coletiva que nos domestica, que nos embrutece, que nos impede de perceber a dor do outro. Vivemos num mundo de intolerância, de verdades absolutas, onde quem duvida morre. Na escrita, há uma brecha. Uma fresta de lucidez. Um instante de verdade.
Ali, diante da página, o poeta — como um semideus — nos apresenta a beleza honesta da dor. Ele nos representa como somos: seres humanos. Falhos, imperfeitos, mas humanos. E durante o tempo da leitura, sem nenhuma distração, sem nenhum pensamento alheio, nos conectamos com quem somos. Com nossa essência. E ao perceber isso, algo se transforma.
Porque há uma catarse que acontece. Às vezes sutil, às vezes brutal. Mas acontece. Saímos da leitura mexidos, acordados. Descobrimos a força incrível que é ser humano. O poder que temos em mãos. A capacidade de sonhar — mesmo com tudo em ruínas.
A pergunta é: o que vamos fazer com isso? Vamos tentar mudar o mundo, ou voltar à realidade mórbida, fingindo que nada foi dito? A poesia nos entrega uma verdade. E a verdade, uma vez vista, não pode mais ser ignorada.
A arte de pensar e escrever, com olhos da oportunidade, é uma criatividade singular para a realização de qualquer pensador.
Não há limite para escrever livros, porque a Bíblia é a fonte inesgotável de bênçãos e da excelente autoestima para viver uma vida bem-sucedida.
Não há limites para escrever, falar e aplicar a sabedoria divina para aqueles que a amam, de todo o coração.
Alguns conseguem escrever seu nome na cabeça de uma alfinete, mas Jesus consegue ser a sua Cabeça e escrever seu nome no Livro da Vida Eterna.
Basta a Bíblia para todas as nações serem felizes e prósperas, que podem escrever intermináveis livros de sucesso para todas as bibliotecas do mundo.
O maior capítulo dos pregadores fracassados é escrever a sua história com o dinheiro dos fiéis e solicitar na televisão doações em prol de seus programas de sustentação evangélica.
Quem tem o dom do Espírito Santo de escrever sábias palavras pelo altruísmo e simpatia de Jesus, a sua maior recompensa será ver uma vida transformada pela fé na sabedoria de Deus.
Dê-me um motivo para escrever sobre a felicidade, que eu escrevo um livro volumoso, motivado na alegria no Senhor.
Para escrever muitos livros basta ouvir, ler, aprender e ensinar muito e ver o que os homens precisam praticar, observando os seus comportamentos bons e maus.
Fácil mesmo é apontar um lápis e escrever no papel o que quer; difícil é desenhar na vida um coração apontado por Deus e viver segundo a Sua vontade.
Dá para criar um vídeo ou escrever um livro acerca do sucesso: é só retirar da mente a falta de informação, da criatividade e da praticidade.
Aquele que tem habilidades para falar ou escrever bem está a um passo do seu êxito profissional ou da sua graduação acadêmica, porque todas as pessoas gostariam de ser treinadas, conhecidas e projetadas no mercado de trabalho e ser inseridas no meio de excelentes comunicadores, facilitadores e empreendedores sociais de sucesso.
Aquele que deseja escrever um livro se desligue das vozes eletrônicas da diversão virtual, porque funcionam como interruptores do raciocínio e da criatividade.
Jesus escreveu a Sua história com sangue; procure escrever a sua com fé e obediência à Palavra de Deus, fazendo boas obras.
