Coleção pessoal de sammisreachers
As leis morais do Universo estão profundamente enraizadas na constituição das coisas. Nós não as quebramos - nós nos quebramos sobre elas.
Enquanto o amor assume tarefas impossíveis, ele descobre que o amor alivia todas as cargas. É o mesmo fardo que as asas são para um pássaro, que as velas são para um navio. Nada é difícil se feito por amor. O jugo do amor é fácil; o jugo do dever é duro. Há toda a diferença do mundo entre ser atraído pelo amor e ser impelido pelo dever. A tarefa pode ser a mesma, mas o amor torna tudo leve, e o dever torna tudo penoso.
A única coisa em que você acredita é aquela em que você acredita o suficiente para praticar. Seu credo é sua ação.
Sei que a igreja tem suas tolices, incoerências e irrelevâncias; mas amo minha mãe, a despeito de suas fraquezas e rugas.
O poeta, esse “figura” da linguagem
Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma
Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina
Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu
Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar
Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem:
Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça
Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos:
Como encher de vazio um balão vazio?
Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha
É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas
Radical, rima o rumo dos versos em aliteração
É um babaquara da assonância, um papa-vatapá
Desafios opera o poeta em hipérbatos
Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó
Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo
É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim
Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão
Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...
“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico
“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo
Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)
Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe
Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança
E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...
Criei este poema para ajudar estudantes – do aluno do Fundamental ao concurseiro – a aprender se divertindo e, claro, para ajudar também a professores. Se você curtiu, compartilhe o poema para que ele possa divertir a mais necessitados!
Os verdadeiros poetas devem culto e tributo à maior das musas, trânsfuga que, ao contrário de suas nove irmãs, escapou dos grilhões do fatalismo: Acaso é seu nome.
Quando uma família, uma igreja ou, mais exemplarmente, um país está em crise - dos apertos monetários a uma guerra - e os melhores fogem, é como se entregassem a solução dos problemas nas mãos de Satã.
Em termos culturais, os antes invisibilizados estão tão visíveis que sua presença massiva (logo, e tome um absurdo ou uma redundância: opressora) já cria novos invisibilizados.
A fúria multiplica os braços, e abre velozmente clareiras e estradas: clareiras e estradas onde não devia. Forca e alavanca, traça progressos em direção a ruína.
Habitue-se a fazer listas de coisas impossíveis. E reflita seria e demoradamente sobre elas. Faça disso um hobby. Um pequeno hobby capaz de, na melhor hipótese, mudar o mundo.
Jesus encarnado é a quebra da meta-alteridade de Deus, o infinitamente incompreensível tornado infinitamente ao lado.
No Natal, Deus estabelece um símbolo de recomeço. Não somos determinados por nossa história de vida, pelas ofensas do passado, pelos padrões de autoagressão que adotamos, nem pela quebra de nossos sonhos de vida. Podemos sonhar de novo o sonho de uma vida plena. Podemos começar mais uma vez. O passado não pode mais impedir que Deus transforme e renove tudo em nós.
Jesus nasceu num estábulo porque, ao nascer em nós, é num estábulo que Ele nasce. Isso é, afinal, tudo o que nós temos a oferecer, um estábulo-o-nosso-coração: sujo, frio, escuro. Calçado não de púrpura e seda dignas de receber um Rei, mas com fezes, urina, palha e lama.
Não tenha medo: Esse seu nada é tudo de que Ele precisa para reinar, para lhe fazer ressuscitar e reinar com Ele.
A ORDEM
Seja forte, não importa quantas vezes o caos
Sustenha a alegria, não importa
vezes quantas o caos
Compartilhe e ampare com a sua coragem,
Não importa quantas vezes o caos
Os homens, mulheres e anjos que testemunharam os eventos que cercaram o nascimento de Cristo, nos deixam como herança reações que, de forma alguma, são reações temporárias. Não são reações casuais, são reações permanentes. No momento em que eles olharam fixamente para o Cristo Criança e glorificaram Seu Pai celestial, as reações foram intensas e apaixonadas. O grande desafio deixado a nós, eu presumo, é que todas as nossas celebrações de Natal deveriam incluir traços ou elos de todas as reações exibidas por eles – exaltação, milagre, adoração, obediência, contentamento e testemunho. Se nossas reações forem iguais a estas, cortaremos o caminho através de todo brilho e glamour que tornam invisível a Criança do Natal, abafando os sons desta época do ano, cada vez mais secular e comercial. E então lembraremos da beleza de Cristo que é o Natal.
Nós nos contentamos com os benefícios e bênçãos do Natal, mas Ele é o Natal. Apreciamos as lembranças e os enfeites dos presentes de Natal, mas Ele é o Deus terno, que traz verdadeira alegria e vida eterna. É verdade que podemos ser absorvidos pelos papéis decorados e listas de presentes, mas o bebê embrulhado em panos no Seu nascimento ainda é "o maior Presente de todos".