Coleção pessoal de jucsom
Nem sempre é sobre o que você fez. Algumas vezes é exatamente o que você não fez que mudou tudo. Você não respeitou os limites, os princípios e os hábitos dos outros. Possivelmente, você fez escolhas baseando-se apenas na sua satisfação ao invés de se questionar como os outros se sentem com relação a situação em que você as coloca. Se algo mudou, pergunte-se sempre qual foi o seu papel nessa condição, pois muitas vezes as pessoas nos cortam das suas vida, mas somos nós quem damos as tesouras.
Normalizem o silêncio e o processo de afastamento. Desapegue, seja de amigos, familiares e até mesmo de lugares que não vibram na mesma frequência que você. Solte os laços, fique apenas com as memórias, pois tudo e todos mudam. Não insista com pessoas que tem uma energia diferente da sua, que agem de modo contradictorio aos seus princípios e os desrespeitam (mesmo que inconsciente). Não ande com quem você não seria, os habitos alheios podem nos corromper e até adoecer.
Foram nos momentos que questionei minhas escolhas do passado que tropecei no agora e perdi o trem do futuro.
Quando você decide assumir sua própria identidade, deve arrancar a sombra que criou sobre sua individualidade. Às vezes a nossa carapaça, a que criamos para nos proteger, é grossa e moldada tão íntima a pele que sangra ao tirar e por isso a dor é inevitável e sempre ficam tatuadas como grandes cicatrizes. Se sorrimos é mais por força (consciência de nossa superação) do que por felicidade propriamente dita, já que abandonamos, em boa parte da nossa vida, os mínimos prazeres para atender as expectativas de quem nunca teve que lutar para validar o que ama. Por isso a gente se rebela, levanta bandeira e mergulha de cabeça, já perdemos tempo demais tentando caber em pequenos mundos. Somos exploradores e não digo isso por considerar uma novidade da espécie, uma modinha ou um capricho. Somos exploradores de nossa própria essência, pois o comum não nos define. Ser igual, fabricado e serie não justifica nosso papel no universo. Somos mais fortes do que vocês jamais serão. Começamos a lutar enquanto vocês ainda choram por não ter ganhado um presentinho no natal. Ao invés de brigar por coisas inúteis nós travamos os uma guerra sem fim com nós mesmos. Vocês sempre atacam em bando e nós sempre resistimos sozinhos. Somos os vilões nas regras que vocês criam deliberadamente, mas também somos os únicos que sangram nessas histórias e também os únicos que morrerem. Porém, essa caçada nos fortaleceu a ponto um ter a força de todos, cada vez que derrubam um de nós são dois que se levantam e vamos continuar aqui, pois nossa causa é verdadeira e um sonho particular, nossa identidade não é o rascunho dos outros é nosso próprio diário.
Eu poderia citar milhares de qualidades e até alguns defeitos, mas aí você perderia a chance de me conhecer. Caso me encontre por aí, faça de tudo para não me perder. Não costumo voltar e se eu pagar ranço de você é bem provável que não consiga me reconquistar.
O egoísmo das pessoas é tão grande que sempre vão considerar que você está estranho com elas, pois você tem a obrigação de ser o porto seguro para os fracassos alheios e não irão cogitar o simples fato de que você, dias sim dias não, estará afundando também, e às vezes, pelo excesso de peso que elas jogam sobre você.
Contei meu ponto, fizeram um conto. Em alguns assuntos é melhor fazer segredo para que mantenha-se a pureza da verdade. Belas ideias, quando passam por bocas imundas, acabam contaminadas. "Quanto menos você falar maior será o valor de suas palavras".
Para alguns, sou herói e, no mesmo instante, outros me julgam vilão. Para alguns, virei distância e para outros, aproximação. Fui tímido, rebelde, ignorante e até ignorado. Se me pergunta quem eu sou, a resposta é confusa e sem apego inventado. Sou todos eles e nenhum deles, "ser" e "não ser". Sou quem olha, pela brecha cerrada de grades, o meu próprio alvorecer. Essa cíclica iluminação vem do findar das noites soturnamente memoráveis através dos intensos gritos afogados em meus silêncios infindáveis… Ora sou quem vê pela janela, ora sou quem vê a janela e, em meio às duvidosas brumas da madrugada, sinto-me como se eu fosse a própria janela…
Vivemos em uma sociedade extremista, você não pode ser da ciência e da espiritualidade, você só pode ser da esquerda ou da direita, você não pode ser másculo e gay, você não pode ser homem afeminado... O equilíbrio, o meio termo é invalidado porque nossa cultura não permite a liberdade. Ela marginaliza aqueles que não querem lutar essa guerra inútil de pertencimento, como se um lado ou outro fosse de fato um lado certo.
Tão leve quanto as areias do destino são os desertos do sonhar que, mesmo insólitos, escondem oasis para os que não cansam de caminhar.
O que eu mais admiro em uma pessoa é o bom senso.
Isso inclui senso de limpeza, de convivência e de espaço.
Se você compartilha um ambiente, deixe-o sempre pronto para o outro usar...
Se convive com outras pessoas, lembre-se que cada um tem seu quadrado (hábitos, horários, gostos, intimidade...), não importa o quão eufórico(a) esteja, sempre respeite!
Se você está carente e gosta de tocar, pergunte se a pessoa quer ser tocada antes de agir impulsivamente. Se você só chega e abraça, é egoísta, pois só pensa em satisfazer a sua necessidade sem se colocar no lugar do outro. É também uma invasão do espaço alheio que, por sua vez, é totalmente deselegante.
A regra é simples: se a pessoa tem, de bom a absoluto senso, ela me ganha; se não tem, ela entra na minha lista de ranços.
É necessário doses de sacrifício para apreciar determinados prazeres. Os primeiros raios de luz depois de uma noite escura e fria podem incomodar os olhos, mas suportar o desconforto te entrega aos braços quentes e a luz divinal do magnífico sol. Isso aplica-se também aos desafios diários, você é mais especial do que imagina e pode ir muito além do que consegue enxergar.
Quem olha nossa tranquilidade e superioridade exibida em impávidos sorrisos, sequer imagina em quantos cacos da nossa própria sanidade tivemos que pisar descalços e sozinhos.
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Explorador dos sonhos, viajante multidimensional.
Sou um nômade dos devaneios, atravessando o mar de possibilidades.
O tempo?
O Tempo não é meu companheiro, tampouco meu inimigo.
Escolhi uma jornada solitária. Sigo meu caminho sem o abraço do destino.