Coleção pessoal de JOTAJOTA

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O amor é a compensação da morte.

A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.

A morte chega cedo

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Ria-se dos elogios que as pessoas lhe façam, e repasse-os todos a Deus!

Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil.

SIMULTANEIDADE

- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

Se tens dificuldade em cumprir um intento, não penses logo que seja impossível para o homem; pensa quanto é possível e natural para ele, e que também pode ser alcançado por ti.

Os homens são feitos um para o outro: instrui-os, ou então, suporta-os.

Não se é menos culpado não fazendo o que se deve fazer do que fazendo o que não se deve fazer.

Não desprezes a morte; dá-lhe boa acolhida, como a uma das coisas que a Natureza quer.

Aplica-te a todo o instante com toda a atenção, para terminar o trabalho que tens nas tuas mãos e liberta-te de todas as outras preocupações. Delas ficarás livre se executares cada ação da tua vida como se fosse a última.

Mais penosas são as consequências da ira do que as suas causas.

Escava dentro de ti. É lá que está a fonte do bem, e esta pode jorrar continuamente, se a escavares sempre.

Mudar de opinião e seguir quem te corrige é também o comportamento do homem livre.

Se você está sofrendo por coisas externas, não são elas que estão te perturbando, mas o seu próprio julgamento sobre elas. E está em seu poder anular este julgamento agora.

Pratica cada um dos teus atos como se fosse o último da tua vida.

Quanto não ganha em tranquilidade quem não se preocupa com o que o vizinho diz, faz ou pensa, mas apenas com os seus próprios atos.

A experiência é um troféu composto por todas as armas que nos feriram.

Antes o reprovamento por um gênio do que um louvor de um idiota.

Muitas vezes erra não apenas quem faz, mas também quem deixa de fazer alguma coisa.