Entardecer
Sinto sua falta ao entardecer quando a saudade vem lembrar-me que sozinho estou. Sinto sua falta ao deitar, quando olho para o lado e abraço o vazio frio da noite. Sinto sua falta na madrugada quando acordo em meio a devaneios, onde o real e o surreal estão conectados e te trazem até mim por uma fração de tempo. Breve momento de loucura. Sinto sua falta ao amanhecer quando desperto e o sol não me cativa com seus raios. Sinto sua falta sempre que venho aqui falar sobre nós. Sempre que percorro essas ruas vazias deixando rastros por onde passo sem saber por aonde ir. Sinto sua falta sempre que olho para o lado e sou acariciado pelo vento que vem me lembrar de que em outros horizontes você se encontra. Sinto sua falta sempre que deixo a água correr pelo corpo em meio ao banho fervoroso que queima, cala fundo em minha epiderme e me faz lembrar nossos dias quentes de outrora. Sinto sua fala sempre que abro a porta e o que entra senão uma leve brisa, a qual vem me reconfortar diariamente. Nessa hora dói. Dói na alma que ansiosa olha para fora esperançosa de vê-la adentrar e a beijar uma vez mais. Sinto sua falta dia e noite, noite e dia, mesmo quando meus pensamentos repousam por breves instantes, quando já exaustos me deixam órfãos de emoções, parando momentaneamente meu coração. Sinto sua falta. Falta de você aqui. No entanto sinto-a viva aqui dentro. Dentro deste que agora pulsa vagarosamente, mas louco para disparar em sua direção e abraça-la fortemente e dizer-te uma vez mais: Eu te amo!
Te quero ao amanhecer,
mas me torno indiferente ao entardecer,
sinto saudades ao anoitecer,
o que fazer?
Ao amanhecer, pense positivo, assim quando chegar o entardecer você terá uma colheita de muitas energias positivas para armazenar na sua mente, Por que quem planta amor,colhe amor em qualquer estação...
Entre o entardecer e o anoitecer
Em cada encruzilhada
vidas inteiras se cruzam
num incessante
entroncamento de laços.
Mesmos rostos,
mesmas vozes,
lentos passos.
Estamos continuadamente
a nos encontrar.
Um dia, nosso adeus final
impede-nos de entre
os vivos continuar.
Tudo é doce demais
para o amargor
que inevitavelmente
temos que experimentar.
Nem tudo é alegria,
pois a morte,
com sua harpa a tocar,
ceifa as vidas
nos impondo um último
e sôfrego acenar.
Portanto, antes que
tudo acabe,
seria interessante
esquecermos contínuo alarme,
pois apesar das pesadas correntes
nas quais a vida nos arrasta,
nada é pior que a morte,
com sua orquestral trapaça.
"Que cheirinho bom de Pinheiro no meu entardecer, isso é coisa de Deus conversando com a Lua se aprontando para a noite chegar."
A noite é o novo dia
Metáfora são estas palavras que escrevo já no entardecer,
Candentes emoções escritas na alva frialdade destas letras,
Aproximação súbita dos versos que me parecem distantes ...
A noite nos transporta até o amanhecer!
Essas palavras perfazem imagens,
Põe retratos diante de nossos olhos.
É necessário que um sonho seja devaneio para que algo aconteça?
É necessário que um certo sonho seja quimera para que algo seja dito?
Em certa medida na ausência do imaginário,
É possível abandonar-se na realidade!
Noites raramente comentadas,
Contudo dias não menos fundamentais.
Ao entardecer me sinto tao bem em ver os pássaros voarem as flóres brotarem do grão e ceguir A lua que ilumina meu camho ao seu coração
O entardecer é quando o Sol nos pede licença
para ir cumprir sua outra missão: a de iluminar a Lua.
Há tanta beleza na criação de Deus, muitas jamais
vistas e outras tantas nunca notadas.
E a natureza sempre dá um jeitinho de mostrar seu
charme mesmo quando escondida pela artificialidade
humana...
Se o Sol e a Lua dançassem a cada entardecer, o vento nos sopraria um tango.
Os dias estão indo embora feito pluma ao vento. No entardecer confesso que até penso em você, mas não é intenso como antes. Estou cansada das suas palavras, e hoje, aquele sentimento bonito se transformou em um tanto faz.
Te espero no entardecer, naquela hora que somente nós dois vagamos de tanto amor.
Te espero também no levantar, naquela hora que o silêncio de fora facilita o respirar do nosso amor.
Te espero porque quero, porque meu mundo pede sempre você e é tão natural essa espera que permaneço tranquila até a tua chegada.
O mistério que cerca essa minha espera não se pode avaliar.
Eu apenas honro a sua vinda. Sempre!
Ele me veio tão belo quanto o entardecer, seus olhos eram como o brilho das cores que se misturam ao pôr-do-sol, e era maravilhoso poder contemplá-lo.
O teu sorriso
O teu sorriso é a manhã preguiçosa de domingo,
o entardecer,
o teu sorriso é a porta do paraíso,
e lá eu quero viver.
De cantinho, meio tímido
ou espalhado, desajeitado,
amo cada sorriso teu.
Tens vários sorrisos,
mas acho que o mais belo,
sincero e bonito
é quando estas comigo,
ou será engano meu?
Para sonhar contigo basta eu fechar os olhos,
e para ver teu sorriso basta piscar,
quero a todo momento e
a cada segundo poder te encontrar.
Vê sê fica perto,
não foge mais de mim,
não.
Quero mais que o teu sorriso,
quero matar essa imensa saudade
que aperta o meu coração.
“ – Na melhor das hipóteses, eu não te esperava
O entardecer era sempre uma incógnita. As horas passavam, sucediam-se perdidas em milhões de pensamentos que não eram, nem poderiam ser traduzidos para o real. O sol declinava lentamente, acompanhando a espera. Querendo presenciar o encontro, as nuvens passavam rápidas, uma empurrando a outra. Todos queriam ver.
O encontro não se deu.
Não ri. Nem chorei. Senti um vazio imenso, como se alguém absorvesse tudo de bom que eu tinha.
Na melhor das hipóteses, eu não te esperava.
Sentia-me leve, caindo sem ter um apoio, um chão, um fim para a descida.
A casa tornou-se grande e a minha solidão ecoou em cada canto dela. Ouvia. Conseguia perceber os lamentos que por ali perambulavam. As paredes estavam impregnadas de desilusões, alimentando-se das alegrias que antecederam ao encontro.
Que não se deu.
Andei de lá pra cá levando a solidão e a amargura. Foi então que minha amargura contida de repente explodiu em fases distintas e desconexas. Era um riso escabroso, um choro enfurecido, imprecações injustas. Briga com tudo e todos. Pisei na flor que se abria cálida para o orvalho. Desabafei em prolongadas falas, gestos carregados que denotavam tudo o que tinha de você em mim. Senti desejos arrasadores, explosão de ser o que não era. Desejei transpor o invisível que, aos meus olhos, eram enormes e insuperáveis. Eu sinto falta do inexistente. Do sonho que não consegui sonhar. Do amor que nunca tive. De um passado ausente.
A espera que virou espera.
Na melhor das hipóteses, eu não te esperava.”
Era um entardecer de céu avermelhado, findos de outono, mas com brisas de inverno. O cheiro das folhas caindo se misturavam ao cheiro de jasmim no quintal, fechei meus olhos e por um instante senti o seu cheiro, cheiro de saudade. Mesmo sozinho com talvez, uma ou duas estrelas pontilhando levemente o horizonte, estendi meus olhos por sob a grama. Gramado verde, assim como seus olhos ficavam quando ficava ao sol, uma linda lembrança. E, assim, as folhas escorriam pelo chão e se dissolviam do meu olhar, da mesma forma que as lembranças do meu coração.