Dança
Heléboro
Dançando com fantasmas no escuro. Busquei sua resposta em cemitérios. Me entreguei de coração, não deixei um nó entre nós. Mas talvez você não foi sincero consigo mesmo. Não iremos busca as estrelas, é o pior dia da minha vida. Não busque ama tanto, pois o amor é uma dor terminal. Me perdoe, sou um viajante solitário em busca da odisseia.
Todo mundo tem um sonho, mas estão congelados pelo medo
Nós não dançamos na chuva, nós correremos para nos proteger dela
Tudo isso é culpa de se deixar ser escolhido por outro
Então nós seguimos em frente e encontramos alguém que irá nos amar e apoiar
Dizer que nos adoram, talvez até lutar por nós
Então esquecemos que as ambições e as decisões mudaram
Dancei com as estatísticas, com os prognósticos, com os julgamentos. Aprendi que dançar bem não requer prática. Requer alma. Só “dança” na vida quem não levanta e vai pra pista. Quem espera convite e condução. Quem quer a garantia de passos firmes e seguros. Mas eu aprendi. E, entre um tropeço e outro, vou coreografando o balé único da minha vida: do sopro inicial ao último suspiro.
Somos como pétalas ao vento, um sopro e dançamos em sincronia, todas juntas, porém, conforme o poder do sopro acaba, caímos uma a uma, até que o último dançarino termine de se apresentar.
Dançar é uma arte. É expressivo, imprevisível, acolhedor, libertador e aproxima as pessoas.
Movimente-se de qualquer geito. Não se importe com ao redor. O mais importante e estar bem e feliz com você.
Aqueles que vivem para impressionar os outros jamais construira sua propria historia.
Movimente-se.
Você pode gostar da chuva e dançar sob ela
Você pode amar a chuva e deixar que ela lave sua alma
Você pode sentir-se desconfortável entre tantos pingos d’água
Você pode detestar a chuva que encharca você e tudo o que você olha ao redor
Você pode fingir que não chove, enquanto a água escorre forte pelo seu corpo
Mas, repare
O céu permanece inabalável
E a chuva segue
A brisa que dança no verde das folhas, o azul incandescente do céu, uma noiva em busca de sentimentos que talvez possa justificar seu véu...
Na dança em câmera lenta das flores
A seiva embriagante, o cheiro das cores
Raio de Sol entre as folhas, vértice de luz cintilante
Um amor em construção
"Aquele que comigo,
quando eu choro, chora
Aquele que comigo dança,
A este jamais direi:
Ora, não me amoles
Porque se como o ferro com ferro se afia
Afia o homem a seu amigo
Isto hoje te digo: Podes me amolar!
Ó Deus, dá que quando entre eu e meu amigo
Houver atrito a ponto de sair faísca de fogo
Que eu não me desaponte porque esse tal
É enviado teu pra que eu não fique cego
Porque cego não vê que sem o esmeril
Se perde o fio, o gume
Quem pode perceber, não perde a comunhão, assume
Estende a mão, aceita
A pedra de amolar"
ENFADA DANÇA
Oh, meu melancólico sofrimento
Por que no silêncio recomeças
Ritmando o árduo sentimento
Numa agitada dança, as pressas
Eu vago sozinho pelo lamento
Na solidão, que queres?... Peças!
No dia, na noite, és só firmamento
Assim, sem que nada te impeças
Tu danças ao amuo do vento
Ao relento, trazendo o medo
E o pranto. Oh doce fomento
Um enredo... sou desesperança
Vago só e errante neste lajedo
E tu me leva nesta enfada dança
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13/12/2019, cerrado goiano
Como Doi...
evangelista da silva
Não há fogueiras, nem balões...
Não se dança quadrilhas, - há Quadrilhas...
O inferno em fogo se abre e a matança é festa...
Em meu tempo não era assim... nem tanto e raro.
Em 1966, 23 para 24 de junho daquele triste momento, uma dor se me ficou.
Mataram como um animal comestível, o meu irmão.
Até agora, após 53 anos, vejo no jardim, do meu irmão o sangue.
E naquela fatídica madrugada o Dadinho chamando meu pai:
Bernardo, MATARAM BEBEU!
Bernardo Alves da Silva, meu querido irmão!
Santo Antônio de Jesus, 24/06/2019, às 15h32min.
É uma dança nova meu bem
Sua pele na minha faz tão bem
Um toque suave vai além
Do corpo e da alma também
Eles nos dão diversão depois nos julgam se dançamos no meio de uma tarde de segunda
no meio da rua .
Vem de Xote!
Apareceu do nada e mexeu comigo,
Depois daquela dança colados, me deixou cheio de vontades,
Tua companhia, iluminou o meu Céu, cativou o meu coração, a noite ficou dourada,
Um beijo ardente me pegou descuidado, senti uma emoção tão forte que poderia ficar para sempre dentro daquele beijo,
Um xote gostoso, a poeira levantando, teu rosto macio e perfumado falava muito sem usar palavras, a paixão gritava através dos nossos olhos,
Toca sanfoneiro! Porque o clima esta de arrepiar, o, o, o, arrasta pé bom danado!
Amanhece! O adeus aqui não leva sorte, eu sem um pingo de vergonha na cara, despeço-me da minha futura amada deixando a seguinte mensagem no zap dela:
- Aqui é só o começo da nossa história.