Coleção pessoal de juoristanio

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O que as pessoas querem é o ódio, o ódio, nada mais do que o ódio, em nome do amor e da justiça, odeiam.

"...por enquanto, desisti de escrever - já existe um excesso de verdade no mundo - uma superprodução que aparentemente não pode ser consumida!"

A solidão não se encontra. Nós é que a fazemos.

O álcool não consola, não preenche os vazios psicológicos, mas supre a ausência de Deus. Não compensa o homem. Pelo contrário, anima a sua loucura, transporta-o a regiões supremas onde é mestre do seu próprio destino.

Os homens gostam das mulheres que escrevem. Mesmo que não o admitam. Uma escritora é um país estrangeiro.

Um escritor é um país desconhecido.

Escrever é também não falar. É calar. É gritar sem ruído.

No amor não há férias nem nada parecido. O amor deve viver-se plenamente, com o seu aborrecimento e tudo.

Nossas mães sempre continuam sendo as pessoas mais estranhas, mais loucas que já conhecemos.

Sou mais escritora do que vivente, que uma pessoa que vive.
Naquilo que vivi, sou mais escritora do que alguém que vive.
É assim que eu me vejo.

Se não se passou pela obrigação absoluta de obedecer ao desejo do corpo, isto é, se não se passou pela paixão, nada se pode fazer na vida.

Caminhais em direcção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros.

Donde pode nascer o amor? Talvez de uma súbita falha do universo, talvez de um erro, nunca de um ato de vontade.

Posso dizer o que quiser, nunca saberei o motivo pelo qual se escreve, nem como não se escreve.

O verdadeiro caráter é revelado nas escolhas que um ser humano faz sob pressão - quanto maior a pressão, mais profunda a revelação, mais verdadeira é a escolha da natureza essencial do personagem.

Uma bela obra de arte - música, dança, pintura, história - tem o poder de silenciar o barulho da mente e nos levar a outro lugar.

Em um mundo de mentiras e mentirosos, uma obra de arte honesta é sempre um ato de responsabilidade social.

Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre as ideias.

Na vida, não existe nada a se temer, apenas a ser compreendido.

"A natureza as fez feiticeiras. É o gênio próprio da mulher e seu temperamento.
Ela nasceu fada. Pelo retorno regular da exaltação, ela é Sibila. Pelo amor, ela é mágica. Por sua fineza, sua malícia (muitas vezes fantástica e generosa), ela é feiticeira, e faz o destino, ou pelo menos, faz adormecer todos os males.

O homem caça e combate. A mulher cria, imagina; ela engendra sonhos e deuses.
Ela é vidente em certos dias; ela possui a asa infinita do desejo e do sonho. Para melhor contar o tempo, ela observa o céu. Mas a terra não tem menos o seu coração. Seus olhos se baixam para as flores amorosas, ela mesma uma flor, e aprende a conhecê-las intimamente. Como mulher, ela lhes pergunta como curar aqueles que ama. Singelo e tocante começo das religiões e das ciências.

Mais tarde, tudo se dividirá; se verá surgir o homem especial, prestidigitador, astrólogo ou profeta, necromante, padre, médico. Mas a princípio, a mulher é tudo."